Jana Cova



JanA Cova, a deusa lésbica


por João Marinho


Quando o leitor estiver com esta revista em mãos, terá passado aproximadamente um mês do aniversário de uma das pornstars mais lindas e populares da atualidade: Jana Cova.


Atenciosa, apreciadora de vinhos e boa de cozinha, a bela loira de olhos verdes (ou azuis, dependendo da luz) já garantiu seu lugar no coração de fãs e na competitiva indústria do sexo. Não por acaso, recebeu duas indicações ao Troféu AVN de 2009: Melhor Cena Lesbo de Sexo a Três; e Melhor Cena Solo de Sexo.


Projeção

No pornô norte-americano, dominado pelo tipo físico loira-magra-olhos claros, a popularidade e o reconhecimento de Jana são dignos de nota, inclusive porque, como muitas outras estrelas, ela nasceu na República Tcheca – mais precisamente na capital, Praga, em 13 de abril de 1980.


Jana foi criada no campo, onde, segundo ela, teve uma ótima infância. Posteriormente, os anos fizeram da criança loirinha um mulherão de formas harmônicas (86 x 61 x 86 cm), que lhe garantiram passe para a carreira de modelo. Inicialmente, de biquínis. Depois, de nus.


A história, segundo a própria Jana, em entrevista no blog de Paul Raymond, começou quando ela contava 19 anos e foi apresentada a um agente tcheco por uma amiga. Os primeiros nus tiveram como destino as revistas europeias, mas, em 2001, a mesma amiga a apresentaria para seu agente particular em Los Angeles.


Os títulos se avolumaram: Purely 18, em 2001; Club International, Leg Show e High Society em 2002; Hustler e a conceituada Penthouse, em 2003 – Jana foi a Penthouse Pet do mês de abril.


Das revistas para as telas, a transição foi lenta, mas tomou forma lá mesmo, na Califórnia. Em Blue Jean Blondes 4, de 2002, seu primeiro filme, contracenou com Natasha Dolling e experimentava uma mulher pela primeira vez – e logo em frente às câmeras!


Entre elas

De lá para cá, Jana, bissexual assumida, firmou-se como uma atriz exclusiva de cenas solo, lesbo e de fetiche, sem praticamente jamais ter atuado sexualmente com um homem, exceto, até o momento, por uma única cena disponível em seu site www.clubjanacova.com. Na vida real, no entanto, ela prefere a companhia masculina e curte, inclusive, o sexo anal.


O início de carreira nas cenas lesbo também lembra o padrão de outras atrizes, como Janine Lindemulder: muitas começam assim, inclusive sob a justificativa de que têm namorados, mas depois fazem a transição para as cenas héteros – geralmente, com um bem-vindo efeito de marketing para a produtora e com um aumento no cachê.


Jana Cova não nega que ter um relacionamento seja um motivo para não contracenar com rapazes. No entanto, em entrevista ao blog FreeOnes, ela diz que, no seu caso, não é a única razão – e que ela pode simplesmente gostar mais de estar com outras meninas em frente às câmeras.


Ademais, a loira de 45 kg bem distribuídos em 1,57 m de altura nem tem por que mudar de ares: em 2005, ela chegou a assinar um contrato de exclusividade com a todo-poderosa Digital Playground (!).


Dois anos depois, saiu amigavelmente, argumentando que queria levar sua carreira para outra direção. Essa direção ainda não ficou clara – mas, a julgar por seu histórico, só podemos esperar uma coisa: sucesso!


Repasso acina o perfil da atriz pornô Jana Cova que pode suscitar reflexões interessantes sobre como o sexo lésbico se insere dentro de uma heteronormatividade e ecoa no pornô como parte da fantasia masculina hétero e só: um filme com cenas héteros e lésbicas é um filme hétero. Um filme com cenas héteros e gays é um filme bissexual.

Outras questões, tangentes, se inserem no fato de as atrizes fazerem cenas de lesbianismo (o termo, segundo reflexão minha e da Míriam estaria correto nesse caso) para não causar ciúmes nos namorados. No Brasil, a mulher do ator gay Alexandre Senna pratica essa política, apenas com os sinais invertidos.

A fonte do artigo é a revista Sexsites DVD Elas no. 30, que será publicada em maio.


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