A culpa é dos gays?



Site atribui responsabilidade aos gays por mulheres estarem solteiras em Campo Grande.

Isso mesmo, você não leu errado, agora a culpa pelas mulheres não conseguirem namorados é dos GAYS, segundo site de Campo Grande.

Com a seguinte chamada:  Com tanto gay na cidade, o que sobrou para as mulheres em Campo Grande? O site tenta relacionar os gays com as desventuras amorosas das mulheres heterossexuais. Uma compreensão machista, preconceituosa e absurda... Daqui a pouco vão dizer que a culpa das mulheres terem dor de cabeça na hora de trepar é dos gays! (Renato Hoffmann).

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Gente, vamos esclarecer quatro coisas muito importantes:

1- Gays e mulheres héteros não "concorrem" entre si. Mulheres héteros procuram homens héteros. Homens gays procuram homens gays - e há os bis que transitam entre os dois grupos, ou seja, os públicos são diversos, e a concorrência é impossível.

2- Em qualquer lugar do mundo, e também em Campo Grande, gays são sempre minoria entre as orientações sexuais, de 4% a 10%, segundo pesquisas e estudos. Portanto, ainda que existam mais mulheres que homens na cidade, isso é reclamar de barriga cheia. Quer dizer que porque no máximo 10% dos homens são gays, as meninas não conseguem descolar UM entre os outros 90% restantes? Tá boa...

3- Se, tirando os gays, sobram os homens "canalhas", os que "não querem nada sério" e os "aproveitadores", isso é culpa dos homens héteros, não dos gays. Se os homens héteros não estão comparecendo como deviam, o que têm os gays a ver com isso?

4- Vá reclamar com Deus porque nasce mais mulher que homem em Campo Grande...

Aff! (João Marinho)

Segue a matéria na íntegra:

Com tanto gay na cidade, o que sobrou para as mulheres em Campo Grande?

Ângela Kempfer e Anny Malagolini
Na mesa do bar, as três amigas solteiras só comprovam o que as mulheres há tempos vêm reclamando. Hoje em dia há tanto gay em Campo Grande que falta opção hetero para a mulherada.
Antigamente, a reclamação era contra os cafajestes, que não queriam um relacionamento sério. Agora, o alvo é a turma gay. “Há anos tem muito gay na balada e, levando em conta que há mais mulher do que homem na cidade, claro que dificulta mais ainda a paquera e arrumar namorado”, comenta Viviane, de 29 anos.
Para não parecer preconceito, ela ressalta que a confirmação vem até da concorrência. “Tenho muitosamigos gays e eles mesmos assumem isso, que a mulherada perdeu espaço”
A comerciária Taty Santinoni diz que depende da balada. Na eletrônica, por exemplo, não adianta investir que provavelmente vai levar um fora porque o cara não gosta de mulher. “É um problema, diminui nossos partidos”, explica.
"No final do jogo, o que sobra é alguém comprometido, sertanejo ou canalha", protesta a universitária Giuliana Pedra, de 26 anos.
O resultado é tempos sem alguém para chamar de seu. Solteira há mais de cinco anos, Natália, 25 anos, reclama que se ainda hoje está sem namorado é por pura falta de pretendente. A vontade de encontrar a famosa tampa da panela existe, mas descobrir alguém é que está difícil. “O circuito de Campo Grande é pequeno e isso diminuí as chances”, avalia.
A preocupação começou por conta da idade. “Daqui a pouco tenho 30 e quero ter uma família”. As amigas brincam que estão à espera de um milagre. Já Natália acha que quanto mais pede, menos chances tem de namorar. Então, como estratégia, ela fingi que não quer, para driblar o azar.
Gabriela, também solteira, conta que aproveita a vida, o que tem seus prós e contras. Mas já adianta que na noite não paquera. A amiga Gabriele, solteira há menos tempo, só um mês depois de um namoro que durou 5 anos, quer aproveitar a vida de solteira e ainda não sentiu na pele a dificuldade para se arranjar um namorado.
Em outra mesa, duas amigas, que ficaram com medo de revelar a nome, estão sozinhas há mais de sete anos. Uma delas acredita que o a falta de homem no mercado para um compromisso sério também se dá pela ausência de homens dispostos a ficar com uma só, já que hoje em dia as mulheres estão "mais fáceis".
“Querer eu quero, mas tá difícil”, reclama Gabriela, de 25 anos. Ela conta que só namorou uma vez, aos 18 anos de idade, e de lá pra cá "até pegar gripe tá difícil". Tímida, ela não gosta de sair à caça, prefere um programa calmo, como um encontro em um barzinho com as amigas, e enquanto isso ela espera a alma gêmea chegar. “Uma hora chega”.
Para as experientes, as noites já comprovaram que balada não é local certo para quem quer compromisso. "Os que não são gays, não querem compromisso sério, na maioria das vezes. Também não acredito que se possa encontrar alguém pra namorar na balada", diz a secretária Evelin, de 28 anos.
"O jeito é encontrar alguém que faz parte do mesmo círculo de amigos”, reforça a bancária Lizziane, de 23 anos.
(Obs: A foto original foi substituída a pedido de entrevistadas que se sentiram prejudicadas com comentários no Facebook).
http://www.campograndenews.com.br/lado-b/comportamento-23-08-2011-08/com-tanto-gay-na-cidade-o-que-sobrou-para-as-mulheres-em-campo-grande


Comentários

  1. Inclusive eu morava Lá em Campo Grande quando saiu essa matéria,
    Numa boate gls que tem lá nós até festejamos isso levando na maior esportiva é
    claro pois havia muito comentário a respeito do Marcos Feliciano e tal.
    Adorei o blog.

    ResponderExcluir

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