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Mostrando postagens de Agosto, 2005
Sociedade, que bicho é esse?
Quando falamos dos direitos de gays e lésbicas e de qualquer outra coisa que, via de regra, "contrarie" valores estabelecidos pelo status quo social, é comum fazermos referência à expressão ?modelos (ou padrões) impostos pela sociedade?. Entretanto, o que realmente queremos dizer com isso?

Muitas vezes, as pessoas parecem se referir à sociedade como se ela fosse um ente à parte com corpo e vontade próprias, que diz às pessoas o que quer e as obriga a segui-la.

De fato, existe, digamos, um "fator independente" na sociedade. Para apontá-lo, citaremos dois pensadores cruciais. Primeiro, Nietzsche, para quem os homens criam os conceitos, "esquecem-se" de que os criaram e se tornam escravos do que eles próprios fizeram.

Segundo, Marx, que, com a noção de ideologia, demonstrou como esta é criada a partir de uma condição sócio-histórica definida, mas passa a reger o pensamento dos homens, como se tivesse vida própria. É por isso que a s…
Esta reflexão é inter-religiosa; e vem de um representante do Zoroastrismo, quando li, não tive dúvidas em publicá-la, por expressar a verdeira face de Deus: A vida!!
DEUS, QUE PALAVRÃO!*
Deus. Que palavra ruim e carregada!
Ela implica tanta história de morte e de domínio que causa arrepios em muita gente. Enquanto, para outros, continua sendo uma fuga de responsabilidade, ou pior, uma arma de exclusão!
Para muitos, Deus é tudo que esconde de mal resolvido em si mesmo: medo, desejo de vingança, egoísmo (do tipo eu sou salvo, você vai para o inferno), a baixa auto-estima (terrível o mandamento de se negar a si mesmo), de tabus (não pode sexo, não pode nudez, não pode o melhor de tudo), de validação de poderes (do governo, do pai, do sacerdote, do próspero etc). Esse Deus é a desculpa para se ir construindo esse mundo desigual, apocalíptico (já que vai acabar mesmo, por que não explorá-lo ao máximo?!), e mal governado (afinal tem que se obedecer a toda autoridade constituída). Ainda, Deus p…
GAY SÓ PENSA EM SEXO? Por: João Marinho
Antes de começar a expor minhas idéias, é preciso deixar claro que o que escreverei aqui não se baseia em estudos acadêmicos ou comprovações de cunho científico, mas em minha experiência pessoal enquanto jornalista envolvido com a sexualidade, namorado, gay e amigo de algumas dezenas de outros homossexuais.

O tema do texto são as clássicas perguntas: será verdade que os gays são promíscuos e não querem nada sério? Que ninguém se interessa em namorar e manter um relacionamento estável? Que os héteros estão em melhores condições, já que, na maior parte das vezes, casam-se, formam família e têm filhos?
Questionamentos desse tipo sempre me soaram como sintomas de uma forte carência afetiva e uma acentuada baixa auto-estima, muitas vezes originadas de um preconceito internalizado.
Explico: ser gay ainda é difícil. Nossos pais, em geral, não nos criam levando em consideração que é possível, no futuro, gostarmos de alguém do mesmo sexo. A sociedade, median…
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