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BOA LEITURA

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Gay é agredido por dez skinheads na rua Augusta

Gay é agredido por dez skinheads na rua Augusta
Por Marcelo Hailer 6/7/2009 - 21:00

Na madrugada do último dia 27/06 mais um ataque homofóbico patrocinado por skinheads aconteceu na rua Augusta, em São Paulo. A vítima é o jovem estilista Hugo, 28, que estava com o seus amigos no Bar do Neto - próximo ao Clube Vegas - tomando cerveja. "Encontrei algumas amigas e depois fomos para outro bar", relembra.

Minutos mais tarde, Hugo pegou o carro e, nesse momento, deparou-se com os carecas. "Eu estava na calçada, um deles disse que era para eu sair e ir pela rua", conta. O moço chegou a mudar de direção, mas não adiantou. "Eu nem vi da onde veio, de repente levei um chute no meio da cara", relata.

Hugo foi agredido por cerca de dez pessoas e teve o seu nariz quebrado. "Eu vou tirar o gesso hoje", diz o rapaz, que revela ter sido pego de surpresa. "Minhas amigas viram que eles usavam coturno, boina e camiseta branca, mas eu não vi nada".

Indignado, Hugo reclama da falta de segurança na rua Augusta. "Quando é para fazer batida da Lei Seca e para prender traficante, eles enchem a rua de polícia, fora isso, você quase não vê PM por lá", denuncia. Mas Hugo não pensa em deixar de frequentar uma das ruas mais badaladas de São Paulo. "Não vou ficar de bobeira na rua, só vou ficar dentro de bar ou boate", afirma.

O rapaz disse à reportagem do site A Capa que não fez Boletim de Ocorrência.

Se você também foi vítima de ataque homofóbico, procure a Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância), que está localizada à rua Brigadeiro Tobias, 527, 3º andar, Luz. Mais informações: (11) 3311-3985 / delitosintolerancia@ig.com.br / dhpp@policiacivil.sp.gov.br.

Sábado, 4 de Julho de 2009

Procuradoria Geral da União e a ação para reconhecer união entre pessoas do mesmo sexo

Deborah Duprat ofereceu hoje arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) ao Supremo Tribunal Federal

A procuradora-geral da República, Deborah Duprat, propôs no dia 2 de julho, ao Supremo Tribunal Federal (STF) arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF 178), com pedido de liminar e de audiência pública, para reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo e que sejam dadas a elas os mesmos direitos e deveres dos companheiros em uniões estáveis.
A ADPF foi proposta com base em representação do Grupo de Trabalho de Direitos Sexuais e Reprodutivos da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. Apesar de já haver uma arguição (ADPF 132) sobre o mesmo tema, proposta pelo estado do Rio de Janeiro, foi oferecida nova ação em virtude do parecer da Advocacia Geral da União, no sentido de que os efeitos da ADPF 132 estariam restritos àquele estado. Para não correr tal risco, a procuradora-geral propôs esta nova arguição.
“O indivíduo heterossexual tem plena condição de formar a sua família, seguindo as suas inclinações afetivas e sexuais. Pode não apenas se casar, como também constituir união estável, sob a proteção do Estado. Porém, ao homossexual, a mesma possibilidade é denegada, sem qualquer justificativa aceitável”, diz, na ação.
A tese sustentada na ADPF, segundo Deborah Duprat, é a de que se deve extrair diretamente da Constituição de 88 – notadamente os princípios da dignidade da pessoa humana (art. 1º, inciso III), da igualdade (art. 5º, caput), da vedação das discriminações odiosas (art. 3º, inciso IV), da liberdade (art. 5º, caput) e da proteção à segurança jurídica – a obrigatoriedade do reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar. E, diante da inexistência de legislação infraconstitucional regulamentadora, devem ser aplicadas analogicamente ao caso as normas que tratam da união estável entre homem e mulher.
Para a procuradora-geral, o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo independe de mediação legislativa, pois é possível aplicar imediatamente os princípios constitucionais. “Não subsiste qualquer argumento razoável para negar aos homossexuais o direito ao pleno reconhecimento das relações afetivas estáveis que mantêm, com todas as consequências jurídicas disso decorrentes”, afirma.
Princípio da igualdade – Significa que todos devem receber o mesmo tratamento pelo Estado. Segundo Deborah Duprat, o Estado, em todos seus poderes e esferas, viola os preceitos fundamentais com relação a este tema. Isso envolve atos comissivos e omissivos. “Seria possível citar as decisões judiciais de diversos tribunais, que se negam a reconhecer como entidades familiares as referidas uniões, e os atos das administrações públicas que não concedem benefícios previdenciários estatutários aos companheiros dos seus servidores falecidos”, explica. Ela acrescenta que a aparente neutralidade da legislação infraconstitucional brasileira escondeu o preconceito contra os homossexuais ao proteger apenas as relações estáveis heterossexuais.
Proibição de discriminação – A Constituição estabeleceu que é objetivo fundamental da República “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. “A discriminação motivada pela orientação sexual é constitucionalmente banida no Brasil. E esta argumentação é reforçada quando se analisa a orientação seguida no âmbito do direito internacional dos direitos humanos”, diz a procuradora-geral. Ela lembra que o Brasil é signatário do Pacto dos Direitos Civis e Políticos da ONU, que proíbe qualquer tipo de discriminação. “O Estado laico não pode basear os seus atos em concepções religiosas, ainda que cultivadas pela religião majoritária, pois, do contrário, estaria desrespeitando todos aqueles que não a professam, sobretudo quando estiverem em jogo os seus próprios direitos fundamentais”, acrescenta.
Dignidade humana – Além de privar parceiros homossexuais de direitos importantes, o não-reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo explicita a desvalorização pelo Estado do modo de ser do homossexual, rebaixando-o à condição de cidadão de segunda classe. Privar os membros de uniões estáveis entre mesmo sexo de direitos relacionados às condições básicas de existência (direito a alimentos, a receber benefícios previdenciários etc.) atenta contra sua dignidade, expondo-o a situações de risco social injustificado. “O reconhecimento social envolve a valorização das identidades individuais e coletivas. E a desvalorização social das características típicas e do modo de vida dos integrantes de determinados grupos, como os homossexuais, tende a gerar nos seus membros conflitos psíquicos sérios, infligindo dor, angústia e crise na sua própria identidade”, destaca a procuradora-geral. Ela lembra que, ao negar o reconhecimento deste tipo de união, o Estado alimenta e legitima uma cultura homofóbica.
Direito à liberdade – Esse princípio permite que cada um faça suas escolhas existenciais básicas e persiga seus projetos de vida, desde que não viole direitos de terceiros. Isso significa que cada um tem o direito de escolher com a pessoa com a qual pretende manter relações afetivas estáveis, de caráter familiar. “É exatamente essa liberdade que se denega ao homossexual, quando não se permite que ele forme a sua família, sob o amparo da lei, com pessoas do sexo para o qual se orienta a sua afetividade”, diz Deborah Duprat.
Proteção à segurança jurídica – Princípio que possibilita que pessoas e empresas planejem as próprias atividades e tenham estabilidade e tranquilidade na fruição dos seus direitos. Devido à falta de legislação e de indeteminação da jurisprudência, não há previsibilidade em temas envolvendo herança, partilha de bens, deveres de assistência recíproca e alimentos. “O caminho para superação desta insegurança só pode ser a extensão do regime legal da união estável para as percerias entre pessoas do mesmo sexo, através de decisão judicial do STF, revestida de eficácia erga omnes (para todos) e efeito vinculante”, afirma.
Quanto à redação do artigo 226, § 3º, da Constituição (“... é reconhecida a união estável entre homem e mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar a sua conversão em casamento”), a procuradora-geral diz que isso não impede o reconhecimento da união entre homossexuais, uma vez que a Carta Maior não é um amontoado de normas isoladas. “Trata-se de um sistema aberto de princípios e regras, em que cada um dos elementos deve ser compreendido à luz dos demais”, diz. E, para ele, é na parte dos princípios fundamentais que se encontram as normas que permitem o reconhecimento.
Liminar – Na arguição, Deborah Duprat pede medida liminar para evitar danos patrimoniais, como benefícios previdenciários e direito a alimentos, e extrapatrimoniais, como abalos à auto-estima e o estímulo ao preconceito e à homofobia.
Devido à relevância do tema, a procuradora-geral pede, na ação, a convocação de audiência pública no STF para discussão do reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo.




Para ler o conteúdo da Petição Inicial clique aqui

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Seleção Brasileira sofre críticas por fervor religioso

As cenas de fervor religioso exibidas pela seleção brasileira depois da conquista da Copa das Confederações ainda repercutem no mundo. Ao ver os jogadores brasileiros ajoelhados rezando no meio do gramado, comandados pelo zagueiro Lucio, um narrador da rede britânica BBC observou que o capitão da seleção “parecia um pregador evangélico pela emoção com que proferia cada palavra”. Em texto publicado em seu blog, no site da BBC, o jornalista Ricardo Acampora escreveu:
“Num lugar como a Grã-Bretanha, onde o povo está acostumado a conviver respeitosamente com diferentes religiões, surpreende o fato de atletas usarem a combinação entre um veículo de grande penetração como a televisão e a enorme capacidade de marketing da seleção brasileira, para divulgar mensagens ligadas a crenças, seitas ou religiões.”
E disse ainda:
“Se arriscam a serem confundidos com emissários de pregadores dispostos a aumentar o número de ovelhas de seus rebanhos às custas do escrete canarinho, como emissários evangélicos em missão. Para os críticos deste tipo de atitude, isso soa oportunismo inadequado e surpreende ver que a Fifa não se opõe a que jogadores se descubram do “manto sagrado” que os consagrou para exibir suas preferências religiosas.”
A repercussão negativa não se restringiu à Inglaterra. O jornal “O Estado de S.Paulo” informa nesta quinta-feira que a Fifa “mandou um alerta à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos”. Escreve o jornalista Jamil Chade:
“Com centenas de jogadores africanos, vários países europeus temem que a falta de uma punição por parte da Fifa abra caminho para extremismos religiosos e que o comportamento dos brasileiros seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes europeus hoje. Tanto a Fifa quanto os europeus concordam que não querem que o futebol se transforme em um palco para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo. Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir a seleção brasileira.”
Ouvido pelo jornal, Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa, confirmou que pediu à Fifa que tome providências no sentido de reprimir manifestações como as realizadas pela seleção brasileira na África do Sul.
Como no domingo, depois de Brasil e Estados Unidos, nesta quarta-feira, ao final de Corinthians e Internacional, alguns jogadores da equipe paulista vestiram sobre o uniforme uma camiseta com as palavras “I Love Jesus”. Mas, diferentemente do que ocorreu na Copa das Confederações, foram manifestações isoladas, e não houve em campo nenhum ato religioso promovido pelo grupo corintiano.

Fonte: Último Segundo

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

SP: Parada Gay na Paulista


Algumas coisas são muito complexas, principalmente, quando nelas há inversões de valores, com a proposta de se defender os mesmos. Assim, a sociedade se ergue em seus preconceitos; defendendo a dignidade, inverteu-a, focalizando na família, nos costumes e fez, de tanta gente, pessoas indignas e infelizes. Para defender a família, inverteu novamente o conceito, focalizou no homem e denegriu a mulher, subjugando-a, escravizando-a.

Obviamente, que o promotor de justiça, em São Paulo, quer defender as pessoas, pensa na paz social, e focalizando nas manifestações, deseja limitá-las. Muito embora, reconheça que tais são funções de um Estado Democrático de Direito. Gostaria, então, de acompanhar ao excelentíssimo promotor, em sua tarefa de custus legis, afinal, tal tarefa responde ao princípio da oficiosidade, e é de interesse público notório.

Hoje pensa-se que 3 milhões de pessoas na Avenida Paulista é perigoso, o Estado não tem aparato suficiente para garantir a ordem pública e o bem-estar, sem maiores prejuízos. Mesmo, não havendo ocorrências, em nenhum histórico das paradas, de uma disfunção onde fizesse necessária uma intervenção da força policial, com medidas repressoras de uma desordem generalizada, mesmo a parada NUNCA sinalizando, em suas edições, para algo latente ou de fato. Ainda sim, imbuído pelo princípio nobre do Direito, o da oficiosidade, o excelentíssimo promotor entende que é perigoso.

Engraçado, as coisas, aqui, no Brasil... Já foi constatado, que em São Paulo, a maioria dos templos religiosos funcionam sem alvará, ou com os mesmos irregulares. Chegando, ao absurdo, de um teto de uma igreja que aglomerava mais de 1.000 pessoas dentro de seu galpão desabar, matando e ferindo pessoas. O MP se quedou inerte sobre a situação, e os templos continuam funcionando.

Milhares de pessoas em São Paulo moram em barracos, sem a mínima condição humana de dignidade, ainda, que o artigo 6º da Constituição da República de 1988 diga, expressamente, sobre o DIREITO A UMA MORADIA DIGNA como responsabilidade do Estado, mas, ao se pronunciar sobre a questão, o MP de São Paulo disse da inviabilidade para o Estado de se empenhar, para que o artigo 6º da Constituição da República seja um direito real do cidadão, imediato (clique aqui para ler o artigo).

Assim, causa-me estranhamento, o súbito interesse de proibir manifestações na Avenida Paulista depois da Parada Gay... Até mesmo, os fatos elencados acima, dizem por sua notoriedade, e constatações de per si. Já a Parada Gay como um potencial de perigo aos que frequentam pela impossibilidade da segurança pública, não passa de mera especulação, agora, amparando-se pelos princípios do Direito, invertidos, claro: o da oficiosidade.



Na semana passada, uma entrevista do promotor José Carlos de Freitas, do Ministério Público Estadual (MPE), ao jornal Folha de São Paulo gerou polêmica entre ativistas gays: ele teria proposto a mudança da Parada do Orgulho LGBT da avenida Paulista, onde o evento vem sendo realizado desde o início, para o estádio do Morumbi, localizado na zona sul da capital paulista.

Em entrevista ao site A Capa, o promotor de Justiça de Habitação e Urbanismo negou que tenha havido preconceito ao sugerir tal mudança. "A própria CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e a Polícia Militar já disseram ter dificuldade em trabalhar a operação desses eventos", explicou. "Na verdade, o que sugeri é que houvesse um fracionamento da manifestação, citando o próprio estádio do Morumbi, o autódromo de Interlagos e o sambódromo", acrescentou.

Na proposta do promotor, os eventos paralelos do Orgulho Gay e a própria marcha que ocorre tradicionalmente no domingo do feriado de Corpos Christi seriam realizados em vários locais simultaneamente, evitando assim uma grande aglomeração de público. "O propósito não é confinar a Parada Gay no estádio do Morumbi, mas concentrar 3 milhões de pessoas em uma avenida como a Paulista é inviável", opinou. "Quem pode garantir 100% de segurança?"

À reportagem, José Carlos de Freitas fez questão de deixar claro que a proposta não recai apenas na organização da Parada Gay, mas também em todos os outros eventos de grande porte que acontecem na Paulista, como o réveillon e a Corrida de São Silvestre. No momento, o promotor aguarda um relatório da CET e da Guarda Civil para então se reunir com a organização do evento e discutir possíveis mudanças. "Faço questão de conversar com as partes envolvidas. Nosso objetivo não é proibir nenhum tipo de manifestação", ressaltou o promotor.

Termo de Ajustamento de Conduta

Em 2005, o Ministério Público abriu inquérito para avaliar possíveis novos locais para a realização da Parada Gay de São Paulo. Justamente com a Prefeitura da cidade, o MPE firmou o chamado Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para garantir a segurança e viabilidade do evento.

Em 2006, o mesmo TAC foi proposto à CUT (Central Única dos Trabalhadores), que costumava comemorar o 1º de maio na Paulista, e também com a Igreja Renascer, que promove a Marcha para Jesus. "Nesse ano, pedimos à Prefeitura que indicasse lugares alternativos, e ela sugeriu a avenida 23 de Maio, que seria inviável por causa dos paredões laterais, que não favorecem uma rota de fuga, e a avenida Tiradentes", disse José Carlos de Freitas.

Ainda segundo o promotor, esse TAC foi substituído por outro em 2007, que sugeria, entre outras coisas, que a manifestação não poderia armar um palco para shows e que os trios elétricos deveriam deixar a avenida Paulista até as 18h. "O propósito do TAC não é proibir, essa não é a função do Ministério Público, mas apenas orientar a Prefeitura, que toma a decisão final", explicou o promotor.

Opinião pessoal

Reiterando que não tem nada contra a Parada Gay, o promotor José Carlos de Freitas disse que a manifestação é "legítima" e deve ser respeitada. "Qualquer pessoa que chama atenção para a igualdade deve ser ouvida. Como promotor, não posso ter uma posição contrária. A defesa de direitos é legítima, por isso um evento como a Parada Gay deve ser prestigiado", afirmou. "Esse é um preceito constitucional."

Fonte: A Capa

Domingo, 28 de Junho de 2009

Imagem mais antiga de São Paulo

Catacumbas de Roma revelam imagem mais antiga de São Paulo
Jornal do Vaticano Osservatore Romano revelou a descoberta.
Imagem foi encontrada em 19 de junho nas Catacumbas de Santa Tecla.
Arqueologistas do Vaticano descobriram o que acreditam ser a imagem mais antiga ainda existente do Apóstolo São Paulo. Datada do século IV, ela foi encontrada nas paredes de catacumbas sob Roma.

O jornal do Vaticano Osservatore Romano, ao revelar a descoberta no domingo, publicou a fotografia de uma imagem pintada em afresco de um rosto masculino com barba preta e uma auréola brilhante sobre um fundo vermelho.

Especialistas da Comissão Pontífice para Arqueologia Sagrada fizeram a descoberta em 19 de junho nas Catacumbas de Santa Tecla em Roma e a descreveram como "o mais antigo ícone da história dedicado ao culto do Apóstolo", de acordo com o jornal do Vaticano.

São Paulo e São Pedro são reverenciados pelos cristãos como os maiores missionários da antiguidade.

Os cristãos dos tempos antigos em Roma enterravam seus mortos em catacumbas cavadas nas pedras sob a cidade e decoravam as paredes subterrâneas com imagens de devoção.

Fonte: Globo.com

Sábado, 27 de Junho de 2009

Então, adeus!


Nunca fui insensível, e não seria agora que viria tornar-me assim. Como todos, que cresceram como eu, devem saber do que falo agora. Sim, falo da ausência, dessa sensação que dói, e que não é superada tão facilmente, pois não se preenche... Está apenas a marcar o vazio de um significado que se foi...
Na minha infância me emocionei ao escutar a voz de um menino, que dava à trilha sonora do filme, daquele ratinho amigo... Aquela voz inesquecível, aquela musica tão singela... E as lágrimas, que naquele momento rolavam na minha face, agora, por mais uma vez, embaladas, na mesma voz, do mesmo menino, e por um motivo tão diferente... INACREDITÁVEL.
Um adeus, como no filme Ben. Porém, as lagrimas não são, somente, pela voz melodiosa, de um anjinho, e pelas cenas tristes do filme. Agora pela letra da canção, e pela perda de alguém, deste mesmo anjinho, que antes deu saber quem era já despertava em mim tamanha emoção. Mas pela voz, também, e por tudo, por tudo que um dia ela significou, por mais que eu não soubesse (na minha infância) de quem era, mas foi inesquecível, como você assim se fez.
Obrigado por sua presença na humanidade, e por tudo que você significou nela, sendo VOCÊ! Adeus Michael Jackson , inesquecível Michael.

Ben

Ben, nós dois não precisamos mais procurar
Nós dois achamos o que estávamos procurando

Com um amigo para chamar de meu
Nunca estarei sozinho
E você, meu amigo, verá
Que tem um amigo em mim
Ben, você está sempre correndo aqui e ali
Você sente que não é querido em lugar algum
Se algum dia você olhar para trás

E não gostar do que você achar
Há algo que você deveria saber
Você tem um lugar para ir
Eu costumava dizer "eu" e "eu"

Agora somos nós, agora somos nós
Ben, a maioria das pessoas mandaria você embora
Eu não escuto uma palavra do que eles dizem
Eles não vêem você como eu vejo
Eu gostaria que eles tentassem
Tenho certeza de que eles pensariam novamente
Se eles tivessem um amigo como o Ben

Como o Ben...

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Menino de 16 anos é submetido a exorcismo para "curar" homossexualismo

Qui, 25 de Jun, 05h 16





Nova York, 25 jun (EFE).- Uma comunidade religiosa do estado de Connecticut, nos Estados Unidos, submeteu um jovem de 16 anos a uma prática de exorcismo para "curá-lo" do homossexualismo e depois divulgou um vídeo do acontecimento no portal "YouTube", informou hoje o jornal "New York Post".

Com uma duração de 20 minutos, o vídeo, que já foi eliminado do site, mostrava o jovem deitado no chão enquanto sofria convulsões e várias pessoas que gritavam "saia do seu corpo, demônio homossexual".

"Espírito homossexual, te chamamos para que abandone este corpo. Liberte-o, Lucifer!", gritava o grupo diante do jovem, que começa a sessão de pé e acaba vomitando no chão de uma igreja da cidade de Bridgeport, onde a comunidade chamada "Manifested Glory Ministries" se reúne.

Em outra cena, algumas pessoas sustentam o jovem pelos braços, enquanto um deles pede ao suposto espírito que saia "pela barriga do rapaz" e pede para o resto das pessoas pressionarem seu estômago.

Os membros da comunidade negaram que o menino tenha sofrido algum tipo de ferimento e disseram que respeitam os homossexuais.

"Não temos nada contra os homossexuais. Simplesmente não compartilhamos seu estilo de vida", disse a reverenda Patricia McKinney, que mostrou seu convencimento de que "um homem deve estar com uma mulher e uma mulher com um homem" e que explicou que o rapaz se vestia "como uma menina".

McKinney disse o rapaz tem 18 anos, mas ele disse ter 16.

O vídeo causou revolta em várias associações que defendem os direitos dos homossexuais, que asseguraram que casos como este se repetem em muitos pontos do país.

"Casos assim ocorrem o tempo todo. Não é um fato isolado", disse Kamora Harrington, uma dos líderes da associação "True Colors", que teve contato com o menino e denunciou o acontecimento para as autoridades de Connecticut.

Os membros da "True Colors" disseram ao "New York Post" que o jovem tinha sido vítima desse tipo de ritual em duas ocasiões anteriores por vontade própria e assessorado pelo líder da comunidade religiosa.
EFE

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Ma che bello ragazzo!


Não assisto a programação da Rede Record, por motivos próprios, mas, não posso deixar de dar o braço a torcer : O Miro é divino! Que rapaz bonito!


Essa foto é um momento tocante em minha espiritualidade, como ela me aproxima do belo. Como ela mexe com meu lado espiritual! Algumas coisas nos ligam a Deus, que se revela em sua criação; o belo, a harmonia, a paz que se é transmitida tem em nós esse efeito, e glorificam ao criador.


Deus seja glorificado.

Protesto contra violência na 13ª Parada Gay de SP

Meu povo, repasso a reflexão redigida por um amigo, o Ricardo. Ele não faz parte das listas.
Rev Márcio

Por que apenas "centenas vão ao Centro de São Paulo pelo fim da violência contra os LGBT", conforme o título da matéria publicada no site "G. Online", se a massa na parada paulistana foi de 3,1 milhões de pessoas, segundo informam os próprios organizadores do evento?

Fez-me lembrar a manifestação celebrada por ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Homofobia, mês passado, quando na orla do Rio de Janeiro menos de uma centena de pessoas, no exercício da cidadania, ergueram suas vozes para protestar contra a homofobia.

Hã? Menos de uma centena de pessoas na cidade prestigiada com a 'parada' mais antiga do Brasil? Considerando estatísticas de mais de um milhão de pessoas nas edições dos últimos três anos de "parada", às vezes, estranho a febre dos correios eletrônicos politicamente certinhos, pedindo pra clicar nos "abaixo-assinados virtuais" contra a homofobia e pela aprovação do PLC 122/2006, que tramita agora no Senado [tramita foi força de expressão]. Parece um discurso incoerente quando se chama à visibilidade e poucos, bem poucos, se propõem a agir como cidadãos conscientes de seus direitos e deveres...

Seria o caso de falta de divulgação pelos organizadores, erro no processo de mobilização civil ou desinteresse coletivo mesmo? Não digo que todos deveriam participar, pois cada qual faz o que bem pretender com o exercício de sua liberdade constitucional, mas que os que participam da "festa apoloniana das paradas" deveriam se auto-examinar, isso deveriam! Afinal, qual a real motivação de tudo aquilo?

Muitos nem se lembrarão da História, mas todas as conquistas democráticas nasceram do interesse e da mobilização cidadã (voto feminino, sistema direto de votação, o direito de greve, a liberdade de culto, a lei que define os crimes contra raça e procedência étnica, a gratuidade de transporte para estudantes da rede pública de ensino, idosos e deficientes, os Estatutos do Índio, da Criança e do Adolescente e do Idoso, as leis que asseguram ônibus e calçadas adaptadas para portadores de necessidades especiais nos perímetros urbanos das cidades, a Lei Maria da Penha contra a violência doméstica e à mulher, a Lei Seca, o Cadastro Nacional de Crianças Desaparecidas, as licenças maternidade e paternidade, as quotas nas universidades, o atendimento preferencial nas filas para gestantes, deficientes e idosos, entre muitas outras conquistas).

Será que os trios-elétricos e os carros alegóricos [e o que sobre eles há!], quase todos patrocinados por ONGS e boates do circuito LGBT, chamam mais a atenção do que reivindicações sérias e absolutamente necessárias no processo do exercício democrático?

Por favor, não me venham com o infantilismo da informação (?) de que os carros alegóricos (bom repetir: alegóricos) trazem cartazes com mensagens de reivindicação cidadã porque, sinceramente, entre olhar-ler-apreender a informação (?) ali contida e observar os corpos esculturais requebrando-se ao som ensurdecedor à la "Rhyanna Remix, Britney, Madonna at all", um em cada cem se certificará de qualquer coisa para além dos bíceps, tríceps, pintos e tanquinhos!

A minha proposta é a da reflexão! O auto-exame é necessário! A impressão que se tem, à vista das estatísticas recordes das participações nas paradas (um milhão, dois milhões, três milhões, etc) e o que se vê na hora de reivindicar qualquer coisa, efetivamente falando, quando se vê (!), é um hiato ao qual chamaria de apatia cidadã (pra não ferir as consciências caso chamasse o fenômeno de alienação político-social). Definitivamente, reivindicar não dá Ibope!

Pra finalizar, vejam o que o texto da matéria na "G. Online" diz sobre o importante evento ocorrido neste último sábado, em São Paulo, quando o que se propôs foi "a resposta" do movimento contra os recentes e brutais ataques homofóbicos (bomba, inclusive, ferindo cerca de 30 pessoas) contra Marcelo Barros vitimado pelo ódio de grupos intolerantes:

"Exatamente às 19 horas, um grupo de ativistas iniciaram o ato na própria Vieira de Carvalho, em frente ao Café Vermont. Um texto com o título "Homofobia, basta! Justiça, já!" e apitos foram distribuídos para as pessoas que aos poucos se juntaram ao grupo. Ao todo, cerca de 300 manifestantes se reuniram timidamente no centro da rua. "Realmente acho que nem 1/3 da Parada compareceu. Muita gente fala que a Parada é um carnaval fora de época. Tudo bem ser do jeito que é, mas acontecem coisas como essas, as pessoas tinham que prestigiar. Eu acho que a Parada tem muita gente, mas pode ter mais. Temos que reivindicar contra homofobia, a bomba da Vieira de Carvalho, a morte do Marcelo. Parada não é só festa!", disse Silvetty Montilla quando chegou e viu que não existia o número de pessoas que esperava.

Bruno Puccinelli contou que os amigos tentaram evitar que ele fosse a manifestação, pois estavam com receio de ter novos ataques. "Fiquei sabendo pela imprensa. Alguns amigos me perguntaram se eu estava louco de vir, pois seria perigoso. Sabia que não teria muita gente."

Entre apitos, Julian Rodrigues, do grupo Corsa, tomou a frente do ato com um microfone e discursou: "Essa manifestação tem duas reivindicações: pressionar para desvendarem os culpados pelos espancamentos e a bomba, e enquanto homofobia não for considerado crime, muita gente ainda vai achar normal bater em gays, lésbicas e transexuais"."

Este comentário foi feito em relação a reportagem da G.Online

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Imagem do Dia

Vale também a leitura do post: O Armário Religioso do Blog Pride Brasil. Tem imagem que serve por 1000 palavras. O que dizer desta aí...