Seminário GLBT discutirá igualdade de direitos

Compromisso com respeito e igualdade de direitos. Com esse propósito, as comissões de Legislação Participativa, Direitos Humanos e Minorias e a de Educação e Cultura, além da Frente Parlamentar pela Livre Expressão Sexual, realizarão na próxima terça-feira (28), Dia Mundial do Orgulho GLBT, o 2º Seminário Nacional da comunidade de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros. O evento acontecerá no plenário 5 da Câmara dos Deputados.

Quatro mesas de debates estão previstas para o encontro. Participarão dos debates especialistas da área jurídica, representantes de organizações que lutam pelo reconhecimento dos direitos da comunidade GLBT, no Brasil e na América Latina, junto com parlamentares comprometidos com a promoção da igualdade de direitos, independentemente da orientação sexual. A união civil, o combate à homofobia e a garantia de cidadania plena aos GLBTs serão os pontos centrais do seminário.

Para a deputada Fátima Bezerra (PT-RN), presidente da Comissão de Legislação Participativa, o seminário é necessário para que os parlamentares reflitam sobre os mecanismos e instrumentos que garantam os direitos de GLBTs. "Vamos discutir formas de garantir esses direitos que, apesar de serem direitos humanos, ainda não estão sendo respeitados, porque existe uma cultura na sociedade de preconceito e discriminação, que gera situações de violência", ressaltou.

O encontro conta com o apoio da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, do Conselho Nacional de Combate à Discriminação, do Programa Nacional de DST/AIDS do Ministério da Saúde e da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT).

Emendas na LDO


A deputada Iara Bernardi (PT-SP) e o deputado Luciano Zica (PT-SP) apresentaram duas emendas à LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) referentes a políticas públicas voltadas para a comunidade GLBT.

A emenda da deputada Iara foi apresentada para o Programa "Educação para a Diversidade e Cidadania", para que sejam implementados 27 projetos (um por estado) de qualificação de profissionais de educação no respeito à diversidade de orientação e identidade sexual.

O deputado Luciano Zica apresentou emenda ao Programa "Gestão de Política de Direitos Humanos", na ação "Gestão e Administração do Programa" para que sejam implementados 200 projetos de combate à violência e discriminação contra a comunidade GLBT.

Agência Informes (www.informes.org.br)

Comentários

  1. Hoje no silêncio do meu quarto comecei a lembrar das últimas semanas, de tudo que vem acontecendo comigo, de como voltei a sorrir para mim mesmo em função de tantas, de tantas coisas... acontecimentos que me fizeram saltar no tempo para mais uma vez tentar sentir essa realidade da qual já há quase três anos não experimentava.
    A minha experiência afetiva sempre foi pautada numa grande busca de amar e ser amado, e que percebo, ao longo do tempo, eu sempre, por me perder no amar não cuidava de ser amado. Nem lembro se fui amado algum dia... se realmente fui convencido de que fui amado e que por isso eu pudesse ser importante na vida de alguém. Assim os anos foram passando e as experiências se acumulando na maneira de cada vez mais me sentir violentado a cada momento em que meu corpo era usado pelo instinto da carne que só consumia a esperança da minha alma que insistia em viver uma afeição verdadeira.
    A maturidade chegou e com ela chegaram as perguntas do espírito... de tudo aquilo que realmente teria valido a pena ter vivido. Percebi então o grande vazio existencial a respeito da identidade da minha sexualidade. Perguntas não me faltavam e na medida em que chegavam à minha consciência, as respostas pareciam estar cada vez mais distantes de tudo aquilo que na vida juntei como bagagem para que pudesse compartilhar com quem chegasse a fazer parte da minha vida a partir deste momento.
    O meu mundo se caracteriza pelo mundo dos homens que amam outros homens mas que não são amados por eles. Que realidade é essa? Que sentido tem esse viver na sociedade humana? Que papel pessoas como eu podem ter no desenvolvimento histórico da Humanidade? E, finalmente, onde estão todas as respostas, se é que elas existem.
    Um dia o vi...corpo magro, alto, de camiseta e bermuda jeans, limpando uma grande área de realização de eventos culturais. Ali a consciência se deixou levar pelos olhos da alma, queimando mais uma vez todos os meus sonhos. Ficou gravada na minha paixão aquela imagem, para a qualquer momento, me dominar por inteiro e me lançar novamente, apesar de todas as defesas, na busca de um grande amor. Um ano se passou nessa esperança incontida e latente na minha alma. Um dia o reencontrei e a partir desse momento surgiu a oportunidade de ficarmos frente a frente, olhar no olhar, alma diante da alma... vivi uma realidade concreta maravilhosa, pela primeira vez experimentei o que é namorar sem necessariamente ter que transar, pela primeira vez um homem como eu me demonstrava abertamente afeto, carinho, atenção e respeito pela vida que estávamos levando, numa dimensão em que ousei chamar de amor. Foram dois anos e sete meses na construção desse castelo que para ele, seu Deus fez acabar. A questão de DEUS na minha vida sempre foi uma realidade muito concreta e que em função de um determinado período, vivido e experimentado, foi de fundamental importância na construção do meu caráter e da minha personalidade. Em função dessa realidade aprendi a amar e a servir um DEUS que é absoluto AMOR, esse DEUS é JESUS CRISTO, realidade Una e Trina nas pessoas do PAI, do FILHO e do ESPÍRITO SANTO. Essa realidade do AMOR ABSOLUTO me responderia o que nenhuma fonte do conhecimento humano poderia me responder.
    A regra parece ser simples ¨amarás o senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu pensamento¨ e ¨amarás o teu próximo como a ti mesmo¨ a resposta necessariamente deve estar no amor. Assim, na minha vida, aprendi, depois de tantas e tantas tentativas a ver o mundo dos homens que amam homens mas que não são amados por eles, que uma revolução me aguardava... Fiz um desafio e tomei a atitude de não mais procurar um alguém, a partir daquele momento o que tivesse que acontecer na minha vida afetiva seria a vontade DEUS expressa nela, ELE a partir daquele momento e daquele pacto me daria a resposta, positiva ou negativa, pouco importava, mas ELE me daria essa resposta. E assim cuidei de tantas e tantas coisas, de viver tranqüilo e até brincar com meus amigos mais íntimos de que a aposentadoria afetiva havia chegado, pois eu, decididamente, tinha feito a opção de não mais ter alguém na minha vida que não fosse por amor e pelo amor mas sobretudo pela vontade de DEUS. O tempo passou e nada de acontecer, já estava certo de que não haveria mais lugar para eu amar, até porque o meu isolamento das oportunidades era cada vez mais intenso, e decidido eu caminhava já cada vez mais acreditando que o mundo dos homens que amam homens mas que não são amados por eles, de concreto não existia e que tudo não passava de satisfação de desejos pelo que é proibido, pelo diferente, pelo interesse financeiro como tantos e tantos homens assim o fazem e fizeram na história da humanidade.
    Assim esvaziei a minha alma, assim o meu espírito agora livre de qualquer apego que a carne pudesse proporcionar estava pronto para a nova semeadura. Como primícias na mão do Criador, como massa bruta nas mãos do escultor. Pronta para ser burilada... e assim se fez a vontade de quem no Universo te criou na essência máxima de todas as forças que foram unidas para te fazerem entrar na minha vida.
    Assim também pude perceber com outros olhos os desígnios de DEUS para quem tem ouvidos para ouvir que ouça...como Jonatas ao amar Davi como à sua própria alma. E que por esse amor Jonatas disse a Davi ¨o senhor seja entre mim e ti, entre a minha semente e a tua semente, seja perpetuamente¨. E agora chegaste como essa divina resposta e que se estás comigo é pela vontade de DEUS e somente ELE nos dirá o que será daqui por diante pois enquanto estivermos na Sua vontade, tenho certeza de novos caminhos e de uma nova eternidade do amor entre nós.

    epcer2005

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