Eleições e evangélicos, Deus nos acuda!

Eu tenho MEDO! E não sou histérico à semelhança da Regina Duarte (atriz Global) dona da frase. Entretanto, desde que me entendo por gente, vejo a ligação dos pastores da igreja Universal com o meio político, elegendo candidatos às câmaras de vereadores, depois deputados estaduais, federais, depois, senado e, agora, o projeto de galgar cargos no executivo.

Quem não teve em sua cidade um pastor Luizinho, Felipinho, Toninho, Carlinhos e/ou outro INHO qualquer eleito para o legislativo municipal? De fato, essas igrejas, que antes eram consideradas 'igrejecas' são bem brasileiras... Não desistem nunca! Na sua maioria, oriundas do neopentecostalismo, a proposta é cega, e não há projetos que abracem o coletivo. Somente os interesses particulares de cada dissidência são vislumbrados.

Crivella foi derrotado no Rio de Janeiro por um movimento que, por lá, é conhecido como anti-crivellismo. Mas não pensem que a igreja Universal desistiu... Como ainda ela também não desistiu de estar no lugar da Rede Globo. Lembro-me do bispo Macedo falando sobre tal possibilidade, onde, na ocasião, ele trazia todo o seu rancor e ódio pessoal, bem próprios de um bispo!

O povo evangélico do Brasil não foi conduzido à verve crítica, ao espírito da Reforma... Em qualquer outro lugar do mundo a concentração evangélica tem primazia pelo saber, pela pesquisa, pela educação. No Brasil, o movimento cresce nas classes D e C, e o discurso é o da PROSPERIDADE. Não há problemas em se crescer nas classes baixas, mas há o problema dessas classes se abitolarem no fanatismo que beira a paranóia, sem o menor senso de razão. Inclusive, por aqui, tudo é surreal, quando um representante das classes altas se converte à uma dessas igrejas, ele, à semelhança dos outros, se abitola também! Fenômeno claramente verificável entre os membros da igreja Renascer em Cristo, Batista da Lagoinha e outros...
Sim, eu tenho paúra e que Deus nos acuda desse movimento chamado- EVANGÉLICO (político- nacional).

Comentários

  1. Mês de Outubro - Mês da Reforma Protestante.

    491 anos depois, cá estamos, especialmente os "evangélicos", de volta à Idade Média, às vendas de indulgências, às superstições, mal agouros, até pedacinho do céu vendem!

    Com a Reforma, principalmente com a segunda geração, João Calvino, aprendemos que a Igreja é a consciência do Estado, não a parceira do Estado ou a amante do Estado, como querem os neo-pentecas tupiniquins.

    Eu tenho pavor da frase "O Brasil é do Senhor Jesus", não pelo que ela tem de espiritual, mas pelo que ela revela: um projeto político das igrejotas-seitas neo-pentecas.

    Às vésperas das eleições 2008, Edir Macedo, o Bispo Primaz da IURD, lança livro, onde confessa, sem vergonha, o projeto político que sua igrejota tem para o Brasil.

    Não devemos nos enganar, e, nessa guerra, devemos manter os dois olhos bem abertos, para resistirmos às tentativas dos evangelocos que querem tomar o poder via urnas.

    Daqui há dois anos teremos eleições novamente, não faltarão evangelocos nas propagandas eleitorais gratuitas, tentando tomar as assembléias legislativas e os cargos no Executivo.

    Não, não podemos esmorecer, nem desistir! Abandonar a luta, jamais!

    Pra cima deles, reformados protestantes! Lembremos enquanto é tempo, a todos, que a Igreja é a consciência do Estado, jamais a sua amante!

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  2. Pois é Pastor Márcio, infelizmente estamos nesta situação, de um povo acrítico, desconhecedor de sua história, de seus valores, em pleno retrocesso!

    Quando o senhor cita que estamos de volta à Idade Média, fico gelado em pensar e concluir o mesmo que o senhor... É lamentável, mas a Igreja Evangélica no Brasil se tornou anátema, vendida, 'indugencial', e quer se estatizar...

    Infelizmente, eu acredito, que Lutero deve se revirar no túmulo, assim como os outros reformadores ao vislumbrarem que as igrejas que deveriam ter herança na Reforma, são pré-tridentinas, Meu Deus... Onde vamos parar?

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