Nem tudo que se diz inclusivo, inclui!



Estive ontem a me perguntar: por que a Acalanto fechou às portas?

Tudo começou como flores em 2003, o movimento gay impactava, chocava a sociedade, dando para mesma uma nova concepção de fé, o inclusivismo! Uma igreja surgia, graças à mídia, que a divulgava, não por sua proposta teológica, mas pelo escândalo que tal possibilidade aferia a si mesma.

E aí, o primeiro erro... A empolgação de alguns evangélicos, desejos em se afiliar, não possibilitou o refletir da proposta teológica que essas “novas igrejas” traziam para sociedade, e, de fato, aquilo que começou como flores: murchou; o sonho de poucos se tornou, em pouco tempo, o pesadelo de muitos...

A Igreja Acalanto é o exemplo vivo dessa desorganização conceitual, não obstante o carro chefe, imposto pela mídia, que fechou às portas devido ao fanatismo fundamentalista de sua liderança.

Construíram uma igreja, que em tese, deveria ser inclusiva, mas, que na prática, era apenas uma reprodutora do gueto denominacional ultraconservador; reproduzia conceitos estigmatizastes, opressores e, às vezes, até mais cruéis do que às igrejas tradicionalmente reconhecidas. Seus líderes, pasmem! Vinham de uma ruptura teológica, de identidade, sem precedentes: do pentecostalismo radical, assembleiano, ao metodismo histórico e tradicional, pós-reformado. Tais igrejas se constituíam num movimento histriônico, disforme e, com uma doutrina suspeita, onde seus líderes usavam (e usam) os púlpitos para condenar às práticas promiscuas dos fiéis (uso e costumes) e, às noites, eram vistos em guetos da famosa “pegação” gay.

Isso foi um reflexo por onde caminha o discurso de muitas igrejas que se dizem inclusivas: na crise de identidade pessoal dos seus líderes, da falta de amadurecimento humano, do histrionismo de papéis representados em identidades falaciosas. Não obstante, o discurso bíblico radical, digo, a idolatria pela bíblia, muitas vezes, torna-se o único “porto seguro” para as pessoas que nessas comunidades se afiliam, contudo, sem um remédio que possa, de fato, combater a doença; apenas um paliativo.

Óbvio que outras igrejas surgiram, até antes, como precursor o Rev. Neemias Marien, mas que não deu ibope à mídia, pois não se submeteu ao sensacionalismo barato, devido sua proposta séria em tratar do assunto. Por esse fato, o Rev. Márcio Retamero, amigo querido a quem muito estimo, trata das igrejas inclusivas, hoje, dividindo bem a proposta em ser igreja que se tem gays, e ser uma igreja que inclui os gays.

Mas, o fato é, tem muito pastor por aí, extremamente reacionário, com problemas psicológicos profundos que só querem ser reconhecidos como líderes, ou pastorear um rebanho, como forma de punir sua revolta e complexo de inferioridade na homossexualidade alheia, projetando nos outros, como um espelho, suas frustrações interiores. E então vocês devem se questionar, vale a pena, de fato, seguir determinados líderes só por que dizem algumas coisas com um ar de retórica e verdade sem questioná-los?

Nem tudo que se diz inclusivo, inclui!

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