Caminhos que ainda se fazem tortuosos


Quero fazer um link, nesta postagem, com o artigo publicado pela Mara*, em que é tratado o mesmo tema. E com certeza muito proveitoso.

No blog Fazendo Estrelas a postagem relacionada é Homossexualidade: um caminho difícil para pais e filhos.

O tema pode parecer superado, mas não é! Inclusive, no meio evangélico, é tabu daqueles bem fortes e carregados de preconceitos mil. E foi um dilema vivido pelo Mr. Gay 2008, Marcos Igor Grabowski, de 22 anos. O razpaz (belíssimo, diga-se de passagem) foi expulso de casa, quando teve sua homossexualidade revelada e assumida diante de seus familiares. Assim relatou o Mr. Gay em uma entrevista, quando perguntado como havia contado aos seus pais que era gay:
"Foi bem chato. Eu tinha 15 anos e fui obrigado a contar. Um amigo meu ligou para os meus pais e contou que eu estava em uma boate gay. Meu pai me expulsou de casa e eu fiquei sem falar com ele durante dois anos."

É triste ver que as familias agem de forma a desconhecer quem, verdadeiramente, supõe-se amar. A indiferença, a posse, a possessividade, o medo e o preconceito fazem-nos desconhecer aqueles que são nossos, e que não será pelo que fazem (e seja o que for)que deixarão de ser.


A vida, a educação aquilo que se foi construído não se desfaz, de pronto, por um ou outro desacordo (no caso de ideais e princípios, ou caminhos seguidos), ou por algum ato errado (no caso de uma conduta criminosa, ou inescrupulosa). Tão somente que há a possibilidade de ajustes, de diálogo de aceitação, de perdão e retornos. O afeto permanece, e não há meios de anulá-lo, ou fingir que ele nunca existiu.

No caso da homossexualidade o debate está na aceitação social, o gay não deixará de ser gay, por mais que ele tente ou se esforce, e jamais conseguirá atender uma expectativa familiar, desumana, só por conta da conduta social marginalizada. O homossexual é. Não há intermediações para isso, ou mudança de comportamento possível. Auferir tamanha possibilidade seria um passo demasiadamente largo, confrontativo, desonesto, mesquinho. A dor causada no ente gay é dor da alma, pois vem daqueles que mais amamos, e portanto sua crítica e rejeição é a mais mortal de todas as críticas.

Para ler a reportagem com o Mr. Gay clique em leia mais:


Entrevista com Marcos Grabowski ainda como Mr. Gay Goiana


Em chat realizado na tarde desta sexta-feira (12), no G1, o vencedor do concurso Mr. Gay Brasil 2008, Marcos Igor Grabowski, falou dos preparativos anteriores ao concurso de beleza e das expectativas para o concurso Mr. Gay Internacional, que acontece em fevereiro de 2009, nos Estados Unidos.

O modelo de 22 anos respondeu aos internautas sobre o preconceito enfrentado pelos homossexuais e afirmou ter passado por momentos difíceis ao revelar sua opção sexual a sua família.

Confira abaixo a íntegra do chat:

Paula Oliviera: Qual foi sua preparação para o concurso?

Marcos Grabowski: Tive uma preparação física com natação e yoga. E a preparação psicológica para lutar contra o preconceito.

Stefano: O que foi mais difícil durante o concurso? Como você conseguiu segurar o nervosismo?

Grabowski: Eu fui eu mesmo o tempo todo. Tentei mostrar a minha personalidade da forma mais natural possível. Os apresentadores faziam muitas piadinhas para relaxar e foi tranqüilo.

Gen: Igor, o que você acha que diferenciou você dos outros candidatos?

Grabowski: Com certeza a naturalidade e a vontade de expressar o que eu era realmente.


Goianinho: Você teve orgulho de representar Goiânia no concurso? Você gosta de ser goiano?

Grabowski: Eu estou com muita saudade, amo minha cidade de paixão! Acho que vou voltar amanhã para lá. Tive o maior orgulho de representar Goiânia no concurso e estou ansioso para receber o carinho de lá.

Fabiana: Sou goiana e atualmente estou nos Estados Unidos. Quero parabenizar você pelo título e saber desde quantos anos você participa de eventos desse porte.

Grabowski: De concurso nacional, esse foi o primeiro. Mas eu trabalhei oito anos como modelo.

Cacau: Como foi tomar a decisão de participar de um concurso que expõe a sua sexualidade para o Brasil inteiro?

Grabowski: Quando eu tinha 15 anos, assumi para a minha família. E, como eu trabalho com moda, é normal o homossexualismo nesse meio.

Luís: Seus pais apóiam essa decisão? O que eles estão achando disso tudo?

Grabowski: Eles acharam ótimo! Todo mundo da minha família me ligou para dar apoio.

Fernandes: Você acha que com esse tipo de concurso as pessoas vão se tornar menos preconceituosas?

Grabowski: Com certeza. Qualquer veículo que leve a informação para as pessoas conhecerem a sociedade homossexual ajuda a combater o preconceito.

Rochelle: Você tem namorado atualmente?

Grabowski: Estou solteiro.

Tânia: Como você se sente com esse título?

Grabowski: A adrenalina vai a mil, não tenho como expressar com palavras. Eu fiquei muito feliz!


Yuri: Com essa vitória no Mr. Gay Brasil, você vai concorrer no concurso dos Estados Unidos? Quando será? Você está fazendo alguma preparação diferente?

Grabowski: Fora a preparação física, nós vamos treinar o inglês. A simpatia, a dicção e o bom preparo físico, tudo isso ajuda no concurso.

Larissa: Com o título aumentou o número meninas que dão em cima de você?

Grabowski: Com certeza. Quando você se torna uma pessoa pública, o assédio aumenta de todas as partes. Mas, no contrato, diz que eu não posso ficar com nenhuma menina!

Rafael: Marcos você é lindo. Você vai sair nu em alguma revista?

Grabowski: No contrato diz que é proibido. Qualquer material pornô tira o título do candidato.

Rodrigo: O que é necessário fazer para conquistá-lo?

Grabowski: Ser sincero! Muito carinho, muito amor e precisa de confiança em si próprio.

Letícia: Li que você foi visitar um asilo e fez uma doação de alimentos. Você sempre teve esse lado social? Qual a importância desses atos?

Grabowski: Nós fizemos uma doação de alimentos com o Mr. Gay e foi bem legal. Eu sempre fui ligado a isso, minha família sempre ajudou instituições.

Lucas: Como você quer levantar bandeiras sociais em prol da comunidade gay?

Grabowski: Nós temos que valorizar nossas qualidades, que são muitas.

Rafael: Sair nu é proibido, mas quando você passar o título pensa em sair nu?

Grabowski: Eu acho interessante, sim. É uma proposta legal, mas se for algo sensual e não vulgar.

Rodrigo: Como você contou a seus pais que era gay?

Grabowski: Foi bem chato. Eu tinha 15 anos e fui obrigado a contar. Um amigo meu ligou para os meus pais e contou que eu estava em uma boate gay. Meu pai me expulsou de casa e eu fiquei sem falar com ele durante dois anos.

Lucy: Qual você acha que é a maior luta dos gays hoje em dia?

Grabowski: O matrimônio de pessoas do mesmo sexo.

Henrique: Você sofreu ou teve medo de sofrer preconceito por participar de concurso de beleza?

Grabowski: Não, mas quando eu falei para o meu ex-namorado que ia participar do concurso, ele terminou comigo.

Junior: Você acha que o Brasil está pronto para lidar com o homossexualismo sem preconceitos, a ponto de concursos como o Mr Gay Brasil se tornarem populares na mídia?

Grabowski: Com certeza. O concurso é extremamente sério, não tem nenhum tipo de vulgaridade. Poderia até ser transmitido em rede nacional para quebrar muitos tabus.

Felipe: Você está querendo encontrar um amor?

Grabowski: Eu estou sempre em busca de um grande amor.

Edbcn: Muitas pessoas dizem que as relações amorosas entre gays não duram muito, ou têm que ser "abertas" para durar. O que você pensa sobre isto?

Grabowski: Eu acho que a relação dos heterossexuais também não dura muito. Todos sofrem problemas com o amor. A relação aberta é uma evolução da sociedade moderna, mas não é uma prática que eu sigo.

Grabowski: Queria agradecer a todos que votaram em mim! Vou lutar sempre para que os gays não sofram mais preconceitos!

Fonte: Globo.com

Comentários

  1. Nossa, eu o levaria pra minha casa, daria cama, comiida e roupa lavada! kkkkkkkkkk

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  2. cara bem que poderiamos marcar um encontro entre nós evangelicos gays aqui em sampa.... o que o pessoal acha?

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  3. Acho legal um encontro, se rolar de acontecer eu estarei presente, mas como organizar um?

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