Maníaco em Carapicuíba-SP: serial killer é suspeito de 13 homicídios contra gays

O parque Paturis, em Carapicuíba, era conhecido por ser um point gay durante a noite. Mas, há quase um ano, segundo reportagem de hoje da Folha de São Paulo, tem sido palco de assassinatos em série.

De acordo com matéria dos jornalistas André Caramante e Rogério Pagnan, entre julho de 2007 e agosto de 2008 foram 13 mortes. Todas as vítimas eram homens e 12 delas foram mortas a tiros dentro do parque. O assassino, que recebeu o apelido de 'Maníaco do Arco-íris', usa uma arma de fogo calibre 38 e uma pistola 380, e em todos os casos disparou a curta distância. As vítimas foram encontradas de bruços e sofreram abuso sexual.

As investigações da polícia mostram muito pouco sobre o serial killer. Sabe-se apenas que o suspeito tem entre 1.65m e 1.70m de altura, é forte, de cor parda e pode trabalhar na área de segurança, já que demonstrou habilidade com armas. A polícia não encontrou vestígios de balas em árvores nem no chão, apenas nos corpos.

A reportagem de um jornal local afirma que, por medo, os gays que freqüentam o parque dos Paturis passaram a evitar lugares escuros e ficar até mais tarde no lugar. "Aqui no Paturis era tudo liberal. Hoje, os que conseguem dão uma de macho e andam como homem para
não chamar tanta atenção desse maluco", disse um estudante, que não quis se identificar.

Ontem, o delegado Paulo Fernando Fortunato, da seccional de Carapicuíba, afirmou que já tem o retrato falado do maníaco responsável pela morte de 13 homossexuais no Parque dos Paturis, em Carapicuíba, na Grande SP.

Para o delegado, o criminoso "vai lá para exterminar. É uma pessoa que odeia homossexuai
s". Fortunato disse ainda que já foi solicitado a elaboração do perfil psicológico do suspeito.

Sobre a possibilidade de haver um grupo de extermínio de gays na região, o delegado afirmou que "não há evidências disso".

Os 13
crimes aconteceram entre fevereiro de 2007 e agosto de 2008 e, até o momento, a polícia havia encontrado apenas uma única possível testemunha que teria visto o maníaco. Ela ajudou a elaborar um retrato falado do suspeito.

"Foi a única pessoa que disse ter visto algo, por isso, não vamos divulgar, pois pode ser de u
ma pessoa inocente", disse o delegado. A divulgação da imagem, segundo outros policiais que apuram o caso, pode também alertar o verdadeiro criminoso e atrapalhar as investigações.

"Contamos com a denúncia de mais alguém para chegarmos até o assassino. E com o fator sorte também", revelou Fortunato.

Vítimas

Segundo o delegado, das 13 vítimas apenas uma foi morta a pauladas. "Houve essa vítima e uma outra que levou tiros de pistola 380. As demais foram atingidas por tiros de um revólver calibre 38", disse.

Três foram alvejadas na cabeça e outras três no tórax. As demais levaram tiros na nuca, na testa, no rosto e nas costas. Somente agora estão sendo feito exames de balísticas. "Só depois desses exames é que teremos a certeza de que todas essas vítimas, com exceção dos que foram mortos por tiros de pistola e por pauladas, foram mortos com a mesma arma", afirmou Fortunato.

De acordo com a investigação, todas as vítimas eram homossexuais. Os peritos do IML que examinaram os corpos à época dos crimes não teriam encontrado indícios de sêmen. "Isso significa que não houve o ato sexual, não houve penetração. Como as vítimas foram encontradas com as calças abaixadas, ele as executava nesse momento, antes de ter relação", contou o delegado.

Durante a coletiva de imprensa, Fortunato fez ainda um alerta à população. "O local [Parque dos Paturis] é perigoso. É uma área toda aberta e de chão de terra. Todos estão cientes deste perigo".

Segundo o delegado, o parque está sendo freqüentado por policiais descaracterizados e vigiado à distância.

Por meio de nota, a Prefeitura de Carapicuíba informou que vai fazer todos os esforços para reforçar o patrulhamento no local.


Fonte: A Capa
Assista essa reportagem:

Fonte: Globo.com

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