O Ano da Multiplicação" da falta de vergonha na cara!



O Evangelho da rejeição ao materialismo e ao amor ao dinheiro deu lugar ao “evangelho” da multiplicação.

O Evangelho do não- conformismo com as injustiças do mundo deu lugar ao “evangelho” do “ primeiro-o-meu-pedaço”.

E pro inferno com os outros... pras cucuias com o bem-estar do próximo!

No lugar da simplicidade e austeridade do Culto Protestante, luzes, néon, Armani, Louis-Vuitton e perfumes importados, e multiplicou-se a falta de vergonha na cara.

Multiplicou-se o descaramento das falsas doutrinas, das heresias, da apostasia das teologias do consumo e da auto-adoração.

Em que lata de lixo largaram o Evangelho, aquele com E maiúsculo, que traz incômodo com a sua radicalidade e faz o mundo se reformar?

Que “evangelho” é esse que aponta pras prostitutas, em vez de acolhê-las? Que “evangelho” é esse que impõe regras e estatutos, que cria listas de podes e não-podes, enquanto o Evangelho nos faz nos despir das regras, pelo amor?

Onde foi parar o Evangelho da simplicidade do ser, dos pardais e lírios do campo? E que “evangelho” é esse que mede as pessoas pelo status social, profissão, ou condição? Que Evangelho é esse onde o “sucesso” é ser rico, mais rico que seus amigos da infância... ainda que mentindo, prostituindo a Palavra de Deus?

Onde a igreja se meteu? Onde lançaram os ossos dos profetas? Quando macularam as sepulturas de Lutero e Calvino? Quando foi que rejeitaram o sangue dos santos mártires?

Voltamos à Roma medieval, à construção de São Pedro, à venda de indulgências, desta vez não à venda da salvação, pois ela pouco importa, mas à venda da benção praqui, pragora!

“Tragam seus currículos e carteiras de trabalhos”, dizem alguns pastores desta nova era medieval da igreja, “pois serão como eu: prósperos, ricos, ungidos e diferentes...”.

Multiplicou-se a mentira, multiplicaram-se as orações pelas “causas impossíveis”, e tem abundando a mentira no lugar da verdade. O que será que aconteceu à igreja na contemporaneidade? Por que rejeitou ao seu Senhor?

Mas ainda há esperança! Ouvem-se as vozes dos profetas do Senhor, que ainda clamam dizendo: “Saí dela, povo meu!” Babilônia, a meretriz, morada de “demônios” e sanguessuga dos santos de Jesus está prestes a perecer, e quão grande será a sua ruína.

O Evangelho ainda resiste, apesar da insistência dos que querem corrompê-lo pela sua torpe ganância. O Evangelho ainda é poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. O Evangelho ainda é, e sempre será, Palavra de Deus, que transforma o ser e nos faz novos a cada manhã.

Eu creio no Evangelho, e creio nele como a Palavra do Senhor, e por crer nele é que tenho forças pra suportar e lutar cada dia mais, com mais afinco, contra as mentiras dos “mercadejadores” da Palavra de Deus, contra os “ungidos” e “diferentes” que não pregam outra coisa, senão um falso “evangelho”, fruto da ganância e corrupção egoísta humana e da sede de poder e de controle das mentes alheias.

Assim como Micaías pregou contra as mentiras dos falsos profetas, eu me prepus, pelo Evangelho, lutar contra a corrupção dos que querem pervertê-lo, e isso farei, se Deus permitir. E, breve, em pouco, ver-se-á os castelinhos de areia desmoronarem, os soberbos serem humilhados, para que entendam que a soberba é pura vaidade. O Senhor breve agirá!

Espero eu, que 2009 não seja o “Ano da Multiplicação” da falta de vergonha na cara, dos falsos pregadores. Mas que seja o ano da plenitude do poder de Deus e da ação do Evangelho.

Assim creio.

Gustavo,
Nem MBA, nem próspero materialmente falando...
Mas rico e abundante em Cristo,
E sempre, servo, aprendendo no Caminho.

*Publicado no Blog: www.igrejainclusiva.blogspot.com/

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