Somos ingênuos: erros crassos da militância LGBT

Ponderei muito antes de escrever este post, até, pelo motivo de saber que as vozes da livre expressão entoarão contra ele. Obviamente, serão vozes burras, sem letramento da realidade teleológica, aqui, proposta, mas, de fato, querer que todos entendam e/ou compreendam é no mínimo crendice da parte de quem assim procede.

Fico de cabelo em pé, quando vejo veículos de comunicação, que prestam à militância LGBT seus serviços, divulgando programação, de certa emissora de televisão, que em favor dos gays não tem nada. Basta saber, que esta emissora, que é controlada por uma Igreja Evangélica, tem por hábito eleger seus políticos, que ao se assentarem na “dita” e “dura” bancada evangélica, maquinam, em interesses próprios, contra a liberdade de expressão coletiva; contra os direitos individuais e constitucionais. Assim, seus bispos e pastores votam contra toda expressão gay, e apóiam incondicionalmente toda a investida contra os direitos pleiteados por estes.

Basta ver, não muito tempo, inclusive divulgado no Mix Brasil, e na lista de discussão Gospel LGBT, de onde o Rev. Márcio, da Igreja Bethel, faz parte, sua carta aberta denunciando e protestando contra as derrotas sofridas, de direito à cidadania dos homossexuais, no poder legislativo, de vários estados e municípios brasileiros. Tudo isso, engendrado pela bancada evangélica.

Será que “pagaremos o pato” pela militância LGBT ser imprudente ou ingênua, a tal ponto, de referendar em seus veículos de comunicação, programação televisiva, de tal núcleo midiático evangélico, só por nele constar um romance gay ou alguma temática a nós relacionada? Claro, que nas justificativas sempre encontraremos algumas proposições anencéfalas, advogando que, se é informação, tem-se que ter isenção, de não preconceitos... Ou, que se divulga para deixar o público atento contra a homofobia, etc... Enquanto se dá publicidade, o poder aumenta, a audiência também, eles elegem cada vez mais políticos não isentos, votam contra nós, e os órgãos informativos LGBT(s) celebram ativamente por sua isenção. Enquanto perdemos credibilidade pelo grande público achar, manipuladamente, que é tudo normal e nós que somos os invertidos pecadores.

Pelo amor de Deus, se a emissora vai divulgar um casal gay em sua programação, com o histórico antigay, que ela possui nos bastidores, não dêem mídia, não ajudem, não divulguem, não sejam ingênuos! Não é possível que a militância LGBT seja tão despreparada assim! E se não tem matéria para publicar, publique um poema!

Essa emissora não está brincando de ibope e, vejo com pesar, gays se divertindo em sua grade de programação, achando que não tem nada a ver. Hoje, há uma briga com um jornal impresso, de grande circulação no Brasil, sediado no estado de São Paulo, por este ter divulgado matéria de índices de audiência, que desagradou à cúpula da emissora. Seus bispos atacam os projetos de lei em favor da causa LGBT, eles contra-atacam, tudo, o que os “ameaçam”, não são pautados pela ética, e como um dia já foi dito, por um país, aqui, da América Latina: “o discurso deles beira a paranóia”.

É hora de a militância gay ser mais prudente, e observar mais às conseqüências de longo prazo, de uma ou outra matéria que se faz divulgada, simplesmente, por ser jornalística, ou se pensar que é!


NOTA DE ESCLARECIMENTO:

Sou a favor da isenção do jornalismo; que divulga os fatos de maneira equilibrada, sem abrir mão da crítica, que também é uma função atinente a ele- anterior, inclusive, a qualquer tentativa de imparcialidade- entretanto, em nome dele (do equilíbrio) não precisamos dar publicidade à grade de programações desta ou daquela emissora, que declaradamente vota e votará solapando nossos direitos.

Dizer que divulga artigo da emissora em nome da isenção(imparcial) jornalística é BURRICE. Não há isenção, como sinônimo de pureza, que seria divulgar os fatos sem parcialidades, tal como eles ocorrem, sem interesses particulares vinculados a eles. O que nem nas cadeiras jornalísticas é fato unânime, nem nas ciências, de modo geral, afinal, admite-se a parcialidade equilibrada do pesquisador em relação ao seu trabalho.

Agora, divulgar PROGRAMAÇÃO MIDIÁTICA, só por ter um homossexual nela, não é a função primeira da tarefa jornalística, quanto mais dizer de isenção, afinal, se se divulga a programação, pelo simples fato, de nela conter a figura do gay- a isenção se foi a muito! E, um entretenimento é diferente de uma informação de cunho jornalístico, mesmo que esta informação vise noticiar a programação- isso se chama publicidade!

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