Menino de 16 anos é submetido a exorcismo para "curar" homossexualismo

Qui, 25 de Jun, 05h 16





Nova York, 25 jun (EFE).- Uma comunidade religiosa do estado de Connecticut, nos Estados Unidos, submeteu um jovem de 16 anos a uma prática de exorcismo para "curá-lo" do homossexualismo e depois divulgou um vídeo do acontecimento no portal "YouTube", informou hoje o jornal "New York Post".

Com uma duração de 20 minutos, o vídeo, que já foi eliminado do site, mostrava o jovem deitado no chão enquanto sofria convulsões e várias pessoas que gritavam "saia do seu corpo, demônio homossexual".

"Espírito homossexual, te chamamos para que abandone este corpo. Liberte-o, Lucifer!", gritava o grupo diante do jovem, que começa a sessão de pé e acaba vomitando no chão de uma igreja da cidade de Bridgeport, onde a comunidade chamada "Manifested Glory Ministries" se reúne.

Em outra cena, algumas pessoas sustentam o jovem pelos braços, enquanto um deles pede ao suposto espírito que saia "pela barriga do rapaz" e pede para o resto das pessoas pressionarem seu estômago.

Os membros da comunidade negaram que o menino tenha sofrido algum tipo de ferimento e disseram que respeitam os homossexuais.

"Não temos nada contra os homossexuais. Simplesmente não compartilhamos seu estilo de vida", disse a reverenda Patricia McKinney, que mostrou seu convencimento de que "um homem deve estar com uma mulher e uma mulher com um homem" e que explicou que o rapaz se vestia "como uma menina".

McKinney disse o rapaz tem 18 anos, mas ele disse ter 16.

O vídeo causou revolta em várias associações que defendem os direitos dos homossexuais, que asseguraram que casos como este se repetem em muitos pontos do país.

"Casos assim ocorrem o tempo todo. Não é um fato isolado", disse Kamora Harrington, uma dos líderes da associação "True Colors", que teve contato com o menino e denunciou o acontecimento para as autoridades de Connecticut.

Os membros da "True Colors" disseram ao "New York Post" que o jovem tinha sido vítima desse tipo de ritual em duas ocasiões anteriores por vontade própria e assessorado pelo líder da comunidade religiosa.
EFE

Comentários

  1. "Não temos nada contra os homossexuais. Simplesmente não compartilhamos seu estilo de vida", afirma a reverenda Patricia McKinney, é sem dúvida um atentado à inteligência e intelectualidade do mais comum dos mortais. Mais uma vez a homofobia é vocabulário para quem não enxerga à frente dos olhos. Não tendo nada contra os Gays, não compartilham o seu estilo de vida, afirma "irónica". É uma simples opinião que merece apenas o respeito casual, mas não tem o direito de o impigir aos outros sem a respectiva discussão aberta do tema inserido-o na realidade moderna de um problema que atinge a sociedade desde tempos remotos. Fazer campanha gratuita sem efectuar uma análise profunda à suas causas no domínio espiritual, é também tornar partido de acusar sem amparar, de dar espectáculo, quando estas questões devem sérias e tratadas com respeito, já que está em causa ou não o comportamento de milhões de pessoas, que vivem ou não esse sofrimento, correspondendo a outro tantos conjuntos de Países que enfiam os gays nas prisões, ou simplesmente os enforcam como é o caso do Irão. Todos somos filhos de Deus, mas uns parecem mais do que outros, e essa não foi a igualdade de tratamento que Jesus nos legou. Às confissões religiosas, no entanto e independentemente das Leis Humanas, fica o seu belo prazer de interpretar o que lhes mais prouver sem se darem conta que aquilo que defendem e apregoam está no domínio do ridículo e contrárias aos ensinamentos do Cristo. Sem dúvida que estas questões merecem a nossa meditação e análise responsável.

    João Eduardo

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