BH: PMMG, “Don Juan” em ação!

"Don Juan" de fardas é desmascarado por amantes

Esposa disse que traição do marido não foi a primeira nem será a última

Fonte: O Tempo

and2Avenida dos Andradas, lugar em que o PMMG conhecia suas vítimas 

Um policial militar de Belo Horizonte vai precisar de muito mais que charme e boa conversa para garantir sua inocência numa ação por danos morais à qual ele poderá responder na Justiça. O militar, de 46 anos, lotado no Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam), é acusado por cinco mulheres de manter relacionamentos amorosos simultâneos e ainda dar um golpe financeiro em pelo menos duas delas.

A farsa foi desmontada no último dia 19, quando uma das namoradas do policial descobriu que, além dela, outras quatro mulheres mantinham relacionamentos com o policial. Revoltada, ela localizou as rivais e, juntas, as cinco desmascararam o militar. Agora, elas pretendem cobrar na Justiça os prejuízos morais e materiais causados pela decepção amorosa.

As vítimas do "Don Juan" de fardas, todas mulheres de classe média, tiveram uma surpresa ainda maior no último sábado, quando armaram o flagrante ao galanteador. Já na casa do policial, no bairro Santa Tereza, região Leste, foram surpreendidas ao vê-lo chegando, de mãos dadas, com a mulher oficial. A decepção foi maior ainda quando a mulher do militar deu um recado às amantes: "Vocês não são as primeiras nem serão as últimas".

A descoberta da farsa foi casual. Aconteceu depois que uma das amantes do policial, uma executiva de 23 anos, encontrou o telefone celular do namorado no carro. Ela não pensou duas vezes e vasculhou a agenda do aparelho. Descobriu que exatamente as mesmas declarações de fidelidade e paixão enviadas a ela através de mensagens desde o início do relacionamento, há um ano e quatro meses, eram compartilhadas com as outras quatro mulheres.

"Anotei os números das outras namoradas e entrei em contato. Descobri que essas mulheres também vinham sendo traídas há muitos meses". A faixa etária das vítimas do "Don Juan" varia entre 23 e 39 anos. Além da executiva, ele se relacionava com uma funcionária pública com cargo de chefia na prefeitura da capital, uma administradora, uma designer de interiores e uma enfermeira.

Algumas semelhanças confirmaram o "modus operandi" do "Don Juan". Quase todos os romances começaram na avenida dos Andradas, onde ele aproveitava as caminhadas diárias para fisgar suas vítimas.

"Ele chegou e pediu para me acompanhar na corrida. Fomos conversando, ele se apresentou e tivemos um contato simples. Ele não é bonito, mas é inteligente e muito galanteador. Dizia ser divorciado. Mandava mensagens falando que precisava de um amor na vida. Eu estava carente e acabei caindo na lábia dele", disse a designer de interiores, de 36 anos.

Golpe

Ele pediu dinheiro para ter arma nova

A funcionária pública, de 39 anos, uma das vítimas, conta que não desconfiou da possibilidade de o namorado ser um enganador. "Parecia um excelente homem. Me chamou até para morar fora com ele. Eu era apresentada aos amigos dele como a namorada. Não tinha como desconfiar de que ele era casado e ainda por cima tinha outras quatro amantes", disse ela. Todas as vítimas do policial pediram para não terem os nomes divulgados.

á com a executiva, o romance começou em novembro de 2009, pela internet. "Ele me encontrou pela internet. Me convidou para conversar e tomar um vinho. Foi muito galanteador. Disse ser divorciado e que, até então, nunca havia encontrado o amor da sua vida. Fiquei apaixonada", disse.

A relação parecia tão sólida que o militar chegou a pedir, algumas vezes, dinheiro emprestado para ela. "Emprestei R$1.500 para comprar uma arma nova, e, até hoje, ele não me pagou. Ele ainda estava tentando me convencer a financiar uma moto para ele". (DC)

Especialista

Caso é típico de estelionato

Para o advogado Nacib Rachid Silva, presidente da Comissão de Direito de Família da OAB-MG, esse é o caso típico de um estelionatário, que lança mão de galanteios para conseguir alguma vantagem em relação às vítimas. Segundo ele, o crime é punível com processos tanto na área cível quanto na criminal.

O advogado explicou que o caso se configura como golpe a partir do momento em que o autor usa a boa-fé das vítimas. "É um golpe em que ele se faz passar por amante, conquista a confiança delas para obter algum tipo de vantagem econômica. Nessa posição, ele age como um estelionatário", disse o especialista.

Há ainda a possibilidade de o processo ser por danos morais, como cogitam as vítimas do "Don Juan" de fardas. "Nesse caso, o juiz é quem vai analisar, caso a caso, os prejuízos que as pessoas tiveram", disse o advogado.

Preso.Na última quinta-feira, 17, um estelionatário suspeito de lesar várias mulheres e se passar por um representante do grupo do empresário Eike Batista foi preso no bairro Floresta, na capital. O estelionatário passou a ser investigado depois que a ex-namorada o denunciou por ameaças. Segundo a vítima, o estelionatário a obrigou a entregar a ele R$ 100 mil. A Polícia Civil desconfia de que ele tenha aplicado o mesmo golpe em outras mulheres. (DC)

Por e-mail, galanteador diz que vai sair da cidade e escolheu a mulher com quem vai ficar

Mesmo desmascarado, o policial galanteador não parou de agir. Assim como nas mensagens de amor e paixão idênticas que costumava enviar às amantes, ontem, ao tentar se desculpar pelas traições, ele adotou a mesma estratégia. Por e-mail, mandou exatamente o mesmo texto para todas as ex-namoradas. Na mensagem, ele lamentou o que chamou de confusão.

"Realmente meti os pés pelas mãos e machuquei pessoas que realmente não mereciam sofrer (…). Sei que é difícil perdoar, mas me perdoe", disse no texto.

Num outro trecho da mensagem, ele afirmou que pretende se mudar de Belo Horizonte para continuar "vivendo uma vida sem mentiras e de forma diferente". No e-mail, o "Don Juan" deixa entender que escolheu com qual das seis mulheres quer ficar. "Vou assumir uma pessoa que nunca deveria ter deixado por capricho meu, mas que sempre me deu uma moral que eu nunca observei. Não vou dizer quem é a pessoa por questões lógicas, mas é o mais certo a ser feito.Se você achar que mereço o perdão, perdoe. Se achar que devo pagar, vou pagar", finalizou. O militar foi insistentemente procurado ontem, mas não retornou as ligações, nem respondeu aos recados na caixa postal do seu telefone celular. (DC)

As artimanhas do conquistador

Ele se apresentava como solteiro ou divorciado, que ainda morava com a mãe.
Dizia estar à procura do amor da sua vida.

Contava que tinha um filho, que morava com a ex-mulher.

Algumas das vítimas, ele conheceu nas caminhadas matinais na avenida dos Andradas. Outras foram abordadas em shows de pagode e também houve abordagens pela internet.

Sempre presenteava as amantes com flores e habitualmente as convidava para um programa a dois.

Após conquistar a confiança da vítima, pedia dinheiro emprestado dizendo que iria comprar arma ou munição.

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