Ex-jogador Edmundo: "ninguém quer ter um filho homossexual"




O ex-jogador de Futebol Edmundo deu uma entrevista para a coluna "Direto da Fonte" do jornal "O Estado de S. Paulo" desta segunda-feira (16) e falou sobre o relacionamento que teve com Cristina Mortágua, mãe de seu filho Alexandre.


"Sempre gostei pra caramba de mulher. Até mais do que deveria. Mas quando maria-chuteira se aproveitava de mim, eu me aproveitava dela também. Acho até que, de verdade, tive pouco filho fora do casamento. Eu era recém-casado com minha ex-mulher e, durante uma noitada, engravidei a mãe do Alexandre - hoje com 16 anos. Não tivemos um relacionamento", afirmou, referindo-se à ex-modelo Cristina Mortágua.

O ex-jogador, que atualmente é comentarista na Band, disse ainda que considera que ela foi uma excelente mãe para Alexandre.

"Fui ausente, não posso agora querer ser o salvador da pátria. Muito da coisa psicológica dele é fruto da ausência do pai."

Edmundo também falou sobre o fato de ter um filho homossexual. "Ele nunca me falou: ´Pai, sou gay´. Mas claro que não sou idiota, ele tem aparência total. E vi a mãe dele falando na TV. Mas não muda nada. Respeito e admiro igualmente. Tenho muitos amigos gays. Mas é claro que quando é com o outro é mais fácil, mais legal. Quando é na nossa família fica mais difícil. Por mais que não seja preconceituoso, ninguém quer ter um filho homossexual, até pelo preconceito que ele vai sofrer", disse.

Fonte: Cena G

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Só para constar: não discordo do Edmundo, não vejo nele preconceito algum. Ele apenas constatou o que, de fato, é e acontece! Ser gay é sempre mais fácil quando o gay está na casa do vizinho. As pessoas são amigas, compreensivas, divertem-se e, não admitem preconceito. Mas, quanto o gay está dentro da nossa casa, então, boommm! E o MUNDO TREME!

Edmundo, na minha modesta leitura, disse o que é a tendência, e como a sociedade heteronormativa age conosco, e com nossas questões existenciais. Por essas e mais outras é que sou pró- PLC 122/06. E, de fato, não vi preconceito nas declarações do Edmundo, ele apenas constatou!

Comentários

  1. Eu vejo, sim preconceito. No usso da palavra "ninguém" , na generalização que esse senhor faz, como se todos os pais do mundo fossem iguais. Mentira cabal, mentiras sempre acompanham preconceitos. Quem é esse senhor "Edmundo", que quando mais jovem provocou um acidente famoso,onde morreram três pessoas e ele, arrogantemente, nunca assumiu a evidente culpa? Quem é ele para falar em nome de todos os pais do mundo? Eu conheço pais que não ligam a mínima de o seu filho ou filha é ou será homossexual. Nos países nórdicos, já aboliram desde que a mulher engravida do feto esse papo besta de "rosa" ou "azul", a criança só receberá roupas inócuas e comum de dois, só brinquedos que não possuem "sexualidade", tipo não dão as mediocridades "bonecas para as meninas " e " carrinho para os meninos". Deixam que a criança cresça livre e é ela, depois que estiver clara sua orientação sexual, que escolherá o que usar de roupas e o que quer ter. O probleminha grave, aqui, é que todas as pessoas querem sempre opinar, mas se informar que é bom, nada. No Brasil, eu sei, leva-se anos para chegar algo, décadas até. E tem uma contradição acima, na fala do autor deste blog: uma hora ele diz que o "Edmundo disse o que é tendência na sociedade heteronormativa" e, na linha seguinte, diz que "não vê preconceito algum nas falas do Edmundo". Ora, a própria aceitação e manutenção da sociedade heteronormativa já é um preconceito. Ong's, blogs, artigos, espaços em redes sociais, se são mesmo LGBT's, não precisam mais ouvirem essas falas , de pais e mães que nunca primaram nem por ética e nem por dignidade, não precisamos, ninguém, dar espaços para isso. Devemos, sim, deixar pessoas mais avançadas e libertárias, com ampla visão do mundo e que não liguem para a orientação sexual que seu filho vá ter, que ler banalidades.
    Ricardo Rocha Aguieiras

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    1. Parabens edmundo vc falou o que todo mundo pensa mas não fala, ser gay não é legal, n é bonito é feio e não é por opção, se não eu seria hetero.


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  2. Sinceramente , Ricardo, não me incomoda sua opinião, me incomoda a sua falta de leitura naquilo que eu disse. Sinceramente esse estreitamento intelectual me causa náuseas.

    Quando digo que não vejo preconceito no Edmundo, refiro-me ao fato de não ver nele uma tendência militante contra a homoafetividade (LEIA O QUE DISSE, ANTES DE CONCLUIR COM SUA OPINIÃO SINGELA). Agora, falar de países Nórdicos é suis generis, se você quer dar exemplos fale de Brasil, EUA, Itália, Alemanha, Inglaterra, Espanha...

    Neles NINGUÉM por educação heteronormativa quer ter um filho gay, ninguém mesmo! é tácito, é arraigado, ´faz parte do imaginário social vitoriano. A aceitação depois de se ter a questão envolta são outros 500!

    E, então digo, não vejo preconceito no Edmundo (como vejo no Sulas Malafaia e no Bolsonaro), vejo o PRECONCEITO É NA SOCIEDADE aquilo que o Edmundo apenas constata, reflete, traduz!

    Antes de se dar uma opinião sobre a opinião, seria melhor perguntar em que sentido foi falado ou dito, evitaria as minhas náuseas aqui!

    Não basta a encheção de saco dos evangélicos, agora tb a falata de leitura perfaz a militância LGBT? Meu Deus lá vou eu ao Rivotril!

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  3. "Gospel Gay"...é isso mesmo que estou lendo?
    Só pode ser uma brincadeira.

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  4. cada um tem o dieito de expressao. Deus criou homem e mulher. fazer o ke cada um seja o ke quiser.

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