A liberdade de Jorge Amado sob o olhar juvenil


Filme adapta romance lançado em 1937 sobre um grupo de meninos de rua vivendo de golpes no litoral da Bahia
Publicado no Jornal OTEMPO 


Becos de Salvador se tornam cenário para as estripulias de um grupo de garotos em "Capitães da  Areia"Romance do baiano Jorge Amado (1912-2001) lançado em 1937, "Capitães da Areia" ganha sua primeira versão cinematográfica brasileira. O livro já havia sido levado às telas numa produção estrangeira em 1971.

Desta vez, quem comanda a empreitada é Cecilia Amado, neta do escritor e cuja experiência audiovisual se deu na série de TV "Cidade dos Homens", como assistente de direção.

Há relações entre uma coisa e outra. "Capitães da Areia" acompanha o cotidiano de um grupo de meninos de rua vivendo de golpes, furtos e camaradagem na Salvador dos anos 1930. Liderada pelo impetuoso Pedro Bala e tendo uma galeria marcada por garotos chamados de Sem-pernas, Professor, Gato, Querido de Deus e Boa Vida, a turma mora num trapiche abandonado à beira da praia - a representação máxima da liberdade e falta de limites dos jovens rapazes.

O filme se sustenta em imagens de tom exageradamente publicitário a momentos de genuína emoção, a maior parte deles ancorada no talento dos atores, todos sem experiência prévia no ofício.

Nisso, "Capitães da Areia" empolga pela criação exemplar de Jorge Amado, que mantém o encanto na transposição e desanima na maneira pouco criativa como o filme desenvolve a narrativa. Nem cabe falar sobre a condensação de elementos-chave do livro, pois escolhas são escolhas. Mas há de se questionar um certo medo que parece pairar de que o filme pudesse, afinal, ser bem mais liberto de quaisquer amarras.

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