Mostra Roma - A vida e os imperadores, na Casa Fiat de Cultura, já foi visitada por 15 mil pessoas



Aberta dia 21 do mês passado na Casa Fiat de Cultura, em Belo Horizonte, a exposição Roma – A vida e os imperadores alcançou esta semana a notável marca de 15 mil visitantes. Com entrada franca e curadoria de Guido Clemente, professor de história romana da Universidade de Florença, na Itália, a atração é composta por aproximadamente 370 peças originais (trazidas de museus italianos), que representam aspectos dessa antiga sociedade durante os primeiros três séculos do império, de Júlio César (44 a.C.) a Caracala (211-218 a.C.).

“Tenho a sensação de que vamos superar nosso recorde”, diz José Eduardo de Lima Pereira, presidente da entidade. Ele se refere às 120 mil pessoas que conferiram, entre agosto e outubro do ano passado, as exposições de obras dos artistas franceses Chagall e Rodin, que foram realizadas simultaneamente na Casa Fiat de Cultura. Além de entrada franca, a atração atual conta com transporte gratuito (a cada uma hora e meia, diariamente) no trajeto de ida e volta entre o local e a Praça da Liberdade, na região Centro-Sul.

“As visitas guiadas para escolas já estão esgotadas e não temos como abrir outras por questão de agenda. Estamos estudando alternativas, como levar vídeos e educadores às escolas”, adianta. Cerca de 65 escolas já fizeram visitas orientadas às duas salas que compõem a mostra, onde estão esculturas, mosaicos, joias, cerâmicas, afrescos, adornos, vestimentas e objetos do dia a dia, provenientes do Museu Arqueológico Nacional de Florença, do Museu Nacional Romano, do Museu Nacional de Nápoles, do Antiquário de Pompeia, do Museu Arqueológico de Fiesole e da Galleria degli Uffizi, todos na Itália.

Entre os objetos expostos destacam-se as três paredes com afrescos da Vila de Pompeia, as estátuas de Júpiter, de Lívia (esposa de Augusto) e da deusa Ísis, a cabeça colossal de Júlio César em mármore, máscaras teatrais, escultura de Calígula, armadura de gladiador, desenhos do Coliseu, a lamparina de ouro e cerca de 60 joias. Em ordem cronológica, o texto da exposição dá ênfase ao cotidiano dasociedade à época, com destaque para os seus principais eventos e personagens, além de descrições de cerimônias do poder e festivais.

Público “O que tivemos de informação aqui foi incrível. Está superdidático. Estive na Itália há 25 anos e vi muita coisa. Agora dá ver as peças com muita calma”, afirma a representante comercial Cláudia Ribeiro, de 48 anos, que conferia a exposição com Naná Araújo, de 73, e Beatriz Balbino, de 46, que também só fizeram elogios à Roma – A vida e os imperadores. “As peças em mármore são maravilhosas”, admira a psicopedagoga Beatriz, enquanto a banqueteira Naná aprova os textos da mostra, para ela de fácil assimilação.

Encantado, o professor Geraldo Soares dos Santos, de 69 anos, veio de Divinópolis. “Assisto muito a documentários sobre o assunto, mas é emocionante estar diante dessas peças, que são de outras eras”. Mesmo sendo conhecedor do tema, achou muito interessante saber, por exemplo, que algumas estátuas de mármore eram pintadas. “Isso é pouco falado”, comenta. Ele avalia como “bom” o trabalho dos monitores que circulam pelas salas nas visitas guiadas.

Aos 14 anos, Natielle Monteiro, estudante da Escola Municipal Anne Frank, em Belo Horizonte, achou muito curioso descobrir que os padrões de beleza da época retratada pela exposição eram, ao que tudo indica, diferentes dos de hoje. Guiada por um dos 30 monitores que atuam no local e acompanhada pelos colegas, apreciou as formas de uma deusa nua e, nas palavras dela, “mais gordinha”. “São coisas que a gente não sabe, pois nossa cultura é diferente”, pondera.

“Amei. Achei um espetáculo essa exposição. Belo Horizonte foi premiada com ela. Faz a gente lembrar as épocas passadas. Fica a memória, a cultura, a sabedoria, e isso passa uma coisa boa para a gente. É interessante ver como eles tinham tanto conhecimento e como nós aproveitamos muito isso”, afirma a decoradora de eventos Cristina Harry, de 59 anos. Para a aposentada Maria Antoinette Gonçalves, de 55, faltaram informações sobre as origens de cada peça nas respectivas placas de identificação: “Para quem já visitou museus no exterior é interessante saber isso”.

Roma – A vida e os imperadores
Exposição, palestras e sessões de cinema. Até dia 18 do mês que vem, na Casa Fiat de Cultura (Rua Jornalista Djalma Andrade, 1.250, Belvedere). Horário de visitação: de terça a sexta, das 10h às 21h; sábado, domingo e feriado, das 14h às 21h. Entrada e transporte gratuitos (saindo e chegando na Praça da 
Liberdade, no Funcionários). 
Informações: (31) 3289-8900 e www.casafiatdecultura.com.br





Debate e cinema
Paralelamente à exposição, série de palestras temáticas serão realizada a partir do dia. Entre os temas, o apogeu do império romano, arte, política e economia. Especialistas de universidades italianas são alguns dos convidados, incluindo o próprio curador, Guido Clemente. Todas são gratuitas e começam às 19h30. 

Aos sábados e domingos, às 15h, até dia 27 do mês que vem, haverá sessões de 11 filmes que retratam a história de personagens, costumes e tradições do império, como Ben Hur (1959), Gladiador (2000), Cleópatra (1963), Asterix & Obelix contra César (1999) e Júlio César (1953). Também com entrada franca.

Troca necessária
Segundo o presidente da Casa Fiat de Cultura, José Eduardo de Lima Pereira, já foram tomadas providências para reparar os erros (ortografia, pontuação e sintaxe) constatados nos textos da exposição, o que inclui as plotagens nas paredes e placas descritivas, que estão sendo trocadas. O catálogo deverá ganhar segunda edição corrigida.

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