Público “O que tivemos de informação aqui foi incrível. Está superdidático. Estive na Itália há 25 anos e vi muita coisa. Agora dá ver as peças com muita calma”, afirma a representante comercial Cláudia Ribeiro, de 48 anos, que conferia a exposição com Naná Araújo, de 73, e Beatriz Balbino, de 46, que também só fizeram elogios à Roma – A vida e os imperadores. “As peças em mármore são maravilhosas”, admira a psicopedagoga Beatriz, enquanto a banqueteira Naná aprova os textos da mostra, para ela de fácil assimilação.
Encantado, o professor Geraldo Soares dos Santos, de 69 anos, veio de Divinópolis. “Assisto muito a documentários sobre o assunto, mas é emocionante estar diante dessas peças, que são de outras eras”. Mesmo sendo conhecedor do tema, achou muito interessante saber, por exemplo, que algumas estátuas de mármore eram pintadas. “Isso é pouco falado”, comenta. Ele avalia como “bom” o trabalho dos monitores que circulam pelas salas nas visitas guiadas.
Aos 14 anos, Natielle Monteiro, estudante da Escola Municipal Anne Frank, em Belo Horizonte, achou muito curioso descobrir que os padrões de beleza da época retratada pela exposição eram, ao que tudo indica, diferentes dos de hoje. Guiada por um dos 30 monitores que atuam no local e acompanhada pelos colegas, apreciou as formas de uma deusa nua e, nas palavras dela, “mais gordinha”. “São coisas que a gente não sabe, pois nossa cultura é diferente”, pondera.
“Amei. Achei um espetáculo essa exposição. Belo Horizonte foi premiada com ela. Faz a gente lembrar as épocas passadas. Fica a memória, a cultura, a sabedoria, e isso passa uma coisa boa para a gente. É interessante ver como eles tinham tanto conhecimento e como nós aproveitamos muito isso”, afirma a decoradora de eventos Cristina Harry, de 59 anos. Para a aposentada Maria Antoinette Gonçalves, de 55, faltaram informações sobre as origens de cada peça nas respectivas placas de identificação: “Para quem já visitou museus no exterior é interessante saber isso”.
Roma – A vida e os imperadores
Exposição, palestras e sessões de cinema. Até dia 18 do mês que vem, na Casa Fiat de Cultura (Rua Jornalista Djalma Andrade, 1.250, Belvedere). Horário de visitação: de terça a sexta, das 10h às 21h; sábado, domingo e feriado, das 14h às 21h. Entrada e transporte gratuitos (saindo e chegando na Praça da
Liberdade, no Funcionários).
Informações: (31) 3289-8900 e www.casafiatdecultura.com.br
Debate e cinema
Paralelamente à exposição, série de palestras temáticas serão realizada a partir do dia. Entre os temas, o apogeu do império romano, arte, política e economia. Especialistas de universidades italianas são alguns dos convidados, incluindo o próprio curador, Guido Clemente. Todas são gratuitas e começam às 19h30.
Aos sábados e domingos, às 15h, até dia 27 do mês que vem, haverá sessões de 11 filmes que retratam a história de personagens, costumes e tradições do império, como Ben Hur (1959), Gladiador (2000), Cleópatra (1963), Asterix & Obelix contra César (1999) e Júlio César (1953). Também com entrada franca.
Troca necessária
Segundo o presidente da Casa Fiat de Cultura, José Eduardo de Lima Pereira, já foram tomadas providências para reparar os erros (ortografia, pontuação e sintaxe) constatados nos textos da exposição, o que inclui as plotagens nas paredes e placas descritivas, que estão sendo trocadas. O catálogo deverá ganhar segunda edição corrigida.
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