sábado, 11 de outubro de 2008

Autoridades de Chicago apóiam criação de escola exclusiva para gays e lésbicas

Autoridades do ensino público de Chicago, nos Estados Unidos, manifestaram na última quarta-feira, dia 08 de outubro, apoio a abertura de um colégio dedicado exclusivamente aos estudantes gays da cidade, de acordo com um artigo do jornal Chicago Tribune. Eles justificam a decisão por causa de uma pesquisa realizada em 2003 que revela que jovens gays e lésbicas são três vezes mais propensos a abandonar escola por se sentirem inseguros.

Na última quarta-feira, a organização Gay, Lesbian and Straight Education Network publicou um levantamento feito com mais de seis mil estudantes que concluiu que quase 90% foram importunados na escola enquanto 61% se sentem inseguros dentro dela.

No dia 22 de outubro, a agência de educação de Chicago fará a votação final do projeto de criação da Social Justice Pride Campus, que seria a primeira escola dedicada exclusivamente aos estudantes LGBT da cidade. "Queremos criar novas e boas opções para as comunidades que têm sido tradicionalmente mal atendidas", disse o chefe de educação Arne Duncan. "Se você observar os estudos, verá que alunos gays e lésbicas têm elevado índice de evasão escolar", concluiu.

De acordo com o site Advocate.com, porém, defensores dos direitos LGBT argumentam que um colégio para gays e lésbicas aumentaria a segregação, e que em vez de uma escola exclusiva para os alunos homossexuais, as autoridades de ensino de Chicago deveriam trabalhar para estimular a aceitação à diversidade em todas as instituições de ensino. Os defensores da escola gay pretendem abrí-la em 2009 ou 2010 e atender 600 alunos, que seriam adimitods a partir de um sorteio.

Fonte: G.Online

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Eleições e evangélicos, Deus nos acuda!

Eu tenho MEDO! E não sou histérico à semelhança da Regina Duarte (atriz Global) dona da frase. Entretanto, desde que me entendo por gente, vejo a ligação dos pastores da igreja Universal com o meio político, elegendo candidatos às câmaras de vereadores, depois deputados estaduais, federais, depois, senado e, agora, o projeto de galgar cargos no executivo.

Quem não teve em sua cidade um pastor Luizinho, Felipinho, Toninho, Carlinhos e/ou outro INHO qualquer eleito para o legislativo municipal? De fato, essas igrejas, que antes eram consideradas 'igrejecas' são bem brasileiras... Não desistem nunca! Na sua maioria, oriundas do neopentecostalismo, a proposta é cega, e não há projetos que abracem o coletivo. Somente os interesses particulares de cada dissidência são vislumbrados.

Crivella foi derrotado no Rio de Janeiro por um movimento que, por lá, é conhecido como anti-crivellismo. Mas não pensem que a igreja Universal desistiu... Como ainda ela também não desistiu de estar no lugar da Rede Globo. Lembro-me do bispo Macedo falando sobre tal possibilidade, onde, na ocasião, ele trazia todo o seu rancor e ódio pessoal, bem próprios de um bispo!

O povo evangélico do Brasil não foi conduzido à verve crítica, ao espírito da Reforma... Em qualquer outro lugar do mundo a concentração evangélica tem primazia pelo saber, pela pesquisa, pela educação. No Brasil, o movimento cresce nas classes D e C, e o discurso é o da PROSPERIDADE. Não há problemas em se crescer nas classes baixas, mas há o problema dessas classes se abitolarem no fanatismo que beira a paranóia, sem o menor senso de razão. Inclusive, por aqui, tudo é surreal, quando um representante das classes altas se converte à uma dessas igrejas, ele, à semelhança dos outros, se abitola também! Fenômeno claramente verificável entre os membros da igreja Renascer em Cristo, Batista da Lagoinha e outros...
Sim, eu tenho paúra e que Deus nos acuda desse movimento chamado- EVANGÉLICO (político- nacional).

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Representatividade evangélica na política nacional

Políticos evangélicos estão dispersos em diversos partidos

As eleições municipais deste ano mostraram, mais uma vez, a representatividade de políticos evangélicos nas disputas por cargos públicos importantes. No Rio de Janeiro, por exemplo, o senador e bispo Marcelo Crivella ficou em terceiro lugar na corrida pela prefeitura da cidade. O estado, inclusive, já foi governado por evangélicos como Antony Garotinho, sua esposa Rosinha e Benedita da Silva. No entanto, mesmo sendo um grupo numeroso na política nacional, os evangélicos não formam um partido próprio, nem se posicionam em uma agremiação já existente. Essa é a constatação de um estudo realizado pelo cientista político Tiago Borges, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.

Borges analisou o comportamento de eleitores e deputados evangélicos, entre 2002 e 2007, em temas de debate político e verificou que, mesmo com um vínculo religioso em comum, suas posições sobre outros assuntos são divergentes. O cientista político acredita que a diversidade de idéias, aliada ao que ele chama de “caótico” sistema partidário brasileiro, desfavoreceu a formação de um partido evangélico no Brasil. “Há uma fragilidade política de vínculos no país. O sistema eleitoral personalista de votação que existe no Brasil permite isso”, afirma.

“A pesquisa mostra que há duas explicações para que não tenha se formado um partido específico. A primeira é que a identidade evangélica se restringiu ao vínculo religioso. Os evangélicos não têm uma orientação política e econômica alinhada, eles não se alinham com uma visão comum. Mas muitas vezes algumas lideranças mobilizam os eleitores por motivos diversos. A unificação do grupo é em torno da religião. Vários temas, como o de intervenção do Estado na economia, por exemplo, recebe opiniões diversas”, afirma.

Segundo ele, com a redução do número de católicos no Brasil, que caiu de 90% do total de brasileiros em 1970 para 74% no ano 2000, também aumentou a representatividade dos eleitores evangélicos no País e, conseqüentemente, a quantidade de políticos ligados à religião. Mesmo assim um partido evangélico não se formou. “Também não há uma necessidade para se formar um partido específico, até porque os políticos evangélicos têm bom trânsito entre as agremiações. Não há restrições nos partidos quanto à religião”, acredita.

De acordo com Borges, as lideranças do setor são dispersas. O cientista político lembra que os evangélicos se reúnem em grupos em diferentes áreas - Universal, Assembléia de Deus, Quadrangular, Batista, entre outras – ao contrário do que ocorre com os católicos, que se reúnem basicamente em volta de uma única igreja. Borges também explica que algumas igrejas evangélicas adotam posições políticas definidas, mas nem sempre os fiéis mudam automaticamente. “Pode haver um atraso. A relação entre pastor e fiel existe, mas não é imediata. Os fiéis não votam de uma maneira cega com o pastor” conclui.

Eleições de 2002 e 2006

O cientista político da Universidade de São Paulo também comparou as eleições presidenciais de 2002 e 2006. Segundo ele, a candidatura de Anthony Garotinho, do PSB do Rio de Janeiro, resultou em um caso interessante, pois se obteve um apoio evangélico muito significativo. “No segundo turno, sem a presença dele, o voto evangélico se dispersou, acontecendo o mesmo nos dois turnos das eleições de 2006, quando Garotinho não disputou a Presidência”, lembra. Borges afirma que o candidato à Prefeitura do Rio Marcelo Crivella também mobilizou o eleitorado evangélico nas eleições deste ano.

Leandro Kleber
Do Contas Abertas

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Neo Inclusivismo - Uma Falsificação do EVANGELHO!*

Neo-Inclusivísmo? O que é isso? Bem, o termo não é criação minha. Apropriei-me dele em virtude de uma conversa recente pela internet, onde um amigo me falava de sua indignação pelo mau uso da palavra "inclusão", nestes tempos recentes. Pessoas e instituições que não têm a menor noção do que significa ser inclusivo usam o termo inapropriadamente.

É lamentável que as heresias e o legalismo estejam, não somente batendo às portas de algumas igrejas ditas "inclusivas", mas invadindo-as por completo. "Unções de Ousadia" e "Multiplicação", "Cobertura Espiritual", "Quebra de Maldição", “Teologia da Prosperidade”, "Adoração Extravagante", além do legalismo formalista das proibições pastorais e do sacerdotalismo veterotestamentário são algumas das pragas heréticas que estão impregnadas em alguns "inclusivos", ou melhor, neo-inclusivos.

Na realidade o fenômeno que presenciamos nada tem a ver com Inclusão, são apenas igrejas com as mesmas práticas viciadas, que se dizem inclusivas por aceitarem gays e lésbicas ou por serem compostas eles.

A Inclusão não tem nada a ver com essa baboseira evangélica que vemos por aí! Ser inclusivo não combina, de forma alguma, com o cabresto das imposições pastorais, que se utilizando de uma mentira do diabo, chamada "Cobertura Espiritual", cerceiam a liberdade cristã e voltam a impor o jugo das velhas igrejas ditas homófobas. "Cobertura Espiritual"? Isso é uma vergonha para a Igreja Protestante e Reformada, uma afronta ao sacerdócio de todos os crentes, doutrina fundamental da Reforma Protestante. O triste e lamentável é que muitos gays e muitas lésbicas cristãos se submetem a isso, por não terem o zelo e a prudência dos cristãos de Beréia, que submetiam toda a pregação apostólica ao crivo da Escritura.

Unção de Multiplicação? Só se for pra encher o bolso e fazer multiplicar as cadernetas de poupança dos hereges-pastores. De onde inventaram a tal da teologia da prosperidade? Será que os pregadores dessa heresia blasfema algum dia já leram em suas bíblias sobre as vidas dos cristãos do primeiro século? A vida de perseguição e dificuldades do Apóstolo Paulo, com "fome, sede e necessidades", é a prova bíblica do equívoco dessa "doutrina". Como isso foi parar dentro da "igreja inclusiva"?

Não quero nem citar as outras falácias de "mover o sobrenatural", "cair no Espírito", porque sinceramente são absurdas demais para serem discutidas e dissecadas.

A Inclusão é um Movimento de Deus, anunciada pela primeira vez em 1968 pelo pastor Troy Perry, e rompe completamente com essa visão viciada da bíblia e esse modelo falido e explorador dos santos de Jesus. Modelo este que não "encarna" o Evangelho, que não luta pelas desigualdades sociais e pelo fim das injustiças cometidas contra a Comunidade LGBT.

Esse modelo neo-inclusivo só serve para criar pessoas desligadas do mundo, cristãos de nome, domingueiros, que estão mais preocupados com o arrepio do culto do domingo do que com o anúncio da radicalidade do Evangelho. Preocupam-se com os detalhes de um culto para a carne, cheio de efeitos especiais, músicas mântricas que induzem a histeria coletiva e facilitam a abertura das carteiras. Cultos que oferecem cocaína espiritual, usando as palavras de meu amigo Márcio Retamero, para alienar e "opiosar" o povo, para ludibriar com as palavrinhas profético-mentirosas de prosperidade "sobrenatural".

Não! Definitivamente não! O Evangelho não tem nada a ver com isso! A Inclusão não tem nada a ver com isso! Cristo não tem nada a ver com isso. Pelo contrário, ele mesmo classificou muito bem a estes que assim utilizam a sua Palavra pra perverter o povo: "Hipócritas, descendência de víboras!", lindos por fora na aparência e nos efeitos especiais de seus cultos pop stars, mas podres e imundos por dentro!

Que o Senhor Jesus livre a Inclusão dessas falácias travestidas de verdade, livre sua Igreja dessa falsificação do Evangelho chamada NEO-INCLUSIVÍSMO.

* Texto enviado para lista de discussões Gospel GLBT, por Gustavo

sábado, 4 de outubro de 2008

Fatores impulsionadores da Reforma- o contexto histórico

O primeiro problema trazido ao pensamento da Reforma será, necessariamente, onde ela se situa historicamente. Isto é mister para a formulação de seu contexto, à compreensão última de todos os valores e sentimentos auferidos neste evento. As crises, as contendas, as controvérsias, as condenações, enfim, os significados que conduzirão o cordão umbilical que ligam, de forma geral, protestantes e católicos nesse evento singular.

De fato, a Reforma se situa entre a Idade Média e o Renascimento, sem ser ela medieval ou renascentista, mas um caminho, uma passagem entre o medievalismo, à renascença e a modernidade. Assim, ela se situa no século XVI, entre a Renascença que vai do século XIV até ao XVI, com elementos medievais, com conceitos renascentistas, mas, sobretudo, uma passagem que iria re-significar aquilo que era intocável: a fé.

Acontece que o período renascentista é vivenciado pela burguesia nascente, seus ideais e valores são modificadores da cultura medieval, não correspondem mais a mesma, entretanto, não são capazes de ruptura radical com ela. Afinal, o neoplatonismo será a guisa norteadora, assim, o pensamento da renascença, era uma manifestação do espírito humano que colocava o indivíduo mais próximo de Deus. Ao exercer sua capacidade de questionar o mundo, o homem, simplesmente, dava vazão a um dom concedido por Deus.

Sem adentrar nas questões culturais, artísticas e cientificas, pode-se pensar na questão política. O homem renascentista é o homem que tem o capital, mas não tem o poder. O poder está ligado a fé, e esta é concentrada na mão da Igreja. E todo período renascentista esse homem se submete. Destarte, não é estranho que a Reforma tivesse vingado na Alemanha e nunca se enraizado na Espanha, ou que sua leitura se dê altamente ligada à formação do capitalismo burguês.

Aqui, faz-se necessária à justificativa de ser a Reforma nem medieval e nem renascentista, contudo, detentora de ambos pensamentos. Acontece que o Renascimento (preludio da modernidade), junto com a Reforma são produtos do humanismo, da volta ao clássico (período da Antiguidade clássica), do sentimento da liberdade humana, da volta ao passado, para a transformação do presente. No entanto, o Renascimento mostra um desenrolar diferente da Reforma, atingindo às elites, e somente a elas, sem, necessariamente, demonstrar a eficácia dessa liberdade almejada, ou, em outras palavras, influenciava a literatura, a arte, a estética, a filosofia, mas não era suficiente para promover a ruptura da fé. A burguesia nascente tinha medo do inferno, da excomunhão de viver sem Deus. Necessitava da Igreja e não era capaz de influenciá-la.

A Reforma é o pólo oposto. Atinge toda a massa, como também a elite. A Reforma abrange o pensamento político estrutural da Idade Média e rompe com o mesmo. A fé controla a política, portanto a Igreja, detentora da fé, é o mundo organizado- o Sacro Império Romano Germânico. A Reforma de Lutero vem saciar a sede espiritual de uma ruptura possível sem deixar o homem desamparado de Deus. Aí se justifica sua enorme difusão. Apenas a Reforma é que conseguiu abalar a mais rígida instituição feudal: a Igreja Católica. Claro que tal movimento não foi o primeiro a questionar a legitimidade da Igreja - muitos humanistas o fizeram, inclusive Erasmo de Rotterdam - mas somente a denúncia de Lutero e a proposta que ele dá para esses problemas é que abalaram as pilastras do mundo medieval. Isso pode ser facilmente observado se olharmos com atenção uma das principais conclusões dos estudos de Lutero: a Instituição da Igreja Católica tal qual vigorava naquela época era totalmente desnecessária, pois para o homem se comunicar com Deus era preciso apenas que ele tivesse fé. Não era preciso nenhum intermédio: conseqüentemente, a classe eclesiástica deixaria de ter razão de ser, e com ela a Igreja também. A Reforma Luterana colocaria o mundo Feudal de "cabeça pra baixo."


quinta-feira, 2 de outubro de 2008

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Neste mês

Galera,

outubro é um mês interessante para quem possui formação protestante e reformada- 31 de outubro se comemora o dia da Reforma. Desta feita, vou tentar disponibilizar textos que tragam o evento para mais próximo de nós.

Também, aproveito a oportunidade para me desculpar, pois vou ficar devendo, teologicamente, textos na linha reformada calvinista. Assim, as pessoas que me escreveram se quiserem colaborar com algum texto, assim, é só me enviar que publico aqui!

INDICAÇÃO

O nosso blog parceiro- O Fazendo Estrelas- voltado ao público feminino- tem um post interessantíssimo, que o Gospel GLBT recomenda: nyankh khnom e khom hotep. Uma discreta tumba de dois homens da época faraônica retratados em posturas íntimas atrai turistas homossexuais do mundo inteiro, apesar dos egípcios garantirem... Pessoal, de fato, vale a leitura!