quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Xuxa processa Igreja Universal

A apresentadora Xuxa está processando a Igreja Universal do Reino de Deus por causa de uma notícia dizendo que ela fez um pacto com o diabo! Você acredita nisso?

O fato é que o jornal da Igreja Universal escreveu que Xuxa teria vendido sua alma por 100 milhões de dólares - que apesar de ser muito dinheiro, não chega nem perto do valor que vale a alma de qualquer pessoa.

Por isso ela resolveu ir a Justiça Brasileira processar os responsáveis por difamação. De acordo com ela essa informação é falsa e se não conseguirem provar o que disseram, os acusados deverão pagá-la pela mentira.

No Brasil a lei permite que qualquer pessoa processe jornais, revistas, programas de TV e até sites de internet que afirmarem que você fez alguma coisa sem provar isso. No caso da Xuxa o problema é maior, pois para provar o que diz Igreja Universal iria ter que falar com o diabo - e eu acho que ele não dá entrevistas para igrejas.

Os advogados de Xuxa pedem uma indenização no valor de R$ 3 milhões por danos morais. O processo corre na 6ª Vara Cível da Barra da Tijuca, no Rio.

Fonte: IG

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Suécia se prepara para lei que permitirá casamento gay

"Depois de uma longa espera, a Suécia se prepara para aprovar a lei que permitirá homossexuais a contraírem matrimônio", afirmou o primeiro-ministro Fredik Reinfeldt.

Com a aprovação da lei prevista para maio de 2009, a Suécia se juntará à Holanda, Bélgica, Espanha, Canadá, África do Sul e o estado americano de Massachussets, que já permitem o casamento gay.

A diferença é que o casamento poderá ser realizado no religioso. A Igreja Luterana, que é maioria na Suécia, sinalizou ao longo deste ano que poderia abençoar casais homossexuais.

A Suécia já dispõe desde 1995 da lei de união civil homossexual, com direito à adoção. Agora o governo sueco, sustentado por uma coalizão de quatro partidos encabeçada pelo partido moderado, se propõe a aprovar o casamento gay.
Dos partidos aliados do governo, somente o partido democrata-cristão apoiado pelos sociais-democratas se opõe à lei.

O modelo adotado será semelhante ao espanhol, que reformou o Código Civil suprimindo os termos "marido e mulher" da lei de matrimônio.

Fonte: Gay1

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Manifestantes marcham nas ruas de West Hollywood, na Califórnia em defesa do casamento gay

Milhares de pessoas saíram às ruas de Los Angeles na noite desta quarta-feira (5) para defender a igualdade de direitos e o casamento gay, depois da vitória de um referendo na terça-feira que proíbe o casamento entre pessoas do mesmo sexo, uma conquista que havia sido incluída na Constituição da Califórnia em maio.

"Lute contra o Ódio em 2008", "Vão para o inferno mórmons", "Igualdade de direitos" e "Sim podemos com Obama" foram algumas das frases gritadas pela multidão que se concentrou nas avenidas St. Vicent e St. Monica, no coração de West Hollywood, o reduto da comunidade homossexual de Los Angeles.

Um policial do condado de Los Angeles calculou em pelo menos 2 mil o número de manifestantes no início da marcha, mas o número aumentou consideravelmente durante o protesto.

"Sou vítima da H-8" ('H' em uma referência à palavra ódio em inglês), escreveu no corpo Jason Louis, um manifestante de 34 anos que casou no domingo com o companheiro.

"Agora estamos esperando para ver o que vai acontecer conosco. Decidimos nos casar dois dias antes da consulta eleitoral porque tinha o pressentimento de que iam nos tirar este direito", disse Louis.

Muitos presentes pediram que a religião fique fora da Constituição estadual.

Com 99,5% das urnas apuradas, a Proposta 8 que pedia o voto "Sim" à emenda para proibir os casamentos gays na Califórnia tinha 52,5% dos votos, contra 47,5% do "Não".

A votação elimina a decisão de maio da Suprema Corte da Califórnia de permitir os casamentos gays e inclui uma emenda na Constituição que considera válidos "apenas o matrimônio entre um homem e uma mulher", deixando no limbo 18 mil casais homossexuais já casados.

Fonte: Globo.com




quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Conselho de psicologia brasileiro repudia testes psicológicos propostos pelo Vaticano*


O Conselho Federal de Psicologia (CFP) do Brasil repudiou o documento divulgado pelo Vaticano na última quarta-feira, 30, onde anuncia a decisão de usar psicólogos para fazer avaliações nos candidatos a entrar nos seminários da Igreja Católica. O objetivo da Santa Sé é não deixar homossexuais entrarem no sacerdócio. No Brasil, o Conselho não autoriza os psicólogos a avaliarem pessoas para essa finalidade.

Caso os psicólogos façam as avaliações, eles estarão infringindo o Código de Ética da categoria e a Resolução 001/99 do CFP, que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual. O Conselho tem a plena consciência de que a homossexualidade não é uma doença, distúrbio ou perversão sexual, por isso, a Resolução define que os psicólogos “não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades”.

Ainda segundo a Resolução, “os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica”.

O Conselho reconhece que a posição adotada pelo Vaticano é extremamente preconceituosa, mas acredita também na soberania da Santa Sé em definir suas próprias normas internas. O que o CFP contesta é a utilização por parte da Igreja de psicólogos e testes psicológicos para respaldar essa posição homofóbica, ignorando os avanços dos movimentos sociais em todo o mundo, que defendem o direito à livre orientação sexual.

*Hélio Filho

Fonte: Mix Brasil

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Apenas uma consideração em relação à proposta do Vaticano e o teste da homossexualidade


Não seria ético um blog de confissão evangélica entrar nos assuntos internos e administrativos do catolicismo. Entretanto, para as coisas serem mais funcionais e, diria, sem embarco, com a nítida PREOCUPAÇÃO em ajudar os irmãos curistas nesta caminhada santa e de desenvolvimento da consciência cristã e humana plenas, proponho que o teste de homossexualidade seja DE FATO realizado!

Contudo não in stricto sensu, apenas nos seminaristas, mas em lato sensu , envolvendo o primeiro servidor de todos: O próprio PAPA. Ou seja, o papa, como exemplo de santidade e humanidade sadia, correta, deveria se submeter ao teste de homossexualidade e dar publicidade ampla aos resultados.

Assim, de igual forma, todos os cardeais, arcebispos, bispos, sacerdotes, diáconos e seminaristas. SENDO EXCLUÍDOS todos que apresentarem tendências homossexuais, seja do papa ou do vocacionado. Isso sim, seria justo, seria humano, seria correto. Preconceito distribuído em igualdade a todos, aos que promovem e, agora, com a possibilidade de serem tocados por aquilo que semeiam!

FAÇAM O TESTE URGENTE!

Obs: Pimenta nos olhos dos outros é refresco, submeter pessoas a testes de tendências gays é sórdido, eles que propuseram não se submetem, será por quê?

domingo, 2 de novembro de 2008

Nota da ABGLT sobre a exclusão de homossexuais do sacerdócio católico

A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), entidade de abrangência nacional que congrega 203 organizações congêneres, e cuja missão é promover a cidadania e defender os direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, contribuindo para a construção de uma democracia sem quaisquer formas de discriminação, afirmando a livre orientação sexual e identidades de gênero, vem a público expressar indignação diante da atitude discriminatória do Vaticano em avaliar candidatos ao sacerdote por meio de exame psicológico, com rejeição daqueles que tal análise considerar serem homossexuais.

A ABLGT lamenta que, no ano em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 60 anos, o Vaticano possa adotar uma prática flagrante de discriminação desta natureza. Citamos: “Artigo I: Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade. Artigo II: Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.”

Em dezembro de 2007, o Arcebispo italiano Silvano Tomassi, representando o Vaticano em sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, afirmou que os direitos básicos de cada ser humano “não estão sujeitos aos altos e baixos históricos ou interpretações de conveniências” e que a dignidade humana “transcende qualquer diferença religiosa, política ou cultural”, unindo todas as pessoas “numa única família”.

(Fonte: teologia fé e vida)

Ora, há uma nítida contradição no discurso do Vaticano, que por um lado prega o respeito aos direitos humanos e afirma que todas as pessoas fazem parte de “uma única família”, ao mesmo tempo em que exclui os homossexuais de seus quadros. Materializou-se a situação prevista por George Orwell, em sua sátira A Revolução dos Bichos: “todos os animais são iguais, mais alguns são mais iguais do que outros”.

A competência, ou “rigidez de caráter”, de um sacerdote independe de sua orientação sexual, assim como a prática da pedofilia não é exclusiva aos homossexuais. Estudos demonstram que a pedofilia é praticada contra crianças de ambos os sexos, majoritariamente por homens heterossexuais, muitas vezes o pai ou parente próximo da vítima. É improvável que a medida tomada pelo Vaticano resulte na almejada diminuição dos casos de pedofilia praticados por seus sacerdotes. A ABGLT condena a pedofilia e, conforme disposições de seu estatuto e as resoluções do seu I Congresso, não aceita a afiliação de organizações que promovem a pedofilia.

Para a ABGLT, a atitude do Vaticano não é atitude cristã, é uma atitude discriminatória, ou seja, anti-cristã. Trata-se de martirizar pessoas que apresentam essa diferença em relação à maioria, demonizando-as. Trata-se de manter a discriminação, aquela que a Igreja diz combater.

A ABGLT já solicitou ao Conselho Federal de Psicologia que se pronuncie sobre esse acinte à cidadania da comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, tendo em vista que em 1999 o Conselho publicou a Resolução 001/99 que diz que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão” e que “os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas”. O Conselho deverá se pronunciar dentro de uma semana.

Na semana que vem, será realizada a XXIV Conferência Mundial da Associação Internacional de Lésbicas e Gays (ILGA), em Viena, Áustria. O evento reunirá delegados de organizações LGBT do mundo inteiro e a delegação brasileira solicitará a emissão de uma nota de repúdio ao Vaticano em nome da comunidade internacional LGBT.



Toni Reis

Presidente da ABGLT