"Misericórdia quero e não holocausto" Mt. 12:7

Jesus registra nesta passagem do livro de Mateus um desejo que nasceu no coração do Pai: mostrar que práticas pagãs, como a hipocrisia religiosa e injustiça, estão erradas e tendem a manipular as pessoas quando usadas em nome de Deus. Podemos constatar isso através da demonstração feita por Jesus ao comer com pecadores (Mt. 9.10-12), juntamente com seus discípulos e republicanos. Automaticamente o Cristo, que não faz acepção de pessoas, foi questionado pelos fariseus:

"Por que come o vosso Mestre com publicanos e pecadores?" Mt. 9:11b

Jesus , porém, ouvindo isso, respondeu:

"Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos. Ide, pois, e aprendei o
que significa: Misericórdia quero, e não sacrifícios. Porque eu não vim chamar
justos, mas pecadores".

Nos nossos dias, não precisamos correr muito para nos depararmos com os escribas e fariseus - aqueles que segundo Jesus "dizem e não fazem". Aqueles que estão a nos julgar, a nos condenar. Eles estão em todos os lugares, nas esquinas, nas praças e principalmente nas igrejas, basta tão somente olharmos em nossa volta para nos debatermos com os acusadores, observadores da lei. Jesus não conformado com este comportamento, reservou aos fariseus algumas das críticas mais severas:

"Atam fardos pesados [e difíceis de carregar] e os põem sobre os ombros dos
homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los". (Mt.
23:4)

São estes mesmos fariseus, falsos donos da verdade, que fecharam o reino dos céus para muitos de nós, GLBT?s, imagem e semelhança de Deus, e possuidores da capacidade sublime de não fazer acepção de pessoas.

São estes guias cegos que Jesus abomina, não somente pela hipocrisia e injustiça, mas principalmente por negligenciarem os preceitos mais importantes da lei: o amor incondicional ao próximo, a misericórdia e a fé.

É esta raça de víboras que tem fechado a porta dos céus para milhões de homens e mulheres, que por serem diferentes, vivem aprisionados em seus próprios traumas psicológicos, decorrência de uma educação marginalizada e preconceituosa imposta pela sociedade, família e principalmente pelos fariseus que não se poupam em fazer julgamentos indevidos "em nome" de Jesus. Não foi à toa que por seis vezes, no mesmo capítulo, Jesus chamou esta classe de hipócritas, pois estavam mais preocupados com a aparência do que com a substância. Jesus, ao contrário, nos chamou para um compromisso espiritual e genuíno, onde o amor se tornou o maior de todos os mandamentos.

"Amar ao próximo como a si mesmo excede todos os holocautos e sacrifícios" (Mc. 12:33b)

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