Religião e futebol, uma mistura indigesta

Nos últimos meses andei percebendo que o fervor religioso no mundo esportivo começou a ficar insuportável. Tudo bem, isso, entretanto, era minha mera opinião. Daí, veio a Copa das Confederações, e aquilo que era uma opinião solitária atingiu, em cheio, a crítica especializada deste país de meu Deus.
Na verdade, eu comecei a me irritar com a Copa Libertadores da América do ano passado (49ª Edição-2008), quando o CRUZEIRO foi eliminado pelo ATLÉTICO BOCA JÚNIORS, nas oitavas de final. Acontece que o goleiro Fábio, do time das Minas Gerias, fazia uma espécie de “mandinga gospel”, ou “reza brava”... Orava, fechando o gol, pedindo proteção divina, apontando o dedo em riste, como oferecendo a honra de suas defesas ao senhor Jesus... Uma espécie de barganha, ou troca de favores, onde Deus o ajudava a fechar o gol e ele, em troca, falava de Jesus como o único digno de receber a glória em suas entrevistas. Mas, no final, era o Fábio que saia com os bolsos cheios e o nome valorizado no cenário esportivo.
Essa cena se repetiu em todo Campeonato Mineiro de 2009, principalmente, na final, nos jogos contra o CLUBE ATLÉTICO MINEIRO e, irritantemente, nas entrevistas dadas pelo jogador após o triunfo contra seu maior rival, onde, agradecido, nas matérias, o mesmo se apresentava a falar de Jesus. Daí, descobri que Fábio mantinha relações com grupos da Famigerada Igreja Batista da Lagoinha, que, inclusive, fez questão de entrevistar o jogador e divulgar no sitio que mantém na internet (clique aqui para ler a entrevista de Fábio).
Ainda, nesse ano, depois do Kaká e C&A aprontarem aquelas cenas desnecessárias em rede mundial, e serem advertidos pela CBF e FIFA, a Rede Globo, que transmitia a final da Libertadores, mostrou, nos dois jogos contra o ESTUDIANTES, as orações de Fábio, pedindo a Deus para o abençoar, fechando o seu gol. Até que na Argentina a coisa foi, se bem que o Cruzeiro não conseguiu fazer boa apresentação, e saiu da primeira partida com um empate com o time da casa. Aqui no Brasil, embora as orações, Fábio não conseguiu sua pretensão, e por duas vezes deixou a pelota passar para as redes, perdendo o título por 2X1, fazendo a alegria dos argentinos e da grande maioria dos mineiros atleticanos.
Enfim, dentre tantas coisas horrendas, que já vi, incluo, entre elas, a ordenação de Kaká ao presbitério da Empresa Renascer em Cristo, afinal, até prova de admissão para o Estevão Hernandes ele teve que fazer, quanta coisa mudou no mundo... Antes não era o chefe que pedia a vocação do candidato e sim a comunidade de fé, mas, como no mundo dos negócios é o patrão quem contrata seus empregados, dizer o quê? E, também, fazer voz ao blog do Claudio Weber Abramo, que embora ateu, foi muito feliz na sua indignação da mistura futebol e religião e nos seus comentários (clique aqui para ler), no post intitulado: O direito de não ser importunado.

Também segue o vídeo das imagens de Kaká fazendo cáca com a fé:

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