sexta-feira, dezembro 02, 2011

CURSO INTENSIVO DE FLORA PASSIVA - I



Olá, meus amores! Mama voltou! Sei que foi uma longa ausência, mas fico feliz de ter sido trazida de volta por causa das dezenas de mensagens que recebi perguntando quando publicaria um novo texto.

Mentira, rsrsrs! Se muito, recebi só uma – mas fiquei tão feliz de ter pelo menos UMA pessoa que me lê que resolvi voltar a usar minhas mãos de miss para escrever em vez de, digamos, trabalharem em meu próprio proveito...

Bom, depois do Kit Passivo (http://gospelgay.blogspot.com/2011/08/o-que-levar-no-seu-kit-passivo.html) e do Manual Básico de Etykettah no Cinemão (http://gospelgay.blogspot.com/2011/09/manual-basico-de-etykettah-no-cinemao.html), dessa vez, eu pensei em explorar um pouco a flora passiva do meio gay. Não, não é fauna, meu bem... Embora muitas de nós, passivas, gostemos de ser onças, panteras e leoas, a verdade incontestável é que carregamos uma floooor dentro do nosso coração, cujo som encantado, às vezes, sai pela boca... Mas bobage!

E por que falar justamente das passivas – e de novo? Pelo óbvio, ué. Num Brasil como o de hoje, em que ativas são tão comuns quanto nota de 1 real – todo mundo já pegou, mas agora ninguém tem –, nada mais útil do que saber identificar aquelas bees altruístas, doidas para dividir, compartilhar, disponibilizar, dar o que é seu, mas tímidas em assumir isso para suas amigas. É claro que, devido à complexidade do tema, o curso será em partes, e analisaremos, ao longo de alguns dias, uma dupla por vez. Afinal, um depois do outro é sempre mais gostoso...

1. AS BARBIES

Sim, eu sei... Falar de passivas e começar com as barbies é lugar-comum, mas todo curso é assim, não é? Antes do avançado, vem o bási-cu.

Bom, se como eu, você já é escolada no mundo gay, sabe que, para nós, Barbie é mais do que a namorada do Ken: verdade que ainda é uma boneca, mas fabricada milimetricamente nas academias, entre supinos e mesas flexoras. Se você observar bem, tem sempre uma perto de sua casa.

As línguas ferinas e venenosas dizem que as barbies têm “corpo de Tarzan, voz de Jane e cabeça de Chita”, o que não é absolutamente verdade, porque, como muitas de nós, a cabeça é que é “jânica”. Por isso, elas também se dedicam a capturar ocós – e usam como armas o inconfundível ato de tirar a camisa na balada, mostrando o tanquinho e atraindo incautos a fim de que as ajudem a trabalhar um determinado músculo anelar impossível de malhar na ginástica...

Por que elas são perigosas para nós, outras e passivas? Porque tem bee desinformada, bem! Elas veem aqueles músculos enrijecidos saltando pra fora e, embasbacadas, já pensam que a barbie vai lhes oferecer outra coisa dura e mais interessante, mas, invariavelmente, tudo que ganham é uma senhora bofetada com luva de pelica e rendas – se, e somente se, como na matemática, conseguirem escapar dos glúteos anabolizados.

Então, dica da Mama: ao ver uma barbie de academia, pense na Barbie da Mattel, e, no máximo, dê um espelhinho, que elas também adooooram. Certamente, a senhora vai ganhar um sorriso phyno, e ela vai lhe ajudar a conseguir o fone daquela outra barbie ali, ó, que juuura que é bofe. Bom, verdade seja dita, Mama até acredita em barbies ativas, mas sabe que elas são fruto de engenharia genética...

2. AS FALSAS ATIVAS

Muito cuidado com esse tipo, amiga! E Mama tem certeza de que você já viu, embora elas se esforcem em se maquiar (hummm...), para não serem percebidas. O perigo: assim como as travestis, elas confundem a muitos... Mas não se desespere: é só ficar atenta aos sinais.

Na internet, as falsas ativas são até relativamente fáceis de reconhecer: são aquelas que marcam, orgulhosas, a posição ATIVO nos seus perfis – mas, curiosamente, só têm foto de bunda e homem roludo como favoritos. Outras, mais sagazes, sabem esconder até este truque, mas basta que uma ativa-verdadeira lhes apareça para que se revelem com a conversa de que “gostariam de experimentar” (como nas outras 15 vezes da semana).

Infelizmente, porém, no mundo offline, as coisas não são tão simples. Aqui, elas estufam o peito e se escondem em discursos do tipo “só dou pra cara com pau maior que o meu”. Pense comigo, amiga... Digamos que a senhora seja razoavelmente dotadinha, uns 18 cm – e diz que “nunca dá”. A senhora, de saída, vai escolher pras núpcias logo um gajo com 20 cm de rola?! Que ativa é essa, bee, que, pra ser pescada só aceita varão, enquanto que nós, passivas assumidas e experientes, às vezes, sofremos com os mais agraciados pela natureza?

Pior é aquela outra versão, a que diz que um “cara precisa ser muito macho pra me comer”. A mensagem é tão clara que nem precisa de entrelinhas, né? Cê jura que ela não quer um bofescândalo para fazê-la descobrir sua mulher interior? (E ela quer sair!). Dica da Mama: abra o olho, bee, porque essa Coca é Fanta, e a pinga com mel é licor de amarula. Não se deixe enganar – e dedique a essas abusadas o merecido desdém.

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