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Mostrando postagens de 2013

Dilma: desgraça para gays

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Dilma: a pior desgraça para os LGBTs
por João Marinho
Quando estive na audiência pública do Senado, em 2007 (uma das vááárias que o projeto já teve: me pergunto por que ainda precisa de MAIS!), que discutia o PLC, vi Ideli Salvatti fazendo um apelo emocionado a favor do PLC 122, quase que com lágrimas nos olhos. Dizia ela que, se o projeto merecesse reparos, que fossem feitos, mas que não se deixasse de aprová-lo, dada a sua importância contra a violência, que vitima tantas famílias.

Seis anos depois, agora assisto à mesma Ideli atendendo ao pedido do Planalto para que adiem o PLC até as eleições de 2014, mostrando novamente como o governo petista e de Dilma Rousseff está de joelhos, desde já, frente ao fundamentalismo – e que papelão da Ideli! Eu pediria para sair, se agir significasse ir contra valores morais que eu mesmo preguei e condenar toda uma população a permanecer à margem do direito positivo, deixando de gozar um direito que seus algozes, os evangélicos, já possuem…

Dia de Finados

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Velas

por João Marinho
VELAS

Embora eu acredite que muitos de vocês não saibam, nunca foi segredo para ninguém que eu sou um “filho da igreja”, no sentido mais próprio do termo. Fui literalmente criado na Igreja Batista, denominação de que nunca saí até deixar o cristianismo – ainda que tenha transitado em dois segmentos internos, o da Convenção e o da Batista Bíblica –, e cedo me converti, aos 12 anos de idade; e me batizei aos 14.

Com isso, me irmanei ao restante da minha família nuclear: minha mãe e minhas duas irmãs, também evangélicas... Ou protestantes, termo que considero mais simpático para as denominações históricas.

Minha família, porém, sempre teve a singular diferença do meu pai, católico. “Sui generis”, é verdade... Não praticante, daqueles que reclamam do papa, criticam o cristianismo e a Bíblia, veem as diferentes igrejas de uma perspectiva não raro negativa e dificilmente entram em uma, a não ser em casamentos e batismos... E uma ou outra vez para ver eu e minhas irmãs …

Homem feminista? Repensando

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O Deus Forseti, movimento de homens e a imagem da igualdade como meta



por João Marinho


Por muitos anos, eu me considerei um homem feminista, como até já postei várias vezes aqui e em textos meus.

Afinal, sempre fui a favor da igualdade de condições entre homens e mulheres – desde criança, como minhas irmãs podem atestar.

No entanto, tenho repensado essa classificação.

Na semana passada, tivemos eu e meu amigo, Ricardo, uma experiência péssima com mulheres feministas na discussão sobre os vagões exclusivos para mulheres que querem os políticos implantar no metrô de São Paulo.

Tratava-se de um evento das feministas contra a implantação, e, embora eu concordasse com isso desde o começo, e o Ricardo, posteriormente, logo fomos acusados de coisas nada agradáveis.

Ricardo, verdade seja dita, é muito mais feminista que eu. Embora, a princípio, discordasse das mulheres do manifesto contra a implantação dos vagões, sempre escreveu a partir de uma visão feminista e do direito e bem-estar …

Mamãe já sabe...

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Encontrei o texto abaixo no meu antigo blog, o Herege
Tem a data exata em que contei para minha mãe que era gay: 9 de janeiro de 2003. Nossa, já faz mais de 10 anos?

Percebam as reações dela. Preciso mencionar que, às vezes, subestimamos nossos pais.

Ao longo do tempo, mesmo evangélica, minha mãe evoluiu, chegando a me consolar quando fiquei solteiro em 2010.

No meu último aniversário, de 22/08/2013, me deu um de meus melhores presentes, ao dizer que não queria que eu fosse em nada diferente do que sou.

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Mamãe já sabe por João Marinho

A mensagem abaixo foi escrita para a lista GospelGLTTB, mas, mesmo para quem não tem a mesma tradição religiosa (e os textos e referências serão inócuos), vale a pena ler, para saber quais "revoluções" andam acontecendo na minha vida...

"Então disse Sarai a Abrão: Meu agravo seja sobre ti; minha serva pus eu em teu regaço; vendo ela agora que concebeu, sou menosprezada aos seus olhos; o Senhor julgue entre mim e ti. E disse Abrã…

Cuba e a medicina da discórdia

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Cubanos
por João Marinho
A notícia da semana é a chegada dos médicos estrangeiros ao Brasil, atendendo ao programa Mais Médicos, do governo federal, e a um convênio com Cuba – e as vaias com que foram recepcionados em Fortaleza/CE. Como não podia deixar de ser, resolvi também dar meu pitaco.

De cara, eu digo que o maior problema nessa discussão toda é que todos têm razão em um ponto – e o problema é que, por causa disso, advogam em causa própria, com fortes cores ideológicas, sem admitir os erros de sua posição ou as deficiências do quadro completo.

Para isso, é preciso considerar alguns “falsos argumentos” que tenho visto por aí.

1. O problema do SUS não será resolvido com mais médicos, se faltam condições de trabalho mínimas.

Este é o argumento preferido da oposição ao programa e ao convênio, e há razão. Não é preciso ir longe para perceber a carência de que sofre o Sistema Único de Saúde: nas periferias das grandes cidades, como São Paulo, faltam equipamentos, faltam remé…

22 de agosto de 2013

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Celebração da vida


por João Marinho


... E aconteceu ontem. Exatamente às 6h30 da manhã, horário em que meu despertador costuma tocar me chamando para um novo dia de trabalho – malhação – estudar inglês (o que não tenho feito) – ver séries (o que tenho pouco feito) – ler livros – arrumar a casa – etc., etc., etc., eu fiz 35 anos de vida.

Tem um significado especial por ser uma comemoração “redonda”. Sabem como é: a gente “marca” as coisas de 5 em 5 ou de 10 em 10, de 20 em 20 e por aí vai...

Então, agora, aos 35 anos completos, estou exatamente na metade da terceira década de vida, lutando contra pelos brancos (até no peito, rsrsr), cabelos rareando e um pouco menos disposto do que quando eu tinha 25... Ou 15. Ah, sim, e cuidando mais da saúde por necessidade e também por esperar me tornar uma “maricona” apresentável daqui a mais alguns anos, hehehe.

Baladas que duram a noite toda? Passar noites em claro “freelando”, estudando e ter o pique para trabalhar e fazer hora extr…

Juntos, somos mais fortes

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... E, então, eu ajudei uma trans por João Marinho
 Aconteceu há alguns dias. Dezoito, para ser mais exato.

Eu estava postando um de meus artigos na comunidade LGBT Brasil, no Facebook, quando li um pedido de socorro. J., uma mulher bi do litoral paulista, procurou a comunidade para ajudar C., uma trans que sofria agressão severa por parte de sua "família" no interior de São Paulo. O motivo? Unicamente, ser trans. Coloco, inclusive, família entre aspas porque não acredito que a expressão se coadune com quem tem o mesmo sangue e faz esse tipo de coisa.

A situação era tão séria que C., segundo J., corria até mesmo risco de morte. Muitos se mobilizaram na comunidade, a maior parte com informações indicando o que C. podia fazer do ponto de vista legal, a começar com o registro de Boletim de Ocorrência.

No entanto, sabemos que as coisas não são tão simples assim. Evidentemente, buscar o poder público é importante e necessário, mas, quando a vítima se encontra em situaçã…

Felix, um personagem da ficção das 21h00

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A militância sempre exagera com as questões LGBTs e a exposição nas teledramaturgias. Eu fico a pensar que muitos gays acham que a vida deles, em família, tomará uma guinada de 180 graus uma vez que seus pais virem um beijo gay em uma novela da Globo, ou como aquele moço (bom moço) sofreu com a morte de seu namorado, tentando levar uma vida totalmente digna, dentro da “normalidade”, da moral cristã e seus costumes “nobres”, ainda que seja gay. Seria isso um lobby gay ou um lobby heteronormativo? Deixo essa para  outra oportunidade.

É, sem embargo, a coisa mais estúpida e contraproducente que eu já vivenciei por aqui e, pelo jeito, não está longe de ter um fim... Essa ingenuidade  intelectual só se explica pela sofreguidão da vontade em fazer as coisas acontecer, mas que na verdade enterra uma gama de assuntos mais imperiosos e pontuais que deveríamos lutar e defender.  Por exemplo, é muito mais fácil, e muito mais eficaz, que sua família veja você protagonizando um beijo gay do que …

Estratégia católica?

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Francisco e os gays por João Marinho
De verdade, penso que nós, LGBTs, devemos ter cuidado com Jorge Mario Bergoglio, atualmente conhecido como papa Francisco. Tenho visto muitos empolgados com suas declarações recentes, de que gays não devem ser marginalizados, e até dizendo que ele “defendeu nossos direitos”.

Na verdade, não defendeu, não.

Na continuação da entrevista, ao falar sobre o “lobby gay” no Vaticano, ele declarou que o problema não era a orientação sexual, mas o “lobby” envolvendo a orientação – e que o problema estava em qualquer “lobby”.

É uma declaração dúbia, que tanto pode ser entendida como uma crítica direta aos bastidores nem sempre limpos da política e do alto escalão vaticano – quanto, mais perigosamente, pode ser entendida como uma “condenação generalista”, de que qualquer “lobby gay” é algo a ser visto com desconfiança.

O problema é que, no Ocidente, a maioria dos países vive em regimes democráticos. A união de grupos em torno de interesses comuns …

Porque investem as prefeituras em eventos gays?

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Pink money com autoestima
Sim, gays têm dinheiro, mas pode não ser tanto assim – e, principalmente, não deve ser para todo mundo!
por João Marinho
Dois milhões e duzentos mil reais. Informados por seu diretor executivo, Nelson Matias, em uma reportagem publicada no portal iG e assinada por Pedro Carvalho, os custos da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, cuja 17ª edição foi realizada em 2 de junho de 2013, impressionam – e se tornaram fonte de crítica por parte de setores conservadores e religiosos tradicionalmente avessos a eventos com foco no público de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Isso porque, do total de R$ 2,2 milhões, a Prefeitura de São Paulo bancou, ainda segundo a reportagem, R$ 1,6 milhão. Foi o que bastou para que religiosos e conservadores reclamassem, em sites da imprensa, evangélicos e afins, da “conta absurda” a ser paga por dinheiro público, que deveria ser usado para o bem de todos – e não de uma “minoria”.
Lucro alto A Parada de São Paulo, como …
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