sexta-feira, dezembro 24, 2010

O Deus da Inclusão se fez Gente e entre nós habitou!

Mensagem de Natal para os leitores e leitoras do Blog Gospel LGBT

Rev. Márcio Retamero*

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“Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram magos do Oriente a Jerusalém.” Mt 2.1

“Havia, naquela mesma região, pastores que viviam nos campos e guardavam o seu rebanho durante as vigílias da noite. E um anjo do Senhor desceu aonde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles...” Lc 2.8-9

Nos dois versículos acima destacados, encontramos as marcas da inclusão em dois dos Evangelhos Sinóticos: Mateus e Lucas. Ambos constroem teologicamente seus relatos do nascimento de Jesus de maneiras distintas, contudo, ambos imprimem a marca da inclusão em ambos os relatos: Mateus na figura dos magos do Oriente e Lucas na figura dos pastores de ovelhas.

Sim, segundo os evangelistas Mateus e Lucas, os primeiros olhos, depois dos pais do Menino, a serem postos sobre Ele, foram olhos de seres humanos excluídos pela religião!

Sabemos hoje em dia, através dos estudos bíblicos que priorizam a abordagem histórico-crítico das Escrituras, que ambos evangelistas incluem dados mitológicos na narrativa do nascimento de Jesus. Contudo, tais dados visam nos ensinar algo profundo, conforme veremos.

A presença dos magos na narrativa de Mateus nos aponta que pessoas de uma religião diferente, que chamavam Deus por outro nome, nascidas em outra geografia, bem longe de ser “sagrada”, e produtos de um meio cultural totalmente diferente do palestino, tiveram a felicidade de contemplarem o Verbo Encarnado, presenteando-O com ouro, incenso e mirra, presentes ofertados aos príncipes.

Diferente dos religiosos judeus, que tudo entendiam de “bíblia” e “teologia”, os magos do Oriente liam nas estrelas, faziam uso da astrologia, para conhecer os sinais sagrados. Tais magos que não adoravam o Deus de Israel, jamais poderiam pisar no Templo de Jerusalém, para adorarem o mesmo Deus, senão num pátio destinado aos estrangeiros, bem longe do Santo dos santos. Neste pátio uma inscrição avisava: se ultrapassarem este espaço, serão mortos. Portanto, os magos do Oriente eram excluídos pela religião do “único Deus”.

Os pastores da narrativa de Lucas não são diferentes em matéria de exclusão dos magos da narrativa de Mateus. Pastores era a escória de sua sociedade, eram considerados pessoas não confiáveis, sem caráter, ladrões em potencial; pessoas não afeitas à religião, cuja palavra não valia no tribunal do Sinédrio, o tribunal oficial dos judeus.

Na construção teológica dos evangelistas, os magos e os pastores representam, desde o início da Encarnação do Verbo, as pessoas para as quais este mesmo Verbo se encarnou. É óbvio que Jesus veio para todos e todas, contudo, seus discursos e ações, como dizem os teólogos da libertação, demonstram sua “opção preferencial” pelos marginalizados e excluídos, os rejeitados, os párias, os sem voz e vez.

Os teólogos e religiosos tentaram enganar os pastores, ajudando Herodes no plano diabólico de matar o “rei dos judeus”, o Messias. Os religiosos e os teólogos não estavam segundo Lucas, na cena da Natividade do Senhor; estavam em outros lugares, fazendo o que sempre fizeram: afirmando coisas e corroborando outras que Deus jamais afirmaria, nem corroboraria!

No Natal, religiosos e teólogos não tiveram lugar ao lado da manjedoura, somente os excluídos pela religião e pela lei judaica tiveram lugar junto a José e Maria com o Menino.

Os emissários de Deus, os anjos, anunciam aos excluídos a Boa Notícia: paz na terra aos homens de boa vontade, pois vos nasceu, na cidade de Davi, o Cristo, o Senhor, o Salvador! São os excluídos o alvo e, ao mesmo tempo, os portadores da Boa Notícia do nascimento daquele que “derruba dos tronos os poderosos, despede de mãos vazias os ricos e rejeita os que, no coração, maquinam maldades e trazem a soberba”.

Tal como ontem, hoje, o Natal continua sendo motivo de alegria e júbilo para os párias, os excluídos e marginalizados pela lei e pela religião. O Natal é o anúncio de um novo amanhecer, de um novo tempo, de um novo sentido para a vida dos que vivem à margem, longe so status quo e da norma.

O Natal é nosso, povo LGBT, pois somos nós os excluídos, os marginalizados, os párias, os sem voz e sem vez, bem como todos os outros sem voz e sem vez da nossa sociedade!

Rejeitados pela religião, condenados pelos teólogos e pastores, pelas doutrinas eclesiásticas; relegados à margem da lei, “meio cidadãos”, portanto, não cidadãos, excluídos dos templos, obrigados a vivermos à margem, no portão, nós somos hoje, os pastores e os magos de antanho!

Precisamos nos apropriar e nos empoderar desta história de salvação narrada pelos evangelistas Mateus e Lucas. Jesus veio para eu e você e para todos e todas que, de alguma maneira, são postos pelos bem postos como a escória da nossa sociedade!

Jesus veio para nós, falou para nós, ensinou a nós, morreu e ressuscitou por nós! Jesus veio nos ensinar um caminho novo, nos dar um novo rumo e uma vida em abundância jamais vivida por nós. Não precisamos – jamais! – da autorização, da aceitação dos religiosos, teólogos e pastores da religião! Deixemos para eles o papel que na época do nascimento do Salvador coube aos seus antecessores, pois este papel cumprem com maestria: usar da religião para servir ao poder e ao dinheiro.

Jesus rejeitou, enquanto aqui caminhou os religiosos; andou, comeu e viveu com os rejeitados. Optou claramente. O convite dele continua de pé: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.” Ap 3.20

Seja o teu coração gay a manjedoura do Menino Jesus neste Natal! Ele veio por você e por mim e para todos e todas que são excluídos pela religião que mata e faz matar. O deus da religião está morto! Viva o Deus da Inclusão, que se encarnou em Jesus Cristo, marginal que viveu entre marginais, o Sol da Justiça que trouxe salvação e libertação ao povo excluído e rejeitado em suas asas!

Feliz Natal e um ano novo repleto de alegrias, saúde, paz e amor!

Deus nos abençoe abundantemente!

* Rev. Márcio Retamero, 36 anos, é teólogo e historiador, mestre em História Moderna pela UFF/Niterói. É pastor da Comunidade Betel/ICM RJ e da Igreja Presbiteriana da Praia de Botafogo. É autor de "O Banquete dos Excluídos" e "Pode a Bíblia Incluir?", ambos publicados pela Editora Metanoia. E-mail: marcio.retamero@gmail.com.

quinta-feira, dezembro 23, 2010

Garota é agredida depois de beijar amiga em São Paulo

untitled Agência Estado

Publicação: 23/12/2010 09:22 Atualização:

Mais uma agressão por intolerância foi registrada na madrugada de ontem na região da Avenida Paulista. A analista de comércio exterior L.D.B., de 25 anos, foi empurrada e levou socos no rosto por causa de um beijo. É o quarto ataque desde 14 de novembro.

A analista estava com dois amigos, à 1 hora, em uma lanchonete na altura do número 900 da Rua Augusta quando viu uma garota que já conhecia. "Ela atravessou a rua para falar comigo e a gente se beijou", relata. No mesmo instante, um grupo com cerca de oito pessoas estava descendo a rua. "Eram duas meninas que podiam ser facilmente confundidas com homossexuais. O grupo todo parecia no mínimo gay friendly", conta L. "Mas as meninas começaram a dizer: 'Que nojo! Tenho nojo de lésbica!', e se afastaram."

A garota se foi e L. continuou na lanchonete. De acordo com ela, o grupo voltou, parou a cerca de meio quarteirão e as jovens começaram a falar alto, fazendo provocações. "Não sei que tipo de gente é esse. Tem de morrer. Tem de criar vergonha na cara", diziam, ainda segundo relato da vítima, que foi tirar satisfação.

"Quando perguntei qual era o problema, uma delas me empurrou e a outra me segurou. Aí elas me deram socos. Estou com um ferimento na testa do lado direito, meu olho esquerdo está roxo e minha boca também está machucada", enumera L.

Até a noite de ontem, a vítima não havia registrado queixa. "É necessário fazer boletim de ocorrência. Todas as pessoas que sofrem agressão devem procurar a Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância), que investiga os crimes de intolerância e está tentando identificar esses agressores", explica Adriana Galvão, presidente do Comitê sobre a Diversidade Sexual e Combate à Homofobia da Ordem dos Advogados do Brasil - regional São Paulo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugura hoje o Disque Direitos Humanos que, entre outras funções, atenderá homossexuais.

Dia 26, Culto de Natal na Betel, às 19hs

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A Abordagem Parcial e Desonesta do Programa da Rede Globo “O Sagrado” sobre a Homossexualidade

 

Rev. Márcio Retamero*

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O cristianismo não nasceu com Jesus Cristo. A Igreja nasceu no dia de Pentecostes, em Jerusalém, conforme narra São Lucas no livro de sua autoria, conhecido como Atos dos Apóstolos, logo no segundo capítulo.

Bem cedo a Igreja Cristã se envolveu em divergências étnicas e culturais e é o mesmo S. Lucas que nos informa sobre isto, no mesmo livro, no capítulo 6, quando narra o problema que estava acontecendo entre as viúvas de origem judia e as viúvas de origem grega, portanto, pagã, na distribuição caritativa de alimentos, feita pela Igreja de Jerusalém. Foi para solucionar este problema que a Igreja institui o diaconato.

O mesmo S. Lucas nos informa que foi em Antioquia, na Síria, portanto, em território não judaico, pagão, que os membros da Igreja Cristã foram chamados, pela primeira vez, cristãos (At 11.26). No capítulo 15 do livro Atos dos Apóstolos, S. Lucas, não pela primeira vez no seu texto quase “jornalístico”, narra uma das divisões da Igreja Cristã infante, talvez a divisão mais importante, o problema maior, relacionado à questão da circuncisão dos gentios (pagãos). Conta o nosso autor que o primeiro concílio da Igreja debateu a questão, chegando a um consenso: os pagãos não necessitavam passar pela circuncisão, mas deveriam observar o regime de alimentos e costumes na área sexual que os judeus já observavam.

O Apóstolo Paulo, o maior missionário da Igreja infante, o que mais plantou Igrejas no Mundo Antigo e espalhou o cristianismo até a Europa, contradiz as informações apaziguadas de S. Lucas, em sua Carta aos Gálatas, que também faz parte do Novo/ Segundo Testamento.

Nesta Carta, Paulo não economiza adjetivos pejorativos e crítica ferozes aos chamados cristãos judaizantes, que atazanavam a vida dos cristãos pagãos, dizendo que, se esses não passassem pela circuncisão, não poderiam ser considerados cristãos e que a salvação deles era uma mentira. A Carta aos Gálatas não é a única que o Apóstolo dos Gentios aponta essa grande divisão na Igreja infante, outros textos de sua autoria, abordam o tema, sempre de maneira contundente, advogando a causa da liberdade dos cristãos pagãos em relação à circuncisão, uma prática do judaísmo.

Conforme a Igreja Cristã foi se espalhando pelo Oriente e Ocidente, aqui e acolá, surgiram diferenças profundas entre as igrejas locais, suas liturgias, doutrinas, interpretações bíblicas e, até mesmo, no cânon bíblico usado por essas comunidades distantes umas das outras. Ou seja, a Igreja Cristã jamais foi um bloco monolítico, uma só voz em pensamento e em opiniões acerca de muitas coisas, a começar, pela Teologia.

Mesmo a Igreja Católica Apostólica Romana, que tem no Sumo Pontífice o sucessor de Pedro e que se gaba de ser “una”, conhece partidos e divisões, opiniões distintas e variadas teologias.

A babel se instala quando se trata da Igreja Cristã Evangélica. Presbiterianos, Metodistas, Anglicanos e Luteranos são pedobatistas, ou seja, admitem o batismo de crianças. Já os pentecostais, neopentecostais e a Igreja Batista não admitem o batismo infantil e isso é só um, dos inúmeros exemplos que posso aqui elencar, das diferenças profundas entre as igrejas cristãs tais como as conhecemos hoje.

Por tudo acima exposto, causou-me indignação a abordagem do programa da Rede Globo de Televisão, chamado “O Sagrado”, sobre a homossexualidade, transmitido no dia 22 de dezembro último. Não é a primeira vez que o programa aborda a questão, inclusive, comentei anteriormente tal abordagem que você pode ler aqui: (http://acapa.virgula.uol.com.br/site/noticia.asp?codigo=9862). A diferença daquele programa e sua abordagem, para este que agora comento, é que o primeiro abordava a questão segundo a religião islâmica e o assunto principal não era a homossexualidade em si, mas as famílias homoparentais.

O grande problema desta abordagem, agora por mim comentada, do programa “O Sagrado” sobre a homossexualidade, é a parcialidade deste, a desonestidade intelectual e a informação equivocada. Explico-me:

O programa em questão apresenta o Pastor Israel Belo de Azevedo, da Igreja Batista de Itacuruçá, no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro, como o comentador da questão desde uma abordagem evangélica sobre o assunto. O Pr. Israel é taxativo quando afirma que os evangélicos escolhem a Bíblia como regra de fé e conduta de vida e que esta proíbe a prática homossexual. Para o telespectador, então, ao terminar o programa, fica entendido que toda a igreja evangélica e que todos os evangélicos condenam a prática da homossexualidade.

Acontece que isso não é verdade!

Conforme exposto no início deste artigo, a questão homossexualidade e sua prática é entendida de maneiras diferentes pelas diferentes igrejas evangélicas, que, longe de ser um bloco monolítico acerca de crenças e costumes, encontra-se dividida, não apenas em relação à homossexualidade e sua prática, bem como acerca de outras questões sérias, inclusive.

No contexto atual, podemos dividir as igrejas cristãs, de maneira geral, em fundamentalistas não inclusivas e liberais inclusivas. Na prática, isso significa: igrejas que lêem seletivamente ao pé da letra a Bíblia e igrejas que lêem a Bíblia criticamente. As primeiras não aceitam a homossexualidade e até mesmo exclui os integrantes homossexuais de seus quadros. A segunda não somente aceita homossexuais e a prática da homossexualidade, bem como oficializam uniões homoafetivas (nem todas) e ordenam ao ministério pastoral pessoas homoafetivas (nem todas).

Nos EUA e Europa, os Anglicanos, Reformados (presbiterianos), Luteranos e um ramo da Igreja Metodista já adotam o método histórico-crítico de análise das Escrituras e chegaram a conclusão de que a Bíblia não condena a homossexualidade e sua prática e abriram suas portas e seus ministérios às pessoas homossexuais.

A Igreja Episcopal Anglicana nos EUA já possui bispos homossexuais e na Europa já têm pastores e pastoras gays. Os Luteranos, tanto nos EUA quanto na Europa, já tem pastores e pastoras homossexuais, inclusive, bispos que tem autorização da Igreja para residirem com seus respectivos cônjuges nas casas paroquiais.

Alas liberais das Igrejas Reformadas e da Igreja Metodista já avançam para a plena aceitação da homossexualidade em suas agremiações e, desde 1968, o mundo ganhou a primeira igreja evangélica radicalmente inclusiva (aberta aos LGBTs), a Igreja da Comunidade Metropolitana, fundada na Califórnia, na cidade de Los Angeles e atualmente presente em mais de trinta nações da terra, inclusive no Brasil.

No Brasil, a Igreja da Comunidade Metropolitana foi a primeira igreja abertamente inclusiva a se estabelecer e em breve comemorará sua primeira década em solo brasileiro. No rastro dessa, outras igrejas inclusivas nasceram, notadamente de cunho pentecostal, como a Comunidade Cristã Nova Esperança e a Igreja Cristã Contemporânea, dentre outras.

Portanto, a questão da condenação da homossexualidade, entre cristãos, no Brasil, não é uníssona, embora seja, infelizmente, majoritária.

Acontece que um programa de televisão, cuja concessão é pública e que tem função social, deveria informar ao telespectador não apenas uma abordagem, como se única fosse, acerca da homossexualidade, mas todas as abordagens, principalmente a abordagem inclusiva, pois basta as pregações nos programas evangélicos que condenam a homossexualidade, logo, as pessoas homossexuais (mesmo fazendo a tal hipócrita afirmação que amam os homossexuais). As pessoas homossexuais do Brasil não precisam que mais um canal na TV aberta que espalha a homofobia religiosa, já basta os canais evangélicos e os púlpitos das igrejas fundamentalistas que já realizam um “ótimo” trabalho neste sentido.

Concluo que a Rede Globo de Televisão, no programa O Sagrado, não apenas corrobora a homofobia religiosa como a espalha, fomentando a homofobia, filha do fundamentalismo religioso, que se concretiza no sofrimento de milhares de pessoas homossexuais do nosso país: nas escolas, nas famílias, nas igrejas, no trabalho etc. A Rede Globo de Televisão, quando se nega a trazer informação completa aos seus telespectadores sobre a visão religiosa cristã sobre a homossexualidade, contribui para o aumento da homofobia social em nosso país.

Segundo estatísticas colhidas pelo Grupo Gay da Bahia, que pesquisa seriamente o número de assassinatos de homossexuais no Brasil, já contamos, em 2010, o espantoso número de 250 homicídios de homossexuais. Tal número espantoso, “congratula” nosso país como o mais homofóbico do mundo, bem à frente do Irã, que penaliza a homossexualidade com a morte.

A Rede Globo de Televisão com o programa “O Sagrado”, abordando a homossexualidade da maneira que abordou, suja suas mãos no sangue dos homossexuais derramado em nossas terras. Sugiro aos meus leitores que enviem protestos à Rede Globo, informando-a de sua ignorância em relação ao assunto, pedindo, inclusive, que abandonem a má prática de se referir à homossexualidade nos seus programas jornalísticos como homossexualismo.

Nós não podemos nos calar, sob a pena de nos tornarmos cúmplices no sangue de nossos irmãos e irmãs, vítimas da homofobia que nasce da religião que exclui. Jesus Cristo, que sempre escolheu os excluídos e marginalizados, certamente está conosco! Mãos à obra, povo LGBT!

*Márcio Retamero, 35 anos, é teólogo e historiador, mestre em História Moderna pela UFF/Niterói, RJ. É pastor da Comunidade Betel do Rio de Janeiro - uma Igreja Protestante Reformada e Inclusiva - desde o ano de 2006. É, também, militante pela inclusão LGBT na Igreja Cristã e pelos Direitos Humanos. Conferencista sobre Teologia, Reforma Protestante, Inquisição, Igreja Inclusiva e Homofobia Cristã e colunista do Gospel LGBT.

terça-feira, dezembro 21, 2010

CQC exibe reportagem sobre homofobia

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Foi ao ar, ontem, na Band, o programa CQC (Custe o Que Custar)com a matéria em pauta: HOMOFOBIA, e de uma forma muito descontraída o tema foi abordado, trazendo conscientização ao público, em sua maioria, jovens e adolescentes sobre o respeito às diferenças e ao próximo. No ponto alto da reportagem, feita pelo repórter Rafael Cortez, está a distribuição de selinhos ‘gays’ que o apresentador deu no beijaço que houve em São Paulo.

Como formadores de opinião que são, considero satisfatória a performance e abordagem do tema pelo programa, e válida, de forma extraordinária, a conduta de Rafael Cortez frente sua pauta, mostrando de forma natural que um selinho em um outro homem não faz ninguém mais macho ou fêmea, aliás isso só incomoda quem não tem segurança ou certeza de sua sexualidade, e deseja castigá-la, por se menosprezar, nos outros que não se menosprezam.

Vale conferir o vídeo com o documentário do CQC abaixo:

domingo, dezembro 19, 2010

BH e seus vitrais

BH guarda vitrais que impressionam pela beleza e apuro técnico

Oriundas da pioneira Casa Conrado, obras de "catecismo visual" seduzem pelo místico encantamento


Walter Sebastião - EM Cultura

Vitral da igreja Nossa Senhora do Carmo- bairro Sion, obra da Casa Conrado

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Cansado da guerra e do espírito bélico alemão, Conrado Sorgenicht (1835-1901) procurava um lugar de clima quente para se livrar das dores do reumatismo. Em 1875, ele chegou ao Brasil, aos 39 anos. Trazia a mulher e os quatro filhos. Sem conseguir trabalho, ficou algum tempo em Cananeia, litoral paulista, até se mudar para São Paulo, onde instalou pequena oficina de pintura decorativa de residências.
Oriundo de uma região de vitralistas, Conrado percebeu a ausência de vitrais no país. Decidiu investir neles: em 1889, inaugurou a Casa Conrado. Sorgenicht nem era artista, fazia vitrais a partir de técnicas que vira em igrejas góticas, seguindo os desenhos de artistas convidados.

Assim começou a história do vitral feito no Brasil. A empreitada do patriarca Sorgenicht teve continuidade com o filho caçula, Conrado Sorgenicht Filho (1869-1935), e o neto Conrado Adalberto Sorgenicht (1902-1994). O primeiro assumiu o ateliê-oficina depois da morte do pai e aprofundou o padrão de excelência, aclamado ainda hoje. O outro cuidou de difundir a respeitada marca pelo país. Vêm da grife Conrado dezenas de conjuntos vitrais que se destacam pela qualidade técnica e artística. Até hoje podem ser admirados em várias cidades brasileiras.

Duvida? São de lá três monumentais patrimônios de Belo Horizonte: os vitrais das igrejas do Carmo, no Bairro Sion; São Francisco de Chagas, no Carlos Prates; e do Santuário São Judas Tadeu, no Bairro da Graça. “Pinturas de luz”, define Regina Lara Silveira Mello, professora de desenho industrial da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Mackenzie, em São Paulo, neta de Conrado Aldaberto Sorgenicht e autora da pesquisa, ainda inédita, Casa Conrado:100 anos do vitral brasileiro, primeira obra sobre o tema.

A marca do ateliê, explica ela, é a combinação harmoniosa de aspectos estéticos e técnicos. Chamam a atenção outras características: o trabalho com vidro, a delicadeza dos desenhos e a valorização da cor. A exuberância do colorido, observa ela, veio do encanto do fundador da Casa Conrado com a luminosidade tropical. Ele encontrou no Brasil a luz que não conhecia na Alemanha, como registrou num diário. “Ele passou esse sentimento nos vitrais”, enfatiza a pesquisadora.

As obras tiveram origem em parcerias da oficina com artistas, trabalhos a pedido deles e encomendas de instituições. A produção segue três linhas: vitrais sacros (maior e mais constante), para residências e para edifícios públicos. “É um trabalho pioneiro no Brasil, que formou a cultura do vitral”, explica Regina Mello. O avô era homem culto. Já idoso, subia nos andaimes das obras. O primeiro Conrado era homem extremamente católico, acreditava que o vitral favorece a oração – arte adequada a ambientes de introspecção e meditação. “Ele via esses trabalhos também como fonte de ensinamento religioso, uma espécie de catecismo”, completa.

A pesquisa, explica Regina Lara Silveira Mello, vem ao encontro do projeto de catalogação e fundamentação de pedidos de tombamento das produções da Casa Conrado. Devido à fragilidade do vidro, muito deve ter se perdido, mas ainda há considerável acervo. Isso, apesar da praga do vandalismo, reclama ela.

A especialista conta que obra importante de Conrado Filho, no Mercado Central de São Paulo, da década de 1920, teve de ser restaurada antes de ser inaugurada, como ironizava o próprio autor. Motivo: o local se tornou trincheira durante a Revolução de 1930, e os militares praticavam tiro ao alvo nos vitrais. Para Regina, só a educação patrimonial combaterá o problema.

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Vitral da igreja São Judas Tadeu, bairro da Graça

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Três grandes conjuntos de vitrais da Casa Conrado estão em Belo Horizonte: na Igreja São Francisco de Chagas, no Carlos Prates, de 1941; na Igreja Nossa Senhora do Carmo, no Sion (1958-1959), e no Santuário de São Judas Tadeu (1985-1992), no Bairro da Graça.

“Conrado Sorgenicht era praticamente o único no Brasil a trabalhar com a técnica medieval”, observa o cônego Pedro Terra Filho, responsável pela campanha que resultou na instalação de vitrais na Igreja São Judas Tadeu. Vinte e um foram instalados lá ao longo de sete anos. O primeiro foi o Divino Espírito Santo, da cúpula, “sinalizando a alma da Igreja, que é o povo unido”, explica.

“Desde a Idade Média, vitral é a Bíblia dos pobres e dos analfabetos, ensina religião por meio de imagens. Cores e figuras falam, têm vida, emocionam até o mais insensível. Criam dentro do templo a atmosfera mística que permite o contato com Deus. É muito diferente de parede nua e até de pinturas, que são opacas”, explica Terra.

Pesquisadores avisam: os vitrais são percebidos com admiração, mas merecem mais atenção do que recebem. “Muitas vezes, a visão é prejudicada por grades, projetos que não valorizam o trabalho e problemas trazidos pelo abandono”, observa Maria Regina Ramos, da Oficina de Restauro. Curtir a beleza do vitral não tem mistério. O essencial, explica ela, é observar o vitral “com a consciência de que não é fácil nem simples criar cenas com vidros”.

O vitral ganha luminosidades distintas dependendo do horário. Há quem garanta que o melhor é quando o sol bate, projetando cores no espaço. Belos vitrais, informa Maria Regina, podem ser vistos na Igreja São José, no Centro da capital. Estão lá os mais antigos da cidade, instalados por volta de 1910. “Não são temáticos, mas exemplos pungentes do gótico”, observa, lembrando que trabalhos mais antigos usam vidros lisos. Ela chama a atenção para os vitrais na Igreja Santa Edwiges (Bairro Bernardo Monteiro), que necessitam de restauro.

Outras belezas são encontradas no Museu de Artes e Ofícios, na sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, no Centro e no Colégio Arnaldinum, no Bairro Anchieta.

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Nando Reis revela: 'Desejo homens e mulheres'

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Em fase de divulgação do seu novo trabalho, "Bailão do ruivão", Nando Reis soltou o verbo em entrevista à "Billboard Brasil". O cantor, que está prestes a fazer 48 anos, falou sobre o sucesso que faz fora dos palcos mesmo não estando dentro dos padrões de beleza. "Sou ruivo, não sou bonito, não sou forte, faço uma música estranha, falo coisas estranhas... No entanto, sou cortejado por homens e mulheres, desejo homens e mulheres. E estou satisfeito por dizer: bicho, eu sou antipadrão e não tenho patrão", disse Nando.

Sem muitas pretensões, Nando ainda revelou que é um homem bem simples. "Não quero agradar a ninguém, não quero promover catarse, não quero ser símbolo, manter uma idolatria. Música, pra mim, é comunicação". Nando, que completa 12 anos de carreira solo, confessa ainda que não tem o hábito de ficar revendo seus trabalhos: "Eu nunca ouço meus discos. Gosto do que faço e sou capaz de ouvir, mas ouvir um disco feito é como se você gostasse de ficar vendo um retrato seu", comentou o cantor.

Fonte: G1

Evangélicos e gays: irreconciliáveis

Segundo Gabriel Chalita, evangélicos se preocupavam mais com casamento gay que católicos

O deputado federal eleito Gabriel Chalita (PSB-SP) declarou que grupos evangélicos estavam mais preocupados com o casamento gay que o grupo de católicos. Chamado para fazer a ponte de Dilma Rousseff com os religiosos, Chalita foi responsável pelo discurso de temas polêmicos da candidata eleita pelo PT, como o aborto.

Levando Dilma para conversar com bispos, Chalita diz que muitos bispos desarmavam os argumentos de outros bispos. O tema mais discutido entre os bispos era o aborto, liberdade religiosa e liberdade de imprensa. Já para a comunidade evangélica, o casamento gay era prioridade.

Fonte: Cena G
============= Comentário de Renato Hoffmann =============

As declarações do deputado Chalita nem precisavam ter sido vinculadas, proferidas, pois bastam os olhares ao cenário para compreendermos bem quem são os evangélicos; povinho medíocre e sórdido, numa escala de valores, eles conseguem ser o sinete e alcançar a plenitude.

O fundamentalismo radical domina a igreja evangélica, seja em que seguimento for. Isso se dá pelo fenômeno não ser produto de uma ideologia específica, mas ele acontece na identificação de determinados atos, que garantam um conforto idealizado, em detrimento de toda a realidade circundante. O primeiro nosso grupo, e depois os outros é guisa condutora de toda interpretação dessa horda primitiva de pulsões não amadurecidas, não humanizadas. Escrevo sobre isso no meu blog, numa postagem intitulada: A inumanidade do fundamentalismo.

Assim, nossas questões se tornam irreconciliáveis, não há diálogo, não há perspectivas , de fato, é hora de cobrarmos do Estado laico, que ele seja laico!

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Nossa Senhora dos Homossexuais

Artista cria Nossa Senhora dos Homossexuais para homenagear gays mortos

aparecida O artista italiano Raffaele Ciotola criou uma representação da mãe de Jesus que promete causar polêmica. Ele divulgou em seu site o retrato da Nossa Senhora dos Homossexuais, para homenagear gays mortos pelas forças de Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial.

Na pintura, Maria é retratada com um leve sorriso no rosto enquanto carrega o pequeno Jesus em uma das mãos e um globo terrestre na outra. De um lado a moldura da imagem traz símbolos do masculino, enquanto os do feminino ficam do lado oposto. Por trás do quadro está o triângulo rosa, usado pelos nazistas para designar homossexuais.

Estima-se que cerca de 54 mil homossexuais foram condenados pelo Terceiro Reich. Sete mil morreram em campos de concentração.

Fonte: Cena G

terça-feira, dezembro 14, 2010

A hipocrisia cristã e a estupidez dos gays

Acabei de receber um e-mail, encaminhado à lista Gospel LGBT, de outras listas de temática GAY, onde algumas pessoas se deleitavam nas falas do Pe. Fábio de Melo e da Pra. Ludmila, no programa do Faustão.

Eu não sei o que se passa, ao certo, mas, vindo de quem veio coisa boa não é! Obviamente, que tais discursos se afinam naquele velho jargão: “Deus ama o pecador, mas odeia o pecado”. “Nós amamos os homossexuais, mas somos contra suas práticas”! Então, partindo dessa premissa, eles poderiam falar coisas do tipo: “...as religiões têm como objetivo maior pregar o respeito ao outro, mesmo ele sendo diferente e que é horrível ver que muitos ‘santificam o crime’, dizendo que isso é feito em nome de Deus “(Pe. Fábio de Melo).

Ou ainda: “...acredito que devemos levantar a cada dia cientes do poder de melhorarmos a sociedade” (Ludmila Ferber).

É difícil, e depois de todos esses anos em listas de discussão, uma coisa ainda é notória: A INGENUIDADE DOS HOMOSSEXUAIS!

imagesCAQAD1C9 O respeito que Fábio de Melo alega ter nas religiões, respeito pelo outro, é o mesmo respeito que elas levantam como bandeira para declararem suas guerras santas. Aliás, o problema do religioso no Brasil é a IGNORÂNCIA, que nos cerca quando o assunto é história, no corte: HISTÓRIA DO CRISTIANISMO. Admira-me, por exemplo, o respeito do Vaticano pelos judeus, na Segunda Guerra Mundial. Ou o respeito dos próprios cristãos, uns para com os outros na guerra dos 30 anos.

Pe. Fábio usou do pó compacto para maquiar a realidade sórdida da Igreja Católica e seus interesses secretos. Por exemplo, quando o Vaticano se manifesta secretamente contra a Turquia na União Europeia: Os telegramas foram publicados no jornal britânico Guardian. Um deles diz que o papa Bento 16, quando cardeal, em 2004, fez lobby contra a entrada da Turquia (de maioria muçulmana) na União Europeia e tentou - sem sucesso - assegurar que a Constituição da EU fizesse referência às "raízes cristãs" da Europa.

Então, resta-me a pergunta: QUE RESPEITO É ESSE PE. FÁBIO?

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Já a Ludmila foi tão profunda quanto uma lata de 250ml fazia. Tipicamente o discurso de dizer muita coisa, sem nada dizer e, no final, recolhe-se o dízimo! Basta isso, para um bando de alienados, lucubrarem suas vãs expectativas , na fala da “mulher ungida” e terem alguma revelação, produto de uma mente fantástica e atormentada!

Agora, o que dói, é que no final, ainda teve LGBT para aplaudir!

Deus me livre.

segunda-feira, dezembro 13, 2010

http://renatohoffmann.blogspot.com

Galera,

é com muita satisfação que apresento a vocês meu novo blog: Renato HOFFMANN, continuarei escrevendo aqui no gospel LGBT, e no blog que leva meu nome postarei mais reflexões próprias, do meu cotidiano, sem necessariamente, ter o caráter de militância que temos aqui!

Estou apresentando o endereço a vocês, e caso desejem, vez ou outra, darem uma passadinha por lá, muito me honrarão!

Valeu! Beijão pra todos e

até o próximo post

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Mãe perde a guarda de filho gay

Adolescente assume ser gay, apanha e mãe perde a guarda


O adolescente M.E.S., 16 anos, foi agredido pelo padrasto, Sivaldo Bispo dos Santos, com socos e pontapés, em Catanduva, São Paulo, depois de revelar ser homossexual.

A mãe do adolescente, Aparecida Socorro Ozana, perdeu temporariamente a guarda do garoto por permitir que o filho fosse agredido. De acordo com o delegado, o garoto também levou socos no órgão genital. “A mãe deverá ser punida por não ter feito nada para defender o adolescente”.

Depois da agressão, M. foi recolhido pelo Conselho Tutelar e encaminhado a um abrigo, onde passou a noite. O adolescente vai morar com o pai, em Monte Alto. “O que eu quero é viver minha vida sem prejudicar ninguém. Tenho um companheiro que me faz feliz”, disse o adolescente.

De acordo o grupo Reveja, que trabalha com ações de direitos civis de homossexuais em Catanduva, dois gays que moravam na cidade se suicidaram neste ano por causa de rejeição da família.
A psicóloga Mara Lúcia Madureira afirma que a discriminação  pode trazer graves consequências, principalmente por se tratar de um adolescente.

Esse garoto poderá desenvolver problemas de relacionamento social. Ele pode se tornar uma pessoa agressiva e introspectiva. O adolescente vai precisar de um suporte social”, afirmou a psicóloga.

Fonte CENA G

Gay sobrevive a teto da Renascer

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Hilário o vídeo, muito boa a sacada do ator Thiago Chagas, e o texto muito bem elaborado, prende a atenção do início ao fim, e faz uma crítica com o cenário evangélico brasileiro. Assista ao vídeo, pois vale a risada!

sábado, dezembro 11, 2010

Globo censura beijo gay em Clandestinos

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Na última quinta-feira, a Rede Globo de televisão, emissora de maior audiência no Brasil, censurou o beijo gay entre os protagonistas da serie Clandestinos , o sonho começou. A emissora se manteve recorrente em interferir no script dos autores, como no passado nas novelas America e Duas Caras e cortar, aquilo que seria, o primeiro beijo gay exibido numa emissora de audiência maciça no Brasil. Veja o vídeo que deveria ir ao ar e não foi:

 

Tal fato gerou a seguinte manifestação da ALGBT:

Ofício PR 353/2010 (TR/dh)                                                              Curitiba, 10 de dezembro de 2010

Ao: Sr. Octávio Florisbal

Diretor-Geral da Rede Globo

Rua Von Martius, 22

Jardim Botânico

Rio de Janeiro-RJ

22460-040

Prezado Senhor,

Assunto: Revendo conceitos: o “beijo gay” em novelas e outros programas da Rede Globo

A ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – é uma entidade de abrangência nacional que congrega 237 organizações congêneres e tem como objetivo a defesa e promoção da cidadania desses segmentos da população. A ABGLT também é atuante internacionalmente e tem status consultivo junto ao Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas.

Vimos acompanhando com interesse, desde a fundação da ABGLT em 1995, a evolução da abordagem da temática da homossexualidade nas novelas e outros programas produzidos e veiculados pela Rede Globo, tendo inclusive nos manifestado diversas vezes junto aos(às) senhores(as) a este respeito. Exemplos disso são a novela América (2005) e a novela Duas Caras (2008), quando nos manifestamos em relação à possibilidade da veiculação de cenas de um “beijo gay”, que nos dois casos acabaram por não ser transmitidas.

Novamente, surgiu nas últimas semanas a polêmica sobre a possibilidade do “beijo gay”, desta vez na série Clandestinos – O sonho começou, que também não foi ao ar, embora esteja disponível na internet: http://www.youtube.com/watch?v=_n115TFUQB8

Tem sido divulgado nos meios de comunicação que o motivo que leva – repetidamente – à não transmissão de tais cenas seria a Classificação Indicativa do Ministério da Justiça. Um exemplo disso é a declaração recente do autor Walcyr Carrasco, de que a classificação indicativa “não admite algumas coisas”, “inclusive o beijo gay” em novelas.

Informamos que a ABGLT teve a oportunidade de ser consultada em reunião promovida pela Secretaria Nacional de Justiça, em 19 de novembro, que teve como tema “discutindo a classificação indicativa: mídia e violência”. Na oportunidade, foi esclarecido pela Secretaria Nacional que a classificação indicativa não promove censura, apenas recomenda faixas etárias e, no caso da televisão, estabelece horários recomendados para determinadas faixas etárias. Ainda, foi nos esclarecido que um beijo entre pessoas do mesmo sexo é tratado pela classificação indicativa da mesma forma que um beijo entre heterossexuais, não podendo este órgão promover a discriminação em suas classificações indicativas.

Desta forma, reconhecemos o importante e valioso papel que a Rede Globo já vem cumprindo em relação à desmistificação da homossexualidade perante o público em geral, especialmente por meio de telejornais e novelas, embora haja exceções, notadamente alguns programas humorísticos que ridicularizam os homossexuais.

Assim sendo, vimos por meio deste solicitar mais uma vez, que a emissora agregue a este trabalho de sensibilização, a visibilização do afeto que pode existir entre duas pessoas do mesmo sexo, inclusive por meio da veiculação de cena de “beijo gay”, ou “beijo de lesbícas”, a exemplo do que já ocorre em outros países latinoamericanos, como a Argentina, o Chile e o México (links na folha a seguir).

A promoção do respeito à diversidade sexual, e a consequente redução do preconceito e da discriminação, se dá em parte pela desmistificação e pela educação em relação àquilo que foge ao padrão imaginário estabelecido. A Rede Globo pode desempenhar um papel ainda mais significativo neste processo.

Na expectativa de sermos atendidos, estamos à disposição para colaborar no que for possível e agradecemos pela atenção.

Cordialmente,

Toni Reis

Presidente

Ofício enviado por sedex em 13/12/2020: SK515380374BR

Links para cenas de “beijos gays” veiculados por outras emissoras latinoamericanas:

http://www.youtube.com/watch?v=k497ufS9PHo - BOTINERAS BESO GAY - CRISTIAN SANCHO Y EZEQUIEL CASTAÑO   -  Argentina

http://www.youtube.com/watch?v=YU8VcKMt1Ms  Mujeres  de  Lujo.-  Argentina

http://www.youtube.com/watch?v=N4ISFdQ8b5M - César Sepúlveda & Santiago Meneghello   Chile

http://www.youtube.com/watch?v=4SEpDYTC7AE Cristian Sancho & Ezequiel Castaño

http://www.youtube.com/watch?v=_baF4r_YkL8&feature=related Jaime Camil y Jose Ron - Los Exitoso perez 

http://www.youtube.com/watch?v=QnHKU6zzmks&feature=related -  México

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Arnaldo Jabor: Pit-lulus…

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Na noite de quinta-feira (09), o Jornal da Globo apresentou sua habitual sessão com o comentário do cineasta Arnaldo Jabor. Autor de obras-primas do cinema nacional, como as adaptações de Nelson Rodrigues "Toda Nudez Será Castigada" (73) e "O Casamento" (75) e atualmente em cartaz com "A Suprema Felicidade" (2010), Jabor escolheu um tema que está na ponta da língua: a homofobia.

O cineasta disparou, com incrível irreverência, lucidez e senso de realidade, uma saraivada de críticas contra os homofóbicos - sejam eles skinheads, pit boys ou meros playboys. Com suas palavras certeiras, Jabor arrasou com a moral dessa gente.

E foi além: psicologizou e desvendou a razão dos ataques homofóbicos.

"Vocês são bossais que atacam nos homossexuais a miséria sexual que vocês têm dentro", disse Jabor. "Solitários, desamados por homens e mulheres, vocês têm inveja da liberdade dos gays, da coragem que tiveram em assumir sua identidade sexual. Porque vocês não têm identidade alguma!", bradou Jabor.

Arnaldo Jabor é mais uma personalidade que tem a coragem e a dignidade de se manifestar contra a barbárie a que temos assistido nas recentes agressões contra gays em todo o Brasil. Além de um grande cineasta e artista relevante, mostra mais uma vez que é também um formador de opinião indispensável. Palmas, Jabor!


Assista ao vídeo completo a seguir:


 

Fonte: A Capa

Dr. Drauzio Varella:Violência contra homossexuais

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A homossexualidade é uma ilha cercada de ignorância por todos os lados. Nesse sentido, não existe aspecto do comportamento humano que se lhe compare.

Não há descrição de civilização alguma, de qualquer época, que não faça referência à existência de mulheres e homens homossexuais. Apesar dessa constatação, ainda hoje esse tipo de comportamento é chamado de antinatural.

Os que assim o julgam partem do princípio de que a natureza (ou Deus) criou órgãos sexuais para que os seres humanos procriassem; portanto, qualquer relacionamento que não envolva pênis e vagina vai contra ela (ou Ele).

Se partirmos de princípio tão frágil, como justificar a prática de sexo anal entre heterossexuais? E o sexo oral? E o beijo na boca? Deus não teria criado a boca para comer e a língua para articular palavras?

Se a homossexualidade fosse apenas perversão humana, não seria encontrada em outros animais. Desde o início do século 20, no entanto, ela tem sido descrita em grande variedade de espécies de invertebrados e em vertebrados, como répteis, pássaros e mamíferos.

Em virtualmente todas as espécies de pássaros, em alguma fase da vida, ocorrem interações homossexuais que envolvem contato genital, que, pelo menos entre os machos, ocasionalmente terminam em orgasmo e ejaculação.

Comportamento homossexual envolvendo fêmeas e machos foi documentado em pelo menos 71 espécies de mamíferos, incluindo ratos, camundongos, hamsters, cobaias, coelhos, porcos-espinhos, cães, gatos, cabritos, gado, porcos, antílopes, carneiros, macacos e até leões, os reis da selva.

Relacionamento homossexual entre primatas não humanos está fartamente documentado na literatura científica. Já em 1914, Hamilton publicou no Journal of Animal Behaviour um estudo sobre as tendências sexuais em macacos e babuínos, no qual descreveu intercursos com contato vaginal entre as fêmeas e penetração anal entre machos dessas espécies. Em 1917, Kempf relatou observações semelhantes.

Masturbação mútua e penetração anal fazem parte do repertório sexual de todos os primatas não humanos já estudados, inclusive bonobos e chimpanzés, nossos parentes mais próximos.

Considerar contra a natureza as práticas homossexuais da espécie humana é ignorar todo o conhecimento adquirido pelos etologistas em mais de um século de pesquisas rigorosas.

Os que se sentem pessoalmente ofendidos pela simples existência de homossexuais talvez imaginem que eles escolheram pertencer a essa minoria por capricho individual. Quer dizer, num belo dia pensaram: eu poderia ser heterossexual, mas como sou sem vergonha prefiro me relacionar com pessoas do mesmo sexo.

Não sejamos ridículos; quem escolheria a homossexualidade se pudesse ser como a maioria dominante? Se a vida já é dura para os heterossexuais, imagine para os outros.

A sexualidade não admite opções, simplesmente é. Podemos controlar nosso comportamento; o desejo, jamais. O desejo brota da alma humana, indomável como a água que despenca da cachoeira.

Mais antiga do que a roda, a homossexualidade é tão legítima e inevitável quanto a heterossexualidade. Reprimi-la é ato de violência que deve ser punido de forma exemplar, como alguns países fazem com o racismo.

Os que se sentem ultrajados pela presença de homossexuais na vizinhança, que procurem dentro das próprias inclinações sexuais as razões para justificar o ultraje. Ao contrário dos conturbados e inseguros, mulheres e homens em paz com a sexualidade pessoal costumam aceitar a alheia com respeito e naturalidade.

Negar a pessoas do mesmo sexo permissão para viverem em uniões estáveis com os mesmos direitos das uniões heterossexuais é uma imposição abusiva que vai contra os princípios mais elementares de justiça social.

Os pastores de almas que se opõem ao casamento entre homossexuais têm o direito de recomendar a seus rebanhos que não o façam, mas não podem ser fascistas a ponto de pretender impor sua vontade aos que não pensam como eles.

Afinal, caro leitor, a menos que seus dias sejam atormentados por fantasias sexuais inconfessáveis, que diferença faz se a colega de escritório é apaixonada por uma mulher? Se o vizinho dorme com outro homem? Se, ao morrer, o apartamento dele será herdado por um sobrinho ou pelo companheiro com quem viveu trinta anos?

Fonte: DRAUZIO VARELLA.com.br

Previdência Social reconhece a união estável entre pessoas do mesmo sexo

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A Previdência Social reconhecerá oficialmente a união estável entre pessoas do mesmo sexo (vide abaixo a  publicação da Portaria nº 513, no  diário oficial)

Parabéns   ao  ministro Carlos Eduardo Gabas e sua equipe.

Parabéns  à   toda  equipe   da Advocacia Geral da União   que  despachou  favoravelmente.

Mais   uma  vez   obrigado ao Presidente  Lula  pela  sua  sensibilidade  de  inclusão  social. 

Ponto  para  o Brasil.

Com  mais  este   avanço nas  políticas  sociais LGBT, cada vez ganha mais   espaço  a cidadania  plena  para  uma  das comunidades mais  discriminadas  no  país.

Nem menos, nem mais,  direitos  Iguais.

Toni Reis

Presidente

EDIÇÃO Nº 236 – SEXTA-FEIRA, 10 DE DEZEMBRO DE 2010

Ministério da Previdência Social

GABINETE DO MINISTRO

PORTARIA No 513, DE 9 DE DEZEMBRO DE 2010

O MINISTRO DE ESTADO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL, no uso das atribuições constantes do art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição, tendo em vista o PARECER nº 038/2009/DENOR/ CGU/AGU, de 26 de abril de 2009, aprovado pelo Despacho do Consultor-Geral da União nº 843/2010, de 12 de maio de 2010, e pelo DESPACHO do Advogado-Geral da União, de 1º de junho de 2010, nos autos do processo nº 00407.006409/2009-11, resolve

Art. 1º Estabelecer que, no âmbito do Regime Geral de Previdência Social - RGPS, os dispositivos da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, que tratam de dependentes para fins previdenciários devem ser interpretados de forma a abranger a união estável entre pessoas do mesmo sexo.

Art. 2º O Instituto Nacional do Seguro Social - INSS adotará as providências necessárias ao cumprimento do disposto nesta portaria.

CARLOS EDUARDO GABAS

Ofício PR 523/2009 (TR/dh)                                                                Curitiba, 04 de novembro de 2009

Ao: Excelentíssimo Sr. Luiz Inácio Lula da Silva

Presidente da República

Ministro CARLOS EDUARDO GABAS

quarta-feira, dezembro 08, 2010

homofóbicos são gays enrustidos

Sérgio Marone afirma que homofóbicos são gays enrustidos

O ator Sérgio Marone disse, através do Twitter, que a homofobia pode ser uma forma de recalcar a própria sexualidade. O ator fez essa declaração diante da recente onda de ataques homofóbicos no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Um homofóbico tem grande chance de ser gay enrustido. Homem mesmo não liga pra isso e se for esperto tem amigos gays, que em geral são divertidos e têm muitas amigas interessantes”, postou.

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Fonte: Cena G

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Curta metragem: Noite Fria

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Felipe C. Adami
Brasil(SP), 2007
Fic - 14' - Cor
Vídeo

Três jovens amigos encontram na prostituição a sua forma de sustento. O amor motiva um deles a fazer um ato de desespero que vai afetar a vida de todos.

Roteiro: Felipe C. Adami
Fotografia: Felipe Hermini
Direção de arte: Thalita Rubio
Montagem: Renata Maria
Música original: Vinicius Calvitti
Companhia produtora: NaLaje Filmes
Elenco: Paola Oliveira, Dudu Pelizzari
Som direto: Fernanda Nascimento

Filmografia do diretor:
Doces Crianças, 2006 / Pigmalião, 2006

Felipe Camargo Adami

felipeadami.83@gmail.com

Espanha: campanha de camisinha gera polêmica

Campanha espanhola cria polêmica ao relacionar camisinha à hóstia

Anúncio para incentivar uso de preservativo são acusadas de representar ataque contra os cristãos

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Foto: BBC Brasil

Primeira imagem da campanha mostra uma hóstia e a frase: "tome medidas"

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Foto: BBC Brasil

Segunda imagem mostra preservativo e a mensagem: use-o

Uma campanha do governo espanhol para incentivar o uso de preservativos vem causando polêmica no país ao relacionar as imagens de camisinha com as de uma hóstia.

Divulgada em cartazes, vídeos e outdoors, a campanha repete uma mesma foto de um sacerdote segurando primeiro uma hóstia e depois uma camisinha.

A iniciativa do setor jovem do partido socialista que governa o país foi lançada durante a semana internacional de luta contra a aids.

Mas as peças foram acusadas de ser um ataque contra os cristãos. "Bendita camisinha que tira a Aids do mundo" é o título oficial da campanha.

Diversas associações religiosas consideraram a campanha uma "blasfêmia". A propaganda vai de encontro às recomendações do Vaticano que não aprova o uso de camisinhas. O vídeo diz que "a Igreja nos diz que os preservativos, em vez de combater a doença, ajudam a expandi-la".

O anúncio cita que mais de 25 milhões de pessoas já morreram vítimas da Aids até 2009. A campanha confronta as orientações da Igreja colocando a pergunta, "são estes realmente os que dizem que nos amam? Que não te enganem", prossegue o audio da peça.

Para Rafael Lozano, porta-voz do grupo católico Forum da Família, o objetivo "é aproveitar a ocasião para atacar toda a comunidade cristã". "Uma grande ofensa aos sentimentos religiosos de quem professa esta fé", disse ele. O porta-voz das Juventudes Socialistas Juan Carlos Ruiz explicou no site do partido que "a Igreja Católica insiste em confundir os cidadãos" e "que a campanha pretende apenas reafirmar o compromisso com a luta contra a Aids".

Fonte: IG

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Cagada em Cristo!

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Poderia até parecer uma daquelas postagens de Cleycianne, mas o fato é que a coisa é bem real! E diria, literalmente, que a senhora do vídeo cagou em Criso, e testemunhou o feito!

Não sei onde a Igreja chegará com isso, mas, as indulgências, que os reformadores combateram na Idade Média, não se comparam, hoje, com o que os evangélicos fazem, eles superaram Tetzel e toda a Igreja Medieval!

 

GAGAR EM CRISTO É MAS, PRISÃO DE VENTRE É MENAS! 3X GLÓRIA!

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Anglicanos e os Gays

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Paróquia propõe criação da Pastoral da Diversidade Sexual

Para atingir o público LGTB a Paróquia da Inclusão em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, ligada a Igreja Anglicana, está propondo a criação da Pastoral da Diversidade, tendo como princípio norteador cristão, o respeito as diferenças.

Nesse sentido, no próximo dia 2 de dezembro, as 14h, no Centro de Documentação e Apoio aos Movimentos Populares, o reverendo Carlos Calvani, vai se reunir com a diretoria da Associação dos Travestis de Mato Grosso do Sul, para uma primeira conversa no sentido de aproximar e discutir a criação da Pastoral da Diversidade na Capital.

Drama de gays nas favelas

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Jornal carioca relata o drama de gays que vivem nas favelas e denuncia violência policial

Com o título “Pacificação ainda não pôs fim à homofobia”, do jornalista Mahomed Saigg, o jornal carioca O Dia apresentou um dossiê, durante série especial que o jornal está fazendo fez sobre Homofobia. Se o alerta tivesse sido considerado, há menos de um mês, dificilmente teríamos tido após a Parada do Rio o crime em que um militar atirou contra um homossexual.

Homossexuais de comunidades ocupadas acusam os policiais de agressão e dizem que a situação para eles se tornou ainda pior do que quando os traficantes dominavam os morros. Regras que devem ser seguidas como a discrição, a violência diária e gratuita, são algumas das realidades de quem mora nas comunidades cariocas, agora palco da guerra contra o tráfico de drogas.

Na matéria, gays e travestis denunciam o esquema de “pacificação” do governo que não tem levado paz aos homossexuais das favelas, que agora convivem com o abuso dos policiais. Estas e outras notícias levaram o comandante geral da PM dizem em um telejornal ontem que infelizmente há sim desvios de conduta na corporação e que os casos devem ser denunciados para que a Corregedoria da Polícia tome as devidas providências. Assim como com o tráfico, os moradores das favelas temem denunciar policiais com medo de represálias, agora sob o peso da instituição que deveria promover a segurança.

Cerceados, muitos homossexuais se desesperam. “Não aguento mais tanta repressão. Não consigo mais ser eu mesmo! Antes da ocupação, também tínhamos problemas, mas agora a situação piorou muito, porque com a polícia não tem conversa, estamos sempre errados”, reclama o cabeleireiro Vando Silva, 20 anos.

Morador do Morro Santa Marta, em Botafogo, ele garante já ter sido agredido por policiais. “Eles me bateram porque disseram que ‘veado’ tinha que morrer”, denuncia.” – diz a matéria de O Dia.

Fonte: CENA G

Parlamento Europeu e os gays

 

Fonte: CENA G

 

União Européia está próxima de aceitar casamento gay em todos os países
O Parlamento europeu declarou que todos os documentos civis, como certidões de nascimento, de óbito e de casamento, devem valer em qualquer país da União Europeia.
Essa declaração significa que, até mesmo os países que não autorizam a união civil ou casamento entre homossexuais, deverão reconhecer a união.
Na Europa, os países que permitem o casamento gay são Bélgica, Espanha, Holanda, Portugal, Suécia, Noruega e Islândia.

Christian Chávez vai criar fundação para jovens gays

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O ex-integrante do grupo RBD, Christian Chávez, anunciou que quer criar uma fundação para ajudar jovens homossexuais em processo de aceitação.

A associação, que é um sonho antigo do cantor, vai receber o nome de "Libertad" (liberdade).
"A associação se encarregará de educar e informar os pais e os jovens sobre sexualidade, as doenças e as formas que existem para se proteger delas", explicou Chávez.
A instituição terá uma linha telefônica 24h para prestar auxílio aos jovens e ainda contará com especialistas em diversas áreas.

"Também vamos criar um lugar em que os jovens possam pedir asilo, caso sejam expulsos de seus lares. Eles poderão ficar por um tempo, enquanto tratam de conversar com suas famílias".

Fonte: CENA G

sábado, novembro 27, 2010

O amor está mudando

 

Para a psicanalista Regina Navarro Lins, a sexualidade e a forma do brasileiro se relacionar estão passando por uma transformação: é o fim do amor romântico- fonte IG

Um dilema entre os desejos de estar sempre junto e de liberdade. É o que vivemos nos relacionamentos amorosos atuais, segundo a psicanalista Regina Navarro Lins. Para ela, as pessoas enfrentam cada vez mais conflitos entre as exigências de um namoro ou casamento – como monogamia e controle - e seus os desejos individuais. Ainda de acordo com a especialista em relacionamentos com quase 40 anos de experiência, a tendência é de que os envolvimentos fiquem diferentes no futuro próximo, com cada vez menos fusão do casal, exclusividade sexual e ciúmes.

Esse cenário do comportamento amoroso e sexual dos brasileiros é apresentado no livro “Cama na Rede - o que os brasileiros pensam sobre amor e sexo” (Editora BestSeller), que chega às livrarias em dezembro. Nele, Regina comenta o resultado de 50 enquetes sobre o tema feitas com leitores de seu site entre 2000 e 2009.

Foto: Celso Pupo/Fotoarena

Regina Navarro Lins: "Sexo é sexo e amor é amor"

Colunista do Delas, Regina Navarro Lins fala ao site sobre a nova forma de amar:

iG: A pesquisa apresentada no livro aponta quais grandes alterações no comportamento sexual e de relacionamento dos brasileiros?
Regina Navarro Lins: O amor romântico começa a sair de cena, felizmente. Ele é calcado na idealização do outro, na ideia de que os parceiros se completam, de que quem ama não sente desejo por mais ninguém. Hoje vivemos um momento de busca da individualidade, que não é egoísmo, e sim poder realizar desejos e projetos sem depender do outro. Antes a ordem do amor era fazer sacrifícios - e era a mulher quem fazia. Hoje a pessoa pode não estar a fim de permanecer na relação se ela não trouxer um crescimento individual. Claro que cada um escolher como viver, mas acho que a maioria não vai mais querer se fechar na relação a dois. O amor romântico de ficar grudado parece bom, mas a maioria vive mal e o sexo no casamento é uma tragédia, né?
iG: Então o amor sem a ideia de complementaridade muda o casamento como conhecemos?
Regina Navarro Lins: O casamento pode ser ótimo, mas para isso é necessário que as pessoas reformulem as suas expectativas a respeito da vida a dois. Se vocês acham que se completam, que nada mais no mundo interessa e só o outro te satisfaz, o casamento não vai funcionar bem porque não é real.

iG: Então ficar muito junto ou muito seguro é o que esfria o sexo no casamento? E há como resgatar a química na relação?
Regina Navarro Lins: É a excessiva intimidade, familiaridade. Mas o grande vilão do tesão no casamento é a exigência de exclusividade. O casamento vira uma dependência emocional entre pessoas. Se você sabe que seu marido não sai do seu pé, não larga de você, ele vira um irmão e não tem mais estímulo para desejar. O mínimo de insegurança é necessário para que o tesão continue. Tenho consultório há 37 anos e nunca vi um casamento com controle no qual as pessoas realmente estejam bem.

iG: Muita gente afirma que o ciúme faz parte do amor, 44% das pessoas na pesquisa concordam com isso. Essa é uma insegurança positiva ou negativa na relação?
Regina Navarro Lins: É maléfico. Desde que nascemos aprendemos que quem ama tem ciúme. Já cansei de ver gente que se preocupa quando o parceiro não sente ciúmes. É um cacuete, um hábito que as pessoas precisam largar, porque é muito limitador pra quem é alvo e pra quem sente.
iG: Então as relações extraconjugais podem ser aceitas em um relacionamento? Mas as pessoas não se sentem desrespeitadas ou magoadas quando isso acontece?
Regina Navarro Lins: A exigência de transar só com uma pessoa é difícil de cumprir. Temos muitos estímulos. Só que não transam com outros para não magoar, dentro de uma mentalidade moralista. É óbvio é que as relações extraconjugais acontecem em maioria porque variar é bom, todo mundo gosta.
Mas as pessoas dizem que isso acontece porque a pessoa não ama a outra. E daí vem o sofrimento atroz. Se você é amada ou desejada, o que o outro faz quando não está com você não interessa. Acho importante refletir sobre essa questão. As mentalidades têm que mudar e as pessoas precisam entender que fidelidade não é importante para ser amado, para a relação dar certo. Quem ama pode transar com outras pessoas. É uma ficção achar que as pessoas vão estar muito satisfeitas transando com a mesma pessoa por 30 anos. Quem quer comer a mesma comida, usar a mesma roupa todo dia?

iG: Em uma das perguntas apresentadas no livro, mais de 70% das pessoas dizem que sexo sem amor pode ser ótimo. A limitação para fazer sexo sem estar em um relacionamento parece ser mais moral, portanto, já que o desejo existe para a maioria?
Regina Navarro Lins: Criou-se uma ideia para as mulheres que sexo tem que estar ligado ao amor. Para homens nunca disseram isso. Podemos ter sexo ótimo amando ou com alguém que acabamos de conhecer.

Foto: Divulgação

A cama na rede - O que os brasileiros pensam sobre amor e sexo 434 páginas R$ 39,90 Editora BestSeller Editora BestSeller

iG: Mas a mulher com essa postura mais aberta de relacionamento não afasta os homens? Porque segundo o seu levantamento, 68% das pessoas dizem que eles se assustam quando elas são experientes.
Regina Navarro Lins: Sim, eles ficam temerosos. Homem não se assusta com a mulher independente financeiramente, com sucesso profissional. Ele se assusta com a mulher autônoma, liberta dos padrões de comportamento. É a mulher experiente, que não está mais presa naqueles estereótipos definidos de ser frágil, não fazer sexo no primeiro encontro.

iG: E de maneira geral a sociedade está preparada para essas mudanças, para abrir mão da exclusividade sexual com o parceiro e investir na individualidade?

Regina Navarro Lins: A sociedade não estava preparada para o divorcio na década de 50 e olha como está agora. Os casais caretas sempre existiram e fazem parte de uma minoria.

domingo, novembro 21, 2010

O Talibã no Brasil são os cristãos

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O discurso da hipocrisia, disfarçando o ódio como direito de liberdade de se expressar...

Imaginem vocês, caros leitores, se eu fosse um evangelinazista contumaz, talvez eu pudesse, em nome da liberdade de me expressar, congregar, na órbita desse conceito nobre, uma série de acusações contra um grupo qualquer, afinal, em nome do DIREITO DA EXPRESSÃO TODOS OS OUTROS SUCUMBEM, INCLUSIVE, O DA VIDA E O DA DIGNIDADE!

Assim, para exemplificar, deixe-me pegar como exemplo algumas coisas próprias de minha formação. Sou descendente de alemão nato, com italiana nata. Minha pele é branca, meu cabelo é liso, venho da classe média e tenho boa formação. Como direito posso expressar minha fé, e esta vem dos evangélicos, que acreditam, por exemplo, que a marca que Deus colocou em Caím, por ter matado Abel, foi a cor negra. Necessariamente, tal idéia de expressão religiosa foi justificada na escravidão norte-americana, nas colônias do sul. Dessa forma, todo um grupo de pessoas, de pele negra, estão marcados pelo poder da religião e sua interpretação bíblica.

As origens do racismo e do preconceito contra o negro, a religião dos negros e a comida dos negros são bíblicas! E eu posso não concordar com a cultura dos negros e me manifestar contra ela, porque minha fé me dá o direito de assim proceder, e se alguém tentar me contradizer, eu ainda tenho, na Constituição da República, o direito inconfundível, princípio que está acima de todos os princípios, da liberdade de expressão e crença.

Isso pode parecer nojento, hipócrita, abominável, mas é exatamente isso que a Igreja Evangélica fez aos negros nos EUA, e é exatamente isso que a Igreja Cristã faz contra os homossexuais na atualidade.

Semana passada, o pastor presbiteriano e chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Augustus Nicodemus Lopes, trouxe novamente a polêmica sobre a homossexualidade e a homofobia e o direito de se expressar... Para o pastor o PL 122/06 maximiza o direito de um determinado grupo, ao mesmo tempo em que, minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados pela Carta Magna e pela Declaração Universal dos Diretos Humanos.

Engraçado, o Nicodemus deve desconhecer o Código de Defesa do Consumidor, que trata os consumidores de forma a maximizar seus direitos frente os distribuidores e fornecedores numa relação de consumo, com o fim de tratar com igualdade a parte fraca na relação consumerista. Da mesma forma, não deve conhecer o Direito dos Trabalhadores, que maximiza o empregado e seus direitos frente ao poderio do empregador, restabelecendo a igualdade diante da lei dos interesses pretendidos. Deveria perguntar ao Nicodemus de quais direitos os homossexuais gozam para que, em havendo uma lei que proíba o preconceito, ferirá a relação de igualdade entre homossexuais e heterossexuais? E quando o dito pastor se refere a Carta Magna, a que Carta ele está se referindo, a Constituição ou a Bíblia? (isso é válido, pois quando na boca de um fundamentalista está dito a máxima carta ela nunca será a Constituição de qualquer país, antes de ser seu próprio livro sagrado).

Assim, a criminalização do racismo foi exatamente proibir a expressão livre do ódio contra um grupo, por este ter a cor da pele diferente da branca! A criminalização do homicídio é proibir a livre expressão do ódio contra alguém em que pese na eliminação deste da face da terra! A criminalização do roubo e do furto consistem em proibir a livre expressão e manifestação de alguém em saquear qualquer objeto de outrem por meios ardilosos ou pela força! A grave ameaça é a proibição da livre expressão da palavra, gestos e qualquer outro meio que intimide alguém de forma violenta. A criminalização da homofobia será a proibição da livre expressão de alguém difundir seu ódio contra o outro pelo simples fato desse se comportar diferente do que a heteronormatividade impõe.

Desta forma, a liberdade de expressão não é um direito absoluto no ordenamento jurídico, e em vários momentos a liberdade de expressão é e deve ser restringida, caso contrário uma pessoa que no momento da iria expressasse todo seu ódio contra o outro, no mais alto grau, matando-o, não poderia responder por homicídio (art. 121 do CP), pois ela simplesmente estaria usando seu direito absoluto de se expressar e manifestar. A própria constituição entende assim quando diz:

“Art. 5º, VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei”.

Ou seja, a própria Constituição limitou a liberdade de expressão frente à lei, não sendo tal princípio do Direito encarado de forma plena ou indiscutível. Ainda, dois princípios estão dispostos sobre todos os outros: a VIDA e a DIGNIDADE, e eles sempre se sobressairão em qualquer hermenêutica aplicada na lei para seus efeitos.

Não demorou, e logo um velho conhecido veio se manifestar: JÚLIO SEVERO. Júlio não sustenta nem 1/3 da inteligência que ele adoraria ter, aliás, basta ver seu argumento para que se tenha pena da falta de senso do mesmo. É um asno falante (e que me desculpem os asnos pela ofensa, afinal comparar Júlio Severo a qualquer criatura é demeritório às criaturas a que a ele forem comparadas)! Escarra Júlio:

“os homofascistas nunca trocariam o Mackenzie por uma mesquita como alvo de suas reais manifestações de ódio. Eles tremeriam de medo só de pensar em fazer um protesto na frente da Embaixada do Irã, país que tradicionalmente mata homossexuais!”

Assim, Julio afirma que os homossexuais se aproveitam da, suposta, passividade dos cristãos.

Bem, que passividade cristã é essa? A passividade da inquisição católica, a passividade de João Calvino com Serveto em Genebra, a passividade dos luteranos e de Lutero com camponeses e judeus na Alemanha, ou a passividade de Hitler, cristão católico, e leitor de Lutero, contra os judeus, gays, ciganos etc?

Agora, interessantíssimo, é saber que da passividade evangélica até um exército foi criado: A LIGA DE ESMALCADA, que pretendia lutar contra outro exercito cristão pacífico: a coalizão católica, e que os dois exércitos se uniram para derrotar os turcos seljúcidas: 1531-1538. Ou seja, católicos e protestantes guerreando contra os muçulmanos. E o que dizer da passividade dos irmãos irlandeses católicos e protestantes, armados até os dentes, com milícias terroristas de ambos os lados?

A passividade cristã é assombrosa, e é implícita a apologia à guerra e ao massacre que Júlio Severo faz em seu texto, uma vez em que os cristãos começarem a agredir fisicamente os gays, em semelhança do que acontece com os muçulmanos, os gays não terão coragem de reagir! Essa é a verdadeira imagem de Júlio Severo, um hipócrita talibã de bíblia em punho! ESSA É A FACE DA IGREJA EVANGÉLICA NO BRASIL, UMA IGREJA TALIBÃ, que ameaça tudo e todos que não se submetem aos seus desígnios.

quinta-feira, novembro 18, 2010

Indicação de Livros:Fé-Homossexualidade.

 

Por Marco Antonio, na lista Gospel LGBT

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  • Fé além do ressentimento: fragmentos catolicos em voz gay. James Alison. Editora É Realizações. O livro deve-se ao fato de o autor ter descoberto que seria impossível ser teólogo se não estivesse ao mesmo tempo disposto a buscar ser honesto e sincero a respeito daquilo que significa viver como um fiel católico que é: um homem gay, neste período histórico do desabamento de um armário cada vez mais frágil. Os capítulos deste livro são diversas tentativas do autor de permanecer fiel à vocação de teólogo católico sem evitar o campo onde é mais difícil proclamar a verdade na cultura atual da nossa Igreja: o campo gay. http://www.erealizacoes.com.br/ecom/produtos_descricao.asp?lang=pt_BR&codigo_produto=1271

  • Talar Rosa: Homossexuais e o Ministério na Igreja. André S. Musskopf. Editora Oikos. Na atualidade há dois temas extremamente complexos para a teologia e a ética: o ministério e a ética sexual. Não satisfeito com um deles, o autor aborda os dois. A obra apresenta um trabalho cuidadoso de pesquisa, que consegue sistematizar um belo conjunto de informações para subsidiar uma discussão atualizada sobre ordenação ministerial de pessoas homossexuais.  Através dessa obra, o autor busca em argumentos teóricos e empíricos, narrar tentativas de homossexuais de servir dentro de um contexto eclesiástico que se deparam com a longa e sofrida marca dos pré-conceitos. http://www.oikoseditora.com.br/catalogo_oikos_3.html

  • Homossexualidade, Conjugabilidade e Violência: alternativas de compreensão e perspectivas de vida. Arno Scheunemann. Editora Oikos. Esta obra compreende trabalhos apresentados em diversos encontros da ABAC-Associação Brasileira de Aconselhamento. Os textos expressam um leque plural de pressupostos e alternativas de compreensão, bem como diferentes perspectivas de vida. Materializam, assim, o espírito de cooperação ecumênica, a criação de pontes entre as pessoas que trabalham com aconselhamento e o respeito à diversidade confessional, cultural e religiosa, defendidos pela ABAC. Trata-se de um belo conjunto de alternativas de compreensão e perspectivas. O desejo de autores/as é “que sua leitura fomente a agitação, a colisão e as dispersões necessárias para que, na homossexualidade, na conjugabilidade e na violência, a preferência seja pela vida!” http://www.oikoseditora.com.br/catalogo_oikos_3.html

  • Pode a Bíblia Incluir? Marcio Retameno. Editora Metanoia. Não há outro viés para uma leitura inclusiva da Bíblia senão o viés ou o método histórico-crítico de análise dos textos que compõem a Bíblia. A leitura inclusiva da Bíblia pressupõe que o leitor ou o pregador bíblico assuma a tarefa – nem sempre fácil – de desconstrução, não apenas dos textos, mas igualmente do pensar teológico, inclusive o dogmático, para, a partir daí, construir este novo edifício chamado “Teologia Inclusiva”. Neste livro, o teólogo e historiador Márcio Retamero, nos alerta de que não podemos considerar uma leitura inclusiva das Escrituras Sagradas aquela que lança mão dos pressupostos fundamentalistas de análise das Escrituras, ficando apenas na literalidade do texto ou, o que é talvez mais perigoso, apenas no entendimento “espiritual” do mesmo (sempre subjetivo), apenas relativizando as passagens bíblicas que supostamente condenam a homossexualidade, reproduzindo, desta maneira, uma leitura seletiva da Bíblia. http://www.metanoiaeditora.com/home-mainmenu-1/produtos/details/885/104/teologia/pode-a-biblia-incluir?.html

  • Bíblia e Homossexualidade. Alexandre Feitosa. Editora Metanoia. Este livro é fruto de uma análise inovadora de textos bíblicos que, supostamente, condenam a homossexualidade, proporcionando uma visão pouco explorada no meio teológico, com o intuíto de abrir as portas da inclusão para milhares de cristãos homoafetivos antes excluídos em virtude de uma interpretação equivocada das Escrituras. O que se espera agora não é um debate entre os favoráveis e aqueles contrários à homoafetividade, mas a libertação de muitos que vivem sob um jugo não imposto por Cristo, mas construído ao longo dos séculos por uma interpretação literalista da Bíblia Sagrada. http://www.metanoiaeditora.com/home-mainmenu-1/produtos/details/882/104/teologia/biblia-e-homossexualidade.html

  • Proibido Amor. Davy Rodrigues. Editora Metanoia. Protestantismo, Catolicismo, Judaísmo, Islamismo, Budismo, Espiritísmo, caminhos religiosos tão plurais quanto as vertentes da Sexualidade Humana, as religiões algumas vezes libertam, outras aprisionam em conceitos de difícil compreensão sobre os mais variados temas do cotidiano. Proibido Amor é o primeiro romance de uma coleção que aborda esses conflitos de maneira simples e cativante. http://www.metanoiaeditora.com/home-mainmenu-1/produtos/details/881/106/cultura/proibido-amor.html

  • Banquete dos Excluídos. Marcio Retameno. Editora Metanoia. A religião é o assunto em pauta no cenário mundial. A dúvida é se isso corresponde à fome e sede que a humanidade tem de Deus, possibilidade descrita poeticamente na Bíblia, ou se ela resulta do marketing, produtor de desejos, agente da ideologia do poder dominante e excludente do mundo que, também, aparece – de modo profético – nas Sagradas Escrituras.Neste livro, Márcio Retamero, fala da vida sem anestesiar o leitor da dor da realidade de nossa existência. Ele denuncia os elementos mais escondidos nos recôndidos da consciência individual e coletiva querendo, como Jesus, exorcizar os demônios disfarçados de porcos, atormentadores da paz humana, que saltitam livres sobre as covas abertas da sociedade. Nos convoca não só ao pensamento e à reflexão, mas à tomada de atitude frente à Graça Divina. Este toma o seu corpo emprestado para arrebatar homens e mulheres dos poços da alienação e da marginalidade. Sua leitura é para todos que acreditam que a religião pode agenciar a vida como morada de Deus em nós. http://www.metanoiaeditora.com/home-mainmenu-1/produtos/details/879/104/teologia/banquete-dos-excluídos.html

  • Homossexuais e Ética Cristã. José Transferetti. Editora Átomo A obra lança a sociedade e a Igreja ao desafio de redefinir a lógica sexual, política, sociocultural em relação aos sempre discriminados e subjugados por uma sociedade ocidental, heterocêntrica e sexista. Há que superar uma estranheza convivencial para aceitar o outro na sua alteridade, para vencer o obstáculo à aproximação e ao reconhecimento do diferente, para combater parâmetros mentais que encastelam a maioria heterossexual em secular tradição de preconceitos, tabus, mitos e práticas dominadoras. http://www.grupoatomoealinea.com.br/livro.asp?livro_cod=8587585231

  • Teologia e Sexualidade: um ensaio contra a exclusão moral. José Transferetti. Editora Átomo. Muitas pessoas não conseguem compreender o que efetivamente está acontecendo em nosso mundo. Questões relacionadas a homossexualismo, AIDS, família, casamento, procriação entre outras nos têm deixado perplexos, com muitas dúvidas. O discernimento moral no campo da sexualidade tem sido uma árdua tarefa para todos e por isso convido-o para esta leitura. http://www.grupoatomoealinea.com.br/livro.asp?livro_cod=8587585622

  • Deus, por onde andas? José Transferetti. Editor Atomo.  Este livro reúne textos, passagens, entrevistas, fatos que estão relacionados com as atividades pastorais com homossexuais do autor, o qual busca transmitir mensagens de otimismo para todas as pessoas, especialmente àquelas mais sofridas. http://www.grupoatomoealinea.com.br/livro.asp?livro_cod=8586491497

  • O que a bíblia realmente diz sobre a homossexualidade. Daniel A. Helminak. Edições GLS.  

    O autor, padre católico com doutorado em teologia, cita fielmente todos os trechos em que há menção de homossexualidade e analisa seu significado de acordo com os mais recentes estudos históricos, apontando o engano de quem vê condenação de homossexuais na Bíblia. http://www.gruposummus.com.br/detalhes_livro.php?produto_id=666

Marco Antonio

www.marcoantonyo.blogspot.com

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