domingo, maio 30, 2010

Entre Homens- dia 31/05

!cid_201005302319290015ENTRE HOMENS convida para um encontro especial sobre...

>>> Uniões Homoafetivas <<<

· Como anda atualmente o nosso direito a uma união coberta pela lei?
· Quais as diferenças entre parceria, união civil e casamento?
· A união civil valena pena?

· Precisamos construir relações nos moldes heterossexuais tradicionais, ou há modelos alternativos?
Venha participar de um roda de conversa sobre esse tema, num espaço aberto promovido pelo Entre Homens.

QUANDO

Segunda-feira, 31/05/10, 19h30

ONDE

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Rua Santa Isabel, 198 - São Paulo, SP, perto do Metrô República
Travessa da Amaral Gurgel, uma depois da Marquês de Itu
Telefone: (11) 3337-2028. Mapa e mais sobre o clube: www.upgradeclub.com.br
* tocar a campainha para entrar | o bar estará aberto para os presentes

QUEM

Gays, héteros, bissexuais, homens, mulheres, travestis, transexuais, lésbicas, casados, solteiros, namorando, enrolados.

Sobre o Entre Homens

Gerenciado por Murilo Sarno, o Projeto Entre Homens visa a refletir, numa roda de conversa livre e espontânea, temas relacionados ao universo gay masculino.

Contato para a imprensa:

João Marinho - MTB 42048/SP
Tels.: +55 11 9775-8893, 3217-2640

jm@joaomarinho.jor.br

Este será o último encontro do semestre, estaremos em recesso durante a Parada do Orgulho LGBT.

sábado, maio 29, 2010

Elder - Sem Dor, Sem Medo, Sem Máscara

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Já faz algum tempo que recebi um e-mail, de um cara super talentoso, que me encaminhava um livro escrito por ele. Na oportunidade, li os escritos em uma sentada! História envolvente, enredo gostoso e, que de alguma forma, identifica- se com muito de nós: gays e cristãos.

Como grata surpresa, no dia 27 de maio, o autor do livro voltou a entrar em contato comigo, encaminhou-me novamente seus escritos, com algumas modificações e, na ocasião, anunciou a criação de seu blog pessoal: http://www.pablotorrens.com , e mais, disponibilizou o livro para Download.

Assim com muita alegria e satisfação estou, honrosamente, anunciando o espaço virtual Pablo Torrens, onde você, amante da leitura, poderá se encantar com a história de Elder, um jovem que terá sua vida modificada, pela chegada de seu novo vizinho, na escolha entre o desespero de ser feliz ou se deixar viver, que nocauteará as vidas, e a única maneira será seguir o percurso natural.

Dê uma passadinha lá e envolva-se com essa belíssima história do autor Pablo Torrens. Este blog recomenda!

sexta-feira, maio 28, 2010

Só se fala nele, Richarlyson se solta em boate GLS

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Depois que a jornalista Fabíola Reipert soltou uma nota em sua coluna afirmando que o jogador Richarlyson foi visto de camisa rosa curtindo em uma boate gay, voltou a tona toda a polêmica sobre a sexualidade do jogador.

"Richarlyson era só alegria na boate A Lôca, domingo, em São Paulo. O jogador do São Paulo ficou na parte de cima da casa noturna. Ao lado de amigos, ele estava bem à vontade. Richarlyson parecia não ver o tempo passar. Ele vestia uma camisa polo pink e calça jeans. O uísque rolava solto.", diz a nota.

De olho no jogador já que o mundo do futebol é completamente homofóbio, orcida organizada do São Paulo, Dragões da Real, publicou em seu site uma mensagem criticando o jogador.

untitled "Não é de hoje que esse traste suja a imagem sacrada do São Paulo Futebol Clube com seu jeito afeminado. Dentro de campo, sequer justifica isso com um futebol decente. O fato é que Richarlyson é o antimarketing do clube, isso pode afetar inclusive o crescimento da torcida são-paulina. Hoje em dia, muitas crianças estão com VERGONHA de dizer que são são-paulinos justamente porque logo são chamados de bambis e de Richarlyson. Será que nossa diretoria vai ver um jogador homossexual mediano manchar a imagem do clube sem fazer nada? Se Richarlyson recebe dinheiro alto para um Contrato de Imagem com o clube, ele tem que honrar o contrato. E Direito de Imagem envolve SIM ter um mínimo de postura também fora de campo. As piadas virão aos montes, mas o são-paulino não aguenta mais isso. Os pais são-paulinos não aguentam mais verem os filhos terem vergonha de dizer pro time que torcem por causa de trastes como Richarlyson. Agora já chega! Ou o cara tem postura e honra o Contrato de Direito de Imagem que tem com o clube ou pede para sair e vai lá para aquele time sem estádio, pois o Rei Momo que é estrela principal deles adora sair com travesti..."

Este blog repudia peremptoriamente a postura da torcida do São Paulo em relação ao jogador Rycharlison

Fonte: TVHG

TALIBANS DE BÍBLIA EM PUNHO

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Há religiosos subjetivistas, corporativistas, tendenciosos e comprometidos com suas instituições e momento histórico. Neles o respeito à Bíblia inexiste ao pronunciarem-se contra as minorias sexuais. Falseiam até o uso do termo homossexual/ismo, este criado por Karoly Benkert em 1869 e evoluído para homossexualidade. É bem apropriado na ciência e denota instinto inato afetivo de alguns a outrem do mesmo sexo, tendo nessa orientação a dimensionalidade de si no que tange a sentimento, sexualidade e erotismo. Tal expressão sexo-afetiva é involuntária e constitutiva, ou seja, é do foro íntimo e estrutura pessoal. Com isso afirmamos: na Bíblia não há texto que possa ser traduzido para homossexual sem que haja um erro grotesco e desrespeito à obra sacra e literária que é.

“Não se deite com um homem (...) é abominação” Lv 18:22 usam. Ora, o hebraico toevah traduzido para “abominação” significa “impureza ritual”. Para os hebreus inexistiam conceitos de bom/mau, pecado ou não, e sim pureza e impureza. Outro texto no AT narra que os mesmos, pastores, eram abomináveis aos egípcios, daí se vê que toevah designa Tabu. Saído da fonte sacerdotal, tal texto traça limites claros entre o culto de Yahveh e o dos cananeus com sua hierodulia e culto à fertilidade; aí subjaz um ataque à idolatria. A coesão social israelita importava muito e tais leis religiosas eram deveres civis e nacionais, com vários tabus supersticiosos e proibições atualmente irracionais. Tais leis e códigos de vida social foram dadas por Deus a eles e é incoerente cristãos se obrigarem a elas.

Há os que querem justificar preconceito discriminatório no NT (que não reafirma leis mosaicas) em Rm 1:18-26. Ora, ali Paulo menciona práticas greco-romanas e em sua visão são consequências de idolatria, “trocaram a glória (...) por imagens” no 22 e no 25 “eles trocaram (...) e serviram à criatura”... "e por isso Deus os entregou..." Não é sensato ou lógico crermos hoje que sexo entre iguais tenha sua causa em idolatria ou culto a deuses pagãos como ele cria. Ali fala “para physin” contra a natureza, e ele não tem em mente uma postura cientificista biológica, e sim o que se espera como papel de gêneros ou postura. Melhor tradução seria “incomum”, que não denota erro. Usam I Co 6:9,10, que contêm a aberração na tradução e erro medieval arsenokoitai para sodomita, o profeta relata que a causa da destruição de Sodoma é o egoísmo/orgulho exacerbados num problema social (Ez 16:49).

A Bíblia de Jerusalém, melhor tradução, diz: “ ...nem as pessoas de costumes infames (...) herdarão o Reino de Deus”. O sexo vira perversão, com homem ou mulher, no desrespeito a si mesmo havendo perda de autodeterminação, tais costumes são pecado ao refletirem o mesmo erro das outras recriminações catalogadas, implicando mau uso da liberdade ou libertinagem. Paulo, reticente fariseu conservador, reprovava os excessos da instituição social da pederastia, rito de passagem (totemização ou iniciação à vida adulta) dos gregos. Para ele, o futuro e iminente reino messiânico terrestre os prescindiria.

A Bíblia não apoia a homossexualidade, dizem, mas também não apoia a mulher emancipada, igualdade jurídica, abolição da escravatura, democracia e o casamento monogâmico. Deste último, apesar do mito de Adão e Eva, no AT legitima-se a poligamia e o concubinato para comuns e reis, e no NT, platônico e encratista (averso ao sexo), o casamento e qualquer ato sexual são desaconselhados. Celibatários ou virgens, ali temos João Batista, Paulo, Jesus Cristo e os santos do Apocalipse que “não conheceram mulheres”. Jesus conversando sobre casamento alude os eunucos que não inseriam-se nele. Se a monogamia teve fases históricas, de motivações burguesas de manter sangue azul a patrimoniais, e evoluiu, não o foi por uma motivação ou exemplo expresso no NT, certamente.

O homossexual, sujeito histórico recente, não está num livro concluído há 2.000 anos que não é um compêndio científico e menos um código de regras atual, mas relata modos de fé de um povo que ajuda-nos na relação com Deus. Hoje há a democracia com direitos humanos onde temos liberdades de ir e vir, de expressão e de sentimento e de busca da felicidade, onde cada um no exercício do livre-arbítrio e livre consciência sabe onde melhor buscar. Na História a Bíblia foi muito usada para o mal, vide Cruzadas, Inquisição, misoginia, Nazismo, escravidão, Apartheid e segregação racial nos EUA, ideologias nefastas, que, por uma falsa justificativa de manter-se a ordem social, degredavam e deformavam a Humanidade.

O termo homofobia foi criado em 1972 por George Weinberg , agravo igual ao racismo, tem seus opositores, os talibãs e “donos da verdade”, que abusam da Bíblia para humilhar e envergonhar tais que ofendem e minimizam o próximo em sua dignidade e aos seus próprios olhos não têm a vênia de Deus, nem no fim em si do livro e nem de leis de liberdade de expressão, pois o Estado assegura o equilíbrio e direitos iguais a todos, e aos homossexuais, categoria vulnerável, o direito à honra e à vida, principal e indubitavelmente, e, lembremo-nos, o maior ser humano na História, Jesus, foi morto por fanáticos de Bíblia em mãos, que nela acharam justificativa para crucificá-lo.

O autor, Victor R. S. Orellana, é professor, teólogo, bacharel em teologia pelo Instituto Betel e com pós-graduação “Latu-Sensu” pelo CLAP - São Paulo-SP, fundador da Igreja Acalanto e conferencista nacional sobre o tema “Homossexualidade e Religião”

Victor R. S. Orellana

terça-feira, maio 25, 2010

Como é bom ser gay: diálogo com o Rev. Digão

Li essa postagem abaixo enviada a mim, e resolvi dialogar com ela:

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Nesta semana, li na internet que a cantora evangélica Jennifer Knapp, sumida há sete anos, está de volta com um novo CD. Até aí, nada demais. Só que, com a notícia do novo CD, vem outra: ela assumiu ser lésbica. Jogadas de marketing à parte, é estranho tentar conciliar a fé cristã uma vez professada com um estilo de vida completamente contrário a essa mesma fé. Bom, os tempos são outros, e os costumes, também. Lembrei-me do cantor Ray Boltz, que ficou famoso (ao menos nos EUA) cantando country gospel, e que assumiu ser também gay há cerca de 2 anos atrás, afirmando que agora vive uma “vida gay normal”. Lembrei-me também de Doug Pinnick, baixista e vocalista do King’s X, que também assumiu sua homossexualidade em 1998.

Hoje em dia, com nosso relativismo moral a todo vapor, a agenda gay está na moda. Todo mundo agora aplaude a conduta gay. Qualquer opinião contrária, ainda que racionalmente embasada e civilizadamente exposta, é logo tachada de “homofobia”. Vivemos em uma sociedade onde a tolerância só é permitida se a opinião do outro for concordante. Se for discordante, preparem as tochas!

Bom, como é moda, e todo mundo quer atenção, confirmando o que Andy Wahrol disse certa vez, resolvo usar este espaço para abrir meu coração. Amo Jesus, amo a vida. Amo a maneira com que Deus me criou e permitiu que meu caráter fosse moldado. Então resolvo também assumir: EU NÃO SOU GAY! Continuo gostando de mulher. Nunca tive desejos sexuais com homem algum. Nem se tentasse. Na verdade, nunca tentei, pois nem a singela idéia me apeteceu. Portanto, continuo heterossexual, casado com minha esposa, cuidando das minhas filhas da maneira que Deus me orienta. Entendo que Deus criou dois gêneros (macho e fêmea), mas nunca uma mescla dos dois. Entendo também que querer aplacar a consciência cauterizada dizendo que “Deus me fez gay” é tentar tapar o sol com a peneira para o fato de a conduta homossexual ser, e continuar sendo, uma afronta ao projeto de Deus para o ser humano. E nunca fui tão feliz com essa minha opção, e precisava abrir meu coração para vocês! Como é bom ser hetero!

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Não tenho a pretensão de dizer qualquer coisa, que não seja o direito, direito de se ter uma fé, de se ter uma religião, de se freqüentar uma igreja, e de poder nela ser plenamente o que se é. Acontece que uma acusação de mordaça gay vem inundando a fértil imaginação da dita Igreja Tradicional, aonde, em nome do direito de se expressarem, querem acabar com a expressão de todos os outros que não pensam como eles. Aberração, pecado, imorais, indecentes, servos do diabo, são, dentre outras coisas, as acusações mais comuns que a comunidade gay escuta por se orgulhar de sua orientação sexual.

Duas coisas são impróprias para os evangélicos: o direito civil dos gays, e o direito dos gays se apropriarem da fé. Quando isso acontece, eles querem eliminar, de vez, o que para si, consideram como afronta a isso ou aquilo. Quando um gay se assume, agora é jogada de marketing, faz parte da agenda gay, que é aplaudida pelo mundo. Engraçado, quantos evangélicos morrem no Brasil ou no mundo, assassinados, por se converterem a essa fé? Bem, mas se tirarmos os evangélicos, e colocarmos os gays, os números são alarmantes, são assassinados pelo simples fato de serem gays! O mundo aplaude a agenda gay, mas os gays continuam à margem dos direitos civis, e com muita luta, e processos intermináveis conseguem uma solução intermediária na justiça, pelo convencimento dos magistrados, a uma disciplina onde a lei é omissa. Para um heterossexual ter as benesses do INSS, das parcerias da união civil, da adoção, da participação nos planos de saúde, é uma coisa imediata, para um gay há que se bater à porta do judiciário, pedindo clemência para algo que não deveria acontecer da forma como acontece, por estarmos em um Estado laico, pela própria constituição afastar de si as diferenças em relação ao sexo e a sexualidade. Agenda gay aplaudida pelo mundo? E os direitos o que o mundo fez com eles?

Uma questão paradoxal é dizer de opinião contrária racionalmente embasada. Alguns cristãos se acham no direito da manifestação contra um gay, e essa manifestação contrária, é racionalizada em que? Nas Escrituras, oras, então por que se recusam em fazer a exegese dos supostos textos, onde está a racionalidade embasada? Na fé, na opinião, no achismo, no preconceito?

Que digam os negros o que significa essa opinião racional embasada, quando, nos EUA, tinham que se levantar dos assentos públicos onde estavam para um branco tomar seu lugar, se assim fosse requisitado, e a justificação para tal questão se dava na Bíblia através da fé! E as tochas de fato eram preparadas, mas não pelos gays ou pelos negros, mas por um movimento dentro da Igreja Evangélica denominado KKK (Ku Klux Klan).

Agora, interessante é a necessidade da afirmação da heterossexualidade em face da homossexualidade, um bom psicólogo resolveria a questão. A única afronta a Deus é um evangélico interpretando as Escrituras! Deus criou macho e fêmea, e os mandou procriar, macho e macho os chamou de amigos, fêmea e fêmea os chamou de posse e objeto, e os evangélicos por não saberem interpretar continuam abominando a Deus com seus conceitos farisaicos! Pois eu sou gay, amo a Deus, e amo ser gay como ele me fez, entendo que Deus criou o homem e a mulher não para que a mulher fosse submissa ao homem, ou posse dele, mas companheira, e dentro das possibilidades de companhia e amizade, onde há o amor, ali há também a presença de Deus, abençoando e unindo homens e homens, mulheres e mulheres, homens e mulheres, na liberalidade da graça, por meio de Cristo, através de seu Espírito, santificando todas as coisas, pelo seu caráter essencial na construção do seu Reino. E entender que Deus condena os gays por sua orientação é uma afronta interpretativa das Escrituras em face ao caráter do próprio Deus. E nunca fui tão feliz com essa minha orientção, e precisava abrir meu coração para vocês! Como é bom ser gay!

R. Hoffmann

quinta-feira, maio 20, 2010

Trote homofóbico ofende alunos de arquitetura

Fonte: UnB

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Na mesma semana que a UnB promove evento contra a homofobia, estudantes da Engenharia Civil gritam frases pejorativas nos corredores do ICC

Isabela Azevedo - Da Secretaria de Comunicação da UnB

Um dia depois da I Marcha Nacional Contra a Homofobia, alunos do curso de Engenharia Civil usaram o momento do trote para gritar frases ofensivas aos estudantes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), alusivas ao homossexualismo. Entre os ofendidos, uns dizem que a manifestação apenas revela uma velha rixa entre os cursos. Outros se mostram realmente irritados. Já na Faculdade de Tecnologia, o tom é de deboche. “É tudo brincadeira”, diz um estudante da Engenharia. Uma brincadeira que se perpetua há pelo menos cinco semestres desrespeita os alunos e ajuda a enraizar o preconceito contra a comunidade gay.

Os calouros de Engenharia Civil chegaram à FAU ao meio-dia desta quinta-feira, dia 20, na posição de “elefantinho” – uma forma de andar entrelaçados. Incentivamos pelos veteranos e com a ajuda de um megafone, gritavam frases com palavras pejorativas insinuando que os alunos da Arquitetura seriam gays. Segundo relato dos estudantes de Arquitetura, não havia muitos alunos na faculdade no momento do trote e as ofensas foram apenas verbais. “Imagine como seria legal se os calouros da Engenharia Civil se juntassem com os nossos para construir escolas? Dessa forma, eles só desperdiçam tempo”, comenta a aluna do 5° semestre do curso de Arquitetura Gabriela Curado.

O sentimento do estudante Luiz Eduardo Sarmento, do 6º semestre de Arquitetura, é de indignação. Membro do Centro Acadêmico do curso, o aluno participou da marcha contra a homofobia que levou duas mil pessoas à Esplanada dos Ministérios nesta quarta-feira, dia 19. “Os debates que fizemos contra a homofobia não conseguem atingir as pessoas preconceituosas aqui na UnB”, lamenta. Na segunda e terça-feira desta semana, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) promoveu junto a associações LGBT o seminário UnB Fora do Armário!, que reuniu representantes dos poderes executivo e legislativo para discutir políticas públicas para garantir os direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

“Foi uma ofensa homofóbica, antiacadêmica e anticidadã”, enfatiza o professor do Departamento de Arquitetura Frederico Flósculo. O docente escreveu um artigo denunciando o trote para ser publicado no jornal da ADUnB, mas diz que o texto foi vetado. “Disseram que eu estava ofendendo os alunos e professores do Departamento de Engenharia Civil, enquanto eu estava apenas respondendo a uma ofensa”, protesta.

A Agência UnB não conseguiu localizar alunos da Engenharia Civil que tenham participado do trote no início da tarde. No Centro Acadêmico do curso, no entanto, a prática é bem conhecida. Estudantes que preferiram não se identificar comentavam em tom de deboche a calorada. “Não é um preconceito, é um pós-conceito”, disse um. “É só uma brincadeira, não tem a intenção de ofender”, corrigiu outro. “O calouro entra na universidade achando que não há problema sofrer abusos por parte dos veterano. A principal medida é trabalhar politicamente para o fim desses trotes violentos”, afirma Raul Cardoso, coordenador-geral do DCE.

O MELHOR DO HOMEM

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Cada homem traz dentro de si sua tragédia sexual, afirma o diretor Djalma Thürler. E é nesse clima provocador, que a Cia Ateliê Voador - agora radicada em Salvador - apresenta pela primeira vez na capital baiana, o seu mais novo espetáculo: O Melhor do Homem, encenado pelos atores cariocas Duda Woyda e Gláucio Machado, que encarnam as personagens Dean e Skyler.
A estreia acontece no dia 27 de maio, no Teatro Martim Gonçalves, situado na Escola de Teatro da UFBA, no Canela; e fica em cartaz até 13 de junho, de quinta a domingo, sempre às 20h. A peça foi premiada pelo edital de montagem teatral Myriam Muniz do Fundo Nacional das Artes (Funarte) e expõe o início de uma nova pesquisa de Djalma sobre a identidade masculina.

"Man at his Best" chegou às minhas mãos por causa dos meus estudos de Pós-Doutorado e serviria como mais uma peça a ser lida e discutida, mas, muito rápido percebi que era ali que queria navegar, nessa, que foi a primeira gay-play brasileira quando estreou em 1995, conta o diretor, que também é ator e professor do IHAC - Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos (UFBA).

O Melhor do Homem

O Melhor do Homem se passa em Manhattan, nos Estados Unidos, e fala da relação marginal, sexual, fascinante e excitante entre dois homens ex-presidiários. Apesar de se tratar de duas personagens que vivem um jogo homo-erótico, o diretor destaca que não se trata de homens afeminados, aspecto necessário para "discutir a construção de identidades", diz o diretor.

Por esta abordagem, a peça pode ser comparada à novela de Annie Proulx, O Segredo de Brokeback Mountain, que é muito mais agressiva e violenta que o filme de Ang Lee. O Melhor do Homem também volta seus olhos para os losers da sociedade americana, para as margens "espaço possível para transgressões e errâncias. É um duo outsider de corpos marcados pela masculinidade nos moldes hegemônicos e aborda as fragmentações pelas quais a sociedade pós-moderna e, especificamente, o individuo passa nesses últimos 30 anos. Dean e Skyler instigam a sociedade a compreender a sexualidade como fenômeno cultural e histórico.

Texto Original

O texto original foi escrito pela norte-americana Carlota Zimmerman, na época, com apenas 17 anos, e foi encenado por um grupo de jovens dramaturgos em Nova Iorque, obtendo grande sucesso de público e crítica. O espetáculo fala do amor passional e simbiótico, relação esta que, "como qualquer outra", traz em si os germes da violência, do medo, da posse e da sujeição.

Elenco

O centro da peça são as personagens e, para que isso ocorresse, era necessária a presença forte de bons atores. Um deles é Duda Woyda, que veio do Rio de Janeiro. O outro é o professor da Escola de Teatro da UFBA, Gláucio Machado, também carioca, mas que mora em Salvador há oito anos. Os dois intérpretes já foram dirigidos por Djalma e foram escolhidos devido ao reconhecimento do excelente trabalho artístico deles.

Cenário

O cenário é assinado por ninguém menos que José Dias, um dos mais respeitados cenógrafos da TV e do teatro no Brasil. Dias é um parceiro antigo de Thürler. “Dias é um mestre, um professor e é um privilégio poder fazer esse trabalho com um dos maiores cenógrafos do país, vai ser legal pra todo mundo”, garante.

Ficha Técnica:

  • Texto: Carlota Zimmerman
  • Tradução e direção: Djalma Thürler
  • Elenco: Gláucio Machado e Duda Woyda
  • Cenário: José Dias

SERVIÇO:

Peça - O Melhor Do Homem

Tradução e direção: Djalma Thürler

Atores: Duda Woyda e Gláucio Machado

Local: Teatro Martim Gonçalves, Rua Araújo Pinho, s/n, Canela. Salvador – BA [Tel.: 71 3247-8162]

Temporada: De 27 de maio a 13 de junho; de quinta a domingo.

Horário: às 20h.

Ingressos: R$20 (vendas no local).

quarta-feira, maio 19, 2010

Marcha contra a homofobia

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Brasília - Representantes do movimento de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT) de todo o país se reuniram nesta quarta (19), em Brasília, para a 1ª Marcha Nacional contra a Homofobia. A passeata contou com mais de 2.500 participantes. O objetivo do movimento é reivindicar a garantia de Estado laico (sem interferência religiosa nas decisões públicas), aprovação imediata do Projeto de Lei da Câmara (PLC 122/2006) que torna crime a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, e uma decisão favorável da Justiça sobre a união civil entre casais homoafetivos.

A marcha percorreu a Esplanada dos Ministérios liderada por travestis usando roupas pretas em sinal de luto às 238 mortes de travestis registradas no ano passado. Cruzes foram colocadas no gramado em frente ao Congresso Nacional para simbolizar as vítimas do preconceito.

Para o coordenador-geral da marcha, Carlos Magno, o maior entrave para o avanço dos direitos dos homossexuais é o controle exercido pela Igreja em temas que deveriam ser exclusivos do Estado. “Os fundamentalistas religiosos têm interferido no Estado e impedem os avanços de qualquer direito relacionado aos homossexuais, precisamos mudar isso.”

O professor Maurivam Monteiro veio de Pernambuco para participar da marcha. Ele acredita que esse tipo de manifestação abre a discussão sobre a necessidade de se respeitar as diferenças. “Estou aqui para lutar por uma visão social geral ao respeitar as diferenças. Repensar alguns valores e, principalmente, a questão do respeito ao outro”, ressalta o educador.

Membro do movimento estudantil e diretor do movimento LGBT do PCdoB, Paulo Ricardo, afirma que o apoio de parlamentares à causa é fundamental para pressionar o Senado pela aprovação do projeto de Lei.

“Vamos fazer pressão dentro do Congresso. O apoio de parlamentares tem se somado à força do movimento, até para que o projeto seja levado adiante e, principalmente, para mostrar que temos o poder de reivindicar questões do nosso grupo,” disse.

Fonte: UAI

Servidores públicos travestis poderão usar nome social em crachás

travestinomesocial2 Os servidores públicos federais travestis ou transexuais poderão usar o nome social (como preferem ser chamados) em cadastros dos órgãos em que trabalham e até nos crachás de identificação.

A substituição do nome oficial será autorizada para o cadastro de dados e informações pessoais de uso social, nas comunicações internas, no endereço de e-mail do servidor, na lista de ramais do órgão e nos crachás. A regra está prevista em portaria do Ministério do Planejamento publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial União.

No caso dos crachás, o nome social aparecerá na frente, mas o nome civil deve constar no verso da identificação. De acordo com a portaria, os órgãos terão 90 dias para se adaptar à nova regra.

Na última semana, o Ministério das Relações Exteriores passou a conceder passaportes diplomáticos ou oficiais para companheiros de servidores homossexuais que trabalham nas representações do Brasil no exterior.

 

Fonte: UAI

Keila Simpson emociona público em Seminário LGBT no Congresso Nacional

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18/05/2010 - Na abertura do VII Seminário LGBT no Congresso Nacional, na manhã desta terça (18), Keila Simpson, vice-presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), emocionou o público do auditório Nereu Ramos ao ler o texto "História de todas nós" de Rafael Menezes.

O texto, de forma poética, embora incisiva, fala do cotidiano das travestis, que enfrentam o preconceito na família, na escola, nas ruas e nos serviços públicos, além da violência que torna o Brasil o país campeão mundial de assassinatos de LGBT, com uma morte registrada a cada dois dias.

A morte mais recente, inclusive, aconteceu exatamente na noite de segunda-feira (17), Dia Internacional de Combate á Homofobia, com o assassinato de uma travesti em Porto Alegre(RS).

Fonte: Portal da Câmara dos Deputados

 

História de todas nós

http://relatosdeumatransex.blogspot.com/

Eu sou o avesso do que o Sr. sonhou para o seu filho. Eu sou a sua filha amada pelo avesso. A minha embalagem é de pedra mas meu avesso é de gesso. Toda vez que a pedra bate no gesso, me corta toda por dentro. Eu mesma me corto por dentro, só eu posso, só eu faço. Na carne externa quem me corta é o mesmo que admira esse meu avesso pelo lado de fora. Eu sou a subversão sublime de mim mesma. Sou o que derrama, o que transborda da mulher. Só que essa mulher sou eu, sou o que excede dela.

Ou seja, eu sou ela com um plus, com um bônus. Sou a mulher que tem força de homem, que tem o coração trabalhado no gelo. Que pode ser várias, uma em cada dia da semana. Eu tenho o cabelo que eu quiser, a unha da cor que eu quiser. Os peitos do tamanho que eu quiser, e do material que puder pagar. O que eu não trocaria por uma armadura medieval , uma prótese blindada talvez. A prova de balas, a prova de facas. Uma prótese dura o suficiente para me proteger de um tiro e maleável o suficiente para ainda deixar o amor entrar.

Bailarina troglodita de pernas de pau. Eu fui expulsa da escola de dança e aprovada em primeiro lugar na escola da vida. Vestibular de morte, na cadeira da “bombadeira”, minha primeira lição. Era a pele que crescia e me dava a aparência que eu sonhava. Conosco, a beleza e a morte andam de mãos dadas.

No mesmo trilho de uma vida marcada por dedos que apontam ate o fim da existecia.
Na minha esquina. Sim, aqui as esquinas tem donos. A noite, meninas como eu ou como outra qualquer, usando um pedaço de tecido fingindo ser uma saia, brincos enormes, capazes de fazer uma mulher comum perder o equilíbrio e um salto de acrílico de altura inimaginável, que a faz sentir-se inatingível. Ela merece uma medalha.

Para um carro, um homem ao volante que deixa em casa sua mulher, e quer ser mulher, ate mais feminina que nós talvez. Porque dessa vez os litros de silicone, os cabelos tingidos, os brincos enormes, o saltos altíssimos não impressionaram a ele. Seu desejo é pelo que ela não mostra nas ruas, ela vai ter que se ver como homem mais uma vez. E a vida segue. Muitas morrem, outras nascem cada vez mais novas. E assim elas vão, desviando dos tiros, esbarrando no preconceito, correndo da polícia. Mas sempre com um batom nos lábios, um belo salto nos pés e na maioria das vezes um vazio no coração.

Ela não precisa de redenção.

Rafael Menezes

Suicídio: gays excluídos da família têm maior tendência

mikebenjie-402x520 Os adolescentes gays rechaçados por suas famílias têm oito vezes mais probabilidades de tentar suicídio e três vezes mais de se drogarem quando adultos em relação aos que querem recebem apoio, segundo um estudo realizado na Califórnia e apresentado hoje em Madri.

Além disso, um terço dos pais reage negativamente quando recebe a notícia; 50% manifestam uma resposta ambivalente - mas realmente prefeririam que seu filho ou filha não fosse homossexual - e o resto assume bem desde o início, explicou à Agência Efe Caitlin Ryan, autora do trabalho.

Os resultados do estudo, que contou com US$ 4 milhões de financiamento para quatro anos, confirmam que o impacto da família é "muito dramático" na saúde física e psíquica das crianças e jovens LGTB (lésbicas, gays, transexuais e bissexuais).

Embora paradoxal, inclusive os pais que não aceitam a orientação sexual de seus filhos "fazem-no com a melhor intenção", ressaltou a professora da Universidade de San Francisco.

Para a execução do projeto de pesquisa, Ryan entrevistou jovens gays d famílias (incluídos avôs, tios) de um amplo espectro sociológico e religioso do Estado da Califórnia.

suicideboyAo fim, detectou centenas de condutas diferentes e o impacto que ajudavam na saúde dos jovens homossexuais.

Entre as principais conclusões, a americana destacou que a rejeição familiar se  traduz em uma probabilidade oito vezes maior de tentar suicídio, quase seis vezes mais possibilidades de sofrer depressão e três vezes mais de consumir drogas, de infectar-se por HIV e de contrair doenças sexualmente transmissíveis, em comparação com aqueles que foram apoiados por seu núcleo familiar.

O projeto que dirige Ryan na Universidade de San Francisco (Family Acceptence) também incorpora guias e protocolos às famílias e a pessoal sanitário para saber como atuar e como evitar danar aos jovens gays.

Fonte: G1

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Debate sobre o Estatuto das Famílias na CCJ da Câmara Federal

Por Ricardo Pinheiro (*)
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Um debate bastante polarizado dominou o clima da audiência pública sobre o Estatuto das Famílias na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) na quarta-feira passada, 12/05/2010, em Brasília, reconhecida pela cultura local como a terra dos Candangos. O Estatuto engloba diversos projetos de lei (PL 674/07 e 2285/07, entre outros) e, em alguns deles, existe a regulamentação da união entre pessoas do mesmo sexo e da adoção feita por esses casais.

Críticos e defensores da união civil de homossexuais colocaram seus argumentos diante do plenário lotado, onde evangélicos contrários à união de pessoas do mesmo sexo estavam em maioria.

Para tentar chegar a um acordo, o presidente da CCJ e relator do Estatuto das Famílias, deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS), disse que diante de tantas diferenças e dúvidas, vai tentar encontrar um meio termo. Hã? “Meio termo”? Não me peçam pra imaginar o que poderá sair desse estatuto franksteinizado...

Para o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, Toni Reis, não se trata de casamento, mas sim de garantir direitos civis. "Envolve essa questão da herança, de planos de saúde, de adoção. Nós queremos nem menos nem mais, queremos direitos iguais. Nós não queremos é o casamento, nesse momento não é a nossa pretensão. O que nós queremos são os direitos civis".

Toni Reis citou declarações das organizações das Nações Unidas (ONU) e dos Estados Americanos (OEA) para defender o direito ao reconhecimento da união civil e da adoção entre pessoas do mesmo sexo. Ele destacou que o Governo Lula também apoia a reivindicação e mencionou o programa Brasil sem Homofobia, coordenado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. "O Brasil é um Estado laico e queremos o que a Constituição preconiza, direitos civis", argumentou.

O pastor da Assembleia de Deus, Silas Malafaia questionou se outros comportamentos poderiam, futuramente, virar lei. "Então vamos liberar relações com cachorro, vamos liberar com cadáveres, isso também não é um comportamento?" O pastor foi muito aplaudido durante sua exposição. Malafaia afirmou que conceder os diretos civis é a porta para depois aprovarem o casamento. Ele defendeu que a família é o homem, a mulher e a prole, sendo que a própria Constituição defende esse desenho familiar.

Na mesma linha crítica, o pastor da Igreja Assembleia de Deus, Abner Ferreira afirmou que o Estatuto das Famílias seria, na verdade, o Estatuto da Desconstrução da Família. Segundo ele, ao admitir a união de pessoas do mesmo sexo, a proposta pretende destruir o padrão da família natural, em vez de protegê-la. Ele disse que todas as outras formas de família são incompletas e que toda manobra contrária à família natural deve ser rejeitada.

A vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família, Maria Berenice Dias, afirmou que o fato de a Constituição proteger a união entre homem e mulher não significa que uniões homoafetivas também não possam ter direitos na esfera civil.

Ela avaliou que o debate foi para a esfera ideológica. "Estou sentindo nesse espaço um clima de muito medo, de muito revanchismo, pouco técnico, pouco científico, pouco preparado”, observou. “As pessoas estão se deixando dominar por posições religiosas muito ferrenhas, e confesso que não sei porque têm medo que simplesmente se assegure direitos aos homossexuais, se assegure a crianças terem um lar", acrescentou.

Maria Berenice Dias citou decisão recente do Superior Tribunal de Justiça, que reconheceu a adoção feita por duas mulheres, e afirmou que a união homoafetiva não ameaça a família. "Argentina, Uruguai, México e Canadá são alguns dos países que reconhecem essas uniões. Quem conhece esses lugares sabe que, por lá, a família vai muito bem, obrigada", disse.

No sítio da Câmara Federal [Agência Câmara de Notícias] do dia 12 de maio de 2010 é possível ver como o assunto mexe com os ânimos da fé de muitos – isso mesmo, a coisa está sendo reduzida à esfera religiosa! -, pois os comentários postados pelos internautas reproduzem o quantitativo de opiniões sob a mesma vertente ideológica. Os mais recentes comentários diziam, entre outras coisas:

“Uma coisa é respeitar o homossexual e não ter preconceitos quanto à sua opção sexual, assim como fazemos com os fumantes no tocante à opção de fumar, ninguém deve discriminá-los. Outra coisa é dizer que o fumo faz bem à saúde. Respeitar as opções não quer dizer que todas as opções sejam iguais. A opção de não fumar é melhor que a de fumar e a opção heterossexual é melhor que a homossexual”, assina Bruno.

“Definitivamente essa proposta de regulamentar a união de homossexuais é uma desonra aos preceitos da palavra de Deus para o homem e a mulher pois contraria e se opõe à santidade do nosso Deus”, assina Robervanda.

Um tal de Vanderlei foi mais tirânico, pois disse: “Vivemos na democracia. Em outras palavras, a maioria do povo governa ou decide como deve ser o governo. As minorias devem acatar o que a maioria determinar. Este é o princípio básico da democracia. Existem países que não existe a democracia. Será que lá é melhor?”.

Daí, pergunto: vivemos num país ideal no qual as pessoas são respeitadas por aquilo que são ou vivemos num país do “ainda-não” em que se é necessário lutar com as armas da cidadania plena para o respeito à dignidade da pessoa humana? Sim, pois é preciso avisar aos desavisados que homossexualidade não é “opção”, ou seja, não é escolha de ninguém em sã consciência psíquica sofrer diante de um padrão heterossexista, o ter que passar por esse achincalhe ou, para os que se curvam ao letrismo dos dogmas de natureza moral e tirânica, o padecer pela escravidão ao medo da danação eterna!

Os debates, obviamente, ainda não levaram a muitos passos dado o abismo entre as posições suscitadas. De qualquer forma, ficam aqui as implicações sobre o cenário dos fatos que se discute em nosso Parlamento. Vale a pena ficar calado e permitir que a omissão seja a chave para abrir as portas do retrocesso no campo das relações sociais e jurídicas existentes? Ou será que alguém duvida das manobras articuladas pelos segmentos fundamentalistas religiosos junto aos seus pares eleitos graças aos seus “e$forço$” eleitoreiros?

Na semana passada assistimos chocados ao acinte da malta dos perversos transfigurados em defensores da família [a família na obsolescência do entendimento deles!], comparando comportamentos qualificados como doenças ou distúrbios psíquicos pela OMS e as orientações sexuais.  Sim, a disseminação do mal foi tão acintosa e certa de impunidade que ousou verborragiar a estupidez sem máscara alguma: gays e pedófilos, gays e necrófilos, gays e zoófilos foram assemelhados na cara dura diante de uma Comissão de Constituição e Justiça! A arrogância de um deles, aplaudida pela maioria ortodoxa religiosa ali presente, foi tanta que deu seu recado às lideranças partidárias, trazendo o debate para o contexto político das eleições presidenciais:

"Eu ouvi os homossexuais fazerem aqui pronunciamentos dizendo que o presidente os indicou para a ONU, que o presidente os apoia totalmente, então nós evangélicos, que representamos 25% da população, temos que pensar muito bem em quem vamos votar para presidente da República", avisou do alto de sua insolência o suposto porta-voz de ¼ do eleitorado nacional.

Que ninguém me entenda mal, tenho lá minhas convicções de ordem religiosa, as quais me inspiram à coexistência pacífica com todos os meus confrades [de todos os credos ou não], mas justamente porque amo os princípios pacificadores que são a essência da Igreja [aqui entendida não como termo com referência a qualquer institucionalização, mas apenas como categoria dos que são "chamados para fora" [1] do arbítrio dos deuses “Poder” e “Glória”], é que não engulo os ideais ensimesmados e absolutistas da "igreja evangélica". Sim, não engulo porque não reconheço nela – nem de longe, nem como sombra ou sereno – as marcas amorosas e portanto revolucionárias daquele que se diz o seu “inspirador”, conforme leio nos Evangelhos. Creio que somente quando o que está aí passar por uma desconstrução é que a Igreja terá chance de renascer no Brasil.

Entretanto, à vista daquilo a que todos assistimos na CCJ da Câmara, cabe-me a retórica da pergunta inspirada numa das letras do saudoso profeta cantador Renato Russo: "Que país é este?". Que país é este que nega direitos aos seus cidadãos, que faz do mais nobre Palácio das Leis neste solo um palco para “panem et circenses”, conforme nos inspiram os versos das Sátiras de Juvenal? Que país é este que transforma um debate sério num solilóquio moral-religioso desses “diabólós” [2] que fazem da fé uma bandeira política?

É pra se pensar, prezados cidadãos de bem e consortes amantes da democracia. Porque parado nem mesmo os modelos tradicionais de família em sociedade não ficam mais! Não me lembro neste instante, mas acho que o nome que se dá a isso é evolução natural das coisas. É, deve ser isso. Evolução natural. Na próxima audiência pública, não poderemos esquecer de levar isso para os “diabos-acusadores” quando emergirem lá no centro da terra dos Candangos.

Por ora, à lei e ao amor! Xô, Satanases [3]!
___________________________
(*) Texto adaptado da reportagem de Daniele Lessa no sítio da Câmara Federal, “Religiosos, juristas e ongs divergem sobre união civil gay”, de 12/05/2010.

[1] Do original grego "ekklésia", ou seja, os "chamados para fora".
[2] Do original grego, “acusador” ou “acusadores”, "opositor", "o que lança através ou por intermédio de". Diabo.

[3] Do original grego, Satan, ou seja, "adversário".
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Grupo Botija apresenta PEQUENAS IGREJAS GRANDES NEGÓCIOS

Sinopse

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É uma sátira bem humorada, vivida por apenas um ator. Maciel Oliveira faz uma gozação do programa dominical da TV Globo: "Pequenas Empresas Grandes Negócios". A peça conta a história de um corinthiano que veio tentar a vida em São Paulo e se vê em dificuldades financeiras. Quando descobre que o melhor investimento a se fazer é fundar uma igreja, percebe que tem apenas trinta reais no bolso. Diante disso, funda uma associação chamada Pequenas Igrejas Grandes Negócios, onde pretende ter uma renda de trinta mil reais por mês a partir do dinheiro investido. Nesse momento, Edson deixa de ser o torcedor falido para se transformar no Pastor Edson. A partir daí, além do templo numa favela, surgem outros pela cidade inteira. Essa associação é composta por todos os tipos de religiões e, como o sujeito virou pastor, começa a receber seus adeptos para relatarem suas experiências de vida e comentarem como tudo mudou após a conversão à assembléia do Pastor Edson. São personagens vividos pelo próprio Maciel Oliveira. As figuras que o ator interpreta são: Elizabeth, uma ex-freira, Francisco, um ex-gay, Whatisyourname, um nordestino e ex-homem-bomba, entre outros...

Ficha Técnica - Grupo Botija

Texto: Maciel Oliveira

Elenco: Maciel Oliveira

Direção: Fábio Rodrigues

Assistente de Direção: Natália Amaral

Iluminação/Som: Sandro Coimbra

Trilha sonora: Alex Duran

Concepção de cenário: Sandro Coimbra

Figurinista: River Barros

Assessoria de imprensa: Jardel Teixeira

Produção e Realização: Grupo Botija

Serviço

Duração: 60 minutos.

Recomendação etária: 15 anos

Temporada: de 15 de maio a 4 de julho de 2010. Sábados às 20h e domingos às 18h

Local: Teatro Santo Agostinho (acesso para deficientes, café), Rua Apeninos, 118, Liberdade, São Paulo, (11) 3209-4858, próximo a Estação Vergueiro do Metrô SP.

Vendas de ingressos: (11) 4119-2441 ou 8179-8804.

Ingressos: R$ 40,00 | estudantes, melhor idade e classe teatral: R$ 20,00.

Grupo Botija Grupo Botija

Teatro Convencional e Teatro Empresa.

O Grupo Botija foi criado no início de 2003, com o objetivo de se aprofundar no estudo teatral; dando preferência para autores brasileiros, principalmente os novos, porém não deixando de lado grandes dramaturgos como Shakespeare, Vitor Hugo, Tchekov, entre outros. A princípio o grupo se reunia uma vez por semana para estudo de texto. O projeto foi tomando corpo, reunindo pessoas com objetivos comuns. Por meio desse estudo, o Grupo Botija desenvolveu já em 2003, o projeto "Cenas de Doido", de autoria de Maciel Oliveira; em 2004 foi realizado o projeto da peça "Florbela", de Alcides Nogueira, dramaturgo da Rede Globo de televisão. Em 2005, o Grupo Botija, partiu também para uma proposta diferente, ou seja, para o Teatro Empresa, o qual tem se tornado parte integrante dos projetos do Grupo. Formado por atores profissionais, que já atuaram em Cinema, TV e Teatro.

Fábio Rodrigues - Direção

Cineasta, Editor, Diretor de Teatro e Músico.

Maciel Oliveira - Ator e autor

Preparador de elenco, arte educador, ator de teatro/cinema/televisão.

segunda-feira, maio 17, 2010

Divergências na Igreja Episcopal dos Estados Unidos

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A Igreja Episcopal dos Estados Unidos – que representa o anglicanismo no país – ordenou neste sábado sua primeira bispa abertamente lésbica. A ordenação de Mary Glasspool foi realizada apesar das advertências do arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, que disse que isso aprofundaria a disputa em torno da orientação sexual dos prelados.
Glasspool se tornou bispa auxiliar em uma cerimônia celebrada em Long Beach, Califórnia, da qual participaram 3.000 pessoas.
A reportagem é do sítio Religión Digital, 16-05-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Em 2003, Gene Robinson se tornou o primeiro bispo abertamente gay dos EUA. A Comunhão Anglicana – a afiliação mundial de Igrejas anglicanas – ficou à beira da ruptura.
Junto com Mary Glasspool, Diane Jardine Bruce também foi ordenada bispa neste sábado.
Ambas foram designadas em dezembro como as primeiras bispas mulheres da diocese de Los Angeles, que tem 114 anos de história.

Robert Pigott assegurou que a ordenação de Mary Glasspool foi interpretada como uma deselegância da liberal Igreja Episcopal dos EUA com outras Igrejas anglicanas de todo o mundo.
O arcebispo de Canterbury pediu que a Igreja Episcopal não realizasse a ordenação, advertindo que ela aprofundaria as diferenças com os tradicionalistas anglicanos que consideram a homossexualidade ativa um pecado.
É provável que a ordenação de Glasspool acelere a marginalização da Igreja Episcopal e aumente a tensão entre anglicanos em outros lugares.
No começo, a Igreja Episcopal aceitou suspender a ordenação de bispos abertamente homossexuais, mesmo que depois tenha revogado essa decisão.

RELIGIÃO X HOMOFOBIA

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"As religiões com frequência contribuem para a homofobia", diz o pesquisador Louis-Georges Tin

                                                                                                             Le Monde

 Josyane Savigneau

O porta-voz do Conselho Representativo das Associações Negras (CRAN), Louis-Georges Tin, foi editor de um Dicionário da Homofobia (PUF, 2003).
Le Monde: Em 17 de maio, será realizada a 6ª edição do Dia Mundial Contra a Homofobia, que você criou. Não há uma multiplicação excessiva dessas datas anuais consagradas a este ou aquele tema da sociedade?
Tin: Acho que não. Essas datas permitem que a sociedade civil se aproprie da agenda política e introduza nela temáticas de certa forma negligenciadas por seus dirigentes. Elas respondem, portanto, a uma exigência democrática.

Le Monde: Como você decidiu, em 2005, propor esta data?

Tin: Propus esta data a inúmeras associações em todo o mundo, que acharam a ideia muito interessante e a adotaram. Eu também a propus às autoridades públicas, e depois ela foi reconhecida oficialmente pe la União Europeia, pela França e por vários outros países.
Esta data foi escolhida porque foi no dia 17 de maio de 1990 que a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista de doenças mentais. É uma data internacional, positiva, que nos convida também a pedir que se faça pelos transsexuais no futuro o mesmo que foi feito pelos homossexuais no passado.
A França foi o primeiro país do mundo a retirar a transsexualidade da lista de doenças mentais, em 2009, durante o Dia Contra a Homofobia e a Transfobia, e esperamos que ela leve esta batalha para a OMS.

Le Monde: O que é feito nesta data?

Tin: Em mais de 60 países em todo o mundo, haverá conferências, exposições, festivais, ações nas ruas. Decisões políticas são tomadas. Na França, há mais de 150 eventos em mais de 40 cidades.
Le Monde: Em 2010, o tema será a “Homofobia e as Rel igiões”. O que vocês esperam obter das diversas autoridades religiosas?

Tin: As tradições religiosas com frequência contribuem para reforçar a homofobia, por isso escolhemos o tema. Este ano, não pedimos que os crentes e especialmente os responsáveis religiosos aprovem a homossexualidade mas, algo bem diferente, que desaprovem a homofobia. Principalmente quando se trata de violências cometidas em nome de um Deus, qualquer que seja. Não pretendemos entrar no terreno da teologia, que não é o nosso; pedimos aos teólogos que venham para o terreno dos direitos humanos, que concerne a todos nós.
Assim, na França, organizamos um colóquio na Assembleia Nacional, do qual participaram os representantes oficiais da Conferência dos Bispos da França, da Federação Protestante, do Grão-Rabinato, da Mesquita de Paris e da União Budista da França. Foi um evento totalmente inédito.
Nós redigimos, junto com a Igreja da França, uma oração universal pedindo o respeito à dignidade de cada um, por oca sião desta data. Para o Islã da França, é também uma ocasião histórica para abandonar o preconceito que quer que os muçulmanos sejam obrigatoriamente homofóbicos.
Le Monde: O que você pensa das declarações recentes de um cardeal que relacionou a pedofilia na Igreja à homossexualidade?

Tin: Ele só disse o que muitas pessoas homofóbicas, na Igreja ou fora dela, pensam normalmente. Por outro lado, a novidade foi o escândalo internacional que essas declarações suscitaram. Há alguns anos, quem teria se incomodado com isso além de alguns militantes? É sinal de que os tempos estão mudando. Está na hora do Vaticano se dar conta disso...

Le Monde: As ações homofóbicas estão aumentando na França?

Tin: Não há uma pesquisa global sobre o assunto. Nós temos os números da associação SOS-Homofobia, que estão aumentando. Mais é difícil de saber se isso significa um aumento da realidade homofóbica ou da propensão a denunciar essa realidade. Entretanto, muitas pessoas que deveriam denunciá-la ainda não o fazem, com medo de se expor à uma estigmatização social. Seriam necessárias mais pesquisas sobre a vitimização na França, para estabelecer com mais precisão o grau da violência homofóbica ou transfóbica.
Le Monde: Você compartilha da opinião daqueles que dizem que a recusa do casamento homossexual na França é uma homofobia do Estado?

Tin: Eu concordo. Acredito que houve um tempo, em certos países, em que os casamentos entre negros e brancos eram proibidos, isso não era racismo? Há países em que as mulheres não podem se casar como querem, isso é não é sexismo? Há países onde os homossexuais não podem se casar como querem. Acho que a conclusão é óbvia.
Le Monde: Em 2006, você dizia que 80 países ainda consider avam a homossexualidade um crime, isso ainda é assim?

Tin: E em sete países, principalmente no arco do Oriente Médio, a pena de morte é exigida contra os homossexuais, com base na sharia. Em 2006, lançamos um apelo “pela descriminalização universal da homossexualidade”. Esta petição foi amplamente apoiada por personalidades como Jacques Delors, artistas como Meryl Streep, prêmios Nobel como Desmond Tutu, Dario Fo, etc.
Nossa campanha resultou numa declaração à Assembleia Geral das Nações Unidas, apresentada por Rama Yade, em 2008. Mas trata-se apenas de uma declaração, um texto, simbólico, forte, mas sem valor de lei. É necessária uma resolução, e para isso nós devemos convencer mais Estados, obter uma maioria e uma decisão que em seguida deva ser aplicada.
Le Monde: Além das questões institucionais, como o casamento, como você avalia a situação social da homossexualidade na F rança hoje?

Tin: As coisas estão melhores. Dois terços dos franceses são favoráveis ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Há cada vez mais ações no âmbito social, e algumas medidas importantes no âmbito governamental. Mas, principalmente para os jovens, a homofobia continua forte. Mesmo num ambiente racista, uma criança negra tem todas as chances de crescer numa família negra onde a sua “diferença” não é percebida como tal. Isso não existe para os jovens homossexuais, que em geral crescem em famílias heterossexuais.
Portanto, se são expostos à homofobia social, eles não necessariamente encontrarão dentro de sua família o apoio de que precisam. Muitos exemplos mostram que eles assumem um risco importante ao fazê-lo. Inúmeras famílias ainda rejeitam seus filhos quando eles revelam sua homossexualidade. Os jovens preferem, portanto, ficar no silêncio, o que é uma fonte de depressão, de aflição . Nos pátios das escolas, no mundo dos esportes, na vida cotidiana, os insultos homofóbicos ainda são frequentes, às vezes sem importância para aqueles que os fazem, mas muito duros para os que os recebem.

Le Monde: A França é um país de refúgio para os homossexuais perseguidos em suas nações?

Tin: Mais ou menos, mas é necessário levar em conta a situação reservada aos imigrantes. Os países mais abertos à homossexualidade não são necessariamente os mais abertos à imigração.
Nos encontramos recentemente com o gabinete de Eric Besson e esperamos medidas fortes para que os funcionários responsáveis pelo direito de asilo recebam uma melhor formação para acolher os refugiados perseguidos por conta de sua orientação sexual ou de sua identidade de gênero. Mas ainda não chegamos lá...

Tradução: Eloise De Vylder

domingo, maio 16, 2010

Padre é preso nu e bêbado dentro de carro

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Padre Silvio Andrei é preso por nudez e embriaguez  

 
O padre Silvio Andrei, 40 anos, foi preso na madrugada deste domingo (16) por policiais militares em Ibiporã. Ele foi autuado em flagrante por ato obsceno, embriaguez ao volante e corrupção ativa.

De acordo com a Polícia Militar de Ibiporã, por volta da 1h10 de hoje, o padre desceu nu de um veículo Fiat Idea, com placas de Belo Horizonte, e fez uma proposta sexual obscena a policiais militares e funcionários de uma empresa de transporte coletivo que estavam na avenida Paraná, região central da cidade.

Na sequência, o padre saiu com o carro e os policiais o seguiram. No bairro, Jardim Pastor, o sacerdote teria tentado ainda abordar um menino que conseguiu fugir. Neste momento, os policiais o abordaram e apesar dele inicialmente dizer que era professor da UEL, os documentos pessoais revelaram sua identidade. No banco traseiro do veículo, os policiais encontraram as vestimentas do sacerdote.

Segundo os policiais, ao perceber a grave situação em que estava, Andrei tentou oferecer todo o dinheiro que ele tinha na carteira para que não fosse preso. No caminho da delegacia, ele ainda teria reforçado a oferta, dizendo que conseguiria mais dinheiro para que não fosse autuado.

Andrei se recusou em fazer o teste do bafômetro mas segundo relatório da PM, ele exalava forte hálito etílico, estava com olhos avermelhados e tinha a fala desconexa.

O investigador da Polícia Civil de Ibiporã, Robson, informou à reportagem, que o padre Andrei está preso em uma sala da delegacia e aguarda providências de seu advogado para obter a liberdade provisória.

Silvio Andrei é sacerdote Palotino há quase 10 anos. Ele atuou durante anos na Catedral de Cambé e atualmente é Pároco da Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, que pertence à Região Episcopal Sé da Arquidiocese de São Paulo.

Ele também é membro da Comissão Arquidiocesana de Comunicação de São Paulo e Assessor de Comunicação da Região Episcopal Sé.

 

sábado, maio 15, 2010

Faces da Igreja Católica

Escola católica recusa matrícula de filho de lésbicas


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Uma escola católica em Massachusetts, nos Estados Unidos, se recusou a aceitar a matrícula de um garoto de 8 anos de idade, filho de um casal de lésbicas.
O aluno não foi aceito na instituição porque o relacionamento das duas mulheres "não condiz com o ensinamento da igreja".

A mãe do garoto, que não teve o nome revelado desabafou: “Estou acostumada com a discriminação na minha idade e com o fato de ser lésbica, mas não esperava que meu filho fosse também.

A direção da escola alegou que os professores não estavam preparados para responder às questões que eventualmente o menino iria enfrentar porque os ensinamentos da instituição sobre casamento entrariam em “conflito” com a visão de sua família.

Fonte: Cena G

A Igreja que disfarça

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A Igreja Católica anda as voltas com sua reputação, e para tentar melhorar sua gasta imagem, diante da sociedade, ela resolveu eleger um “bode expiatório” (acho que cordeiro expiatório teria mais vínculos com a questão, mas..). Numa tentativa sôfrega de culpar alguém pela IMORALIDADE DO CLERO, a santa madrasta, Igreja, elegeu os gays.

Em semelhança de Silas Malafaia, aquele showman evangélico, que costuma dizer que homossexualidade é algo comparável com a zoofilia e a pedofilia, o Prefeito para a Congregação da Doutrina da Fé se viu numa boca de sinuca, quando não soube esclarecer à comunidade científica de onde vinham as informações que a homossexualidade estava relacionada, com vínculos, à pedofilia.

Mas, no Brasil, a CNBB, em suas diretrizes oficiais, resolveu respaldar a idéia, querendo promover uma limpeza em seus quadros vocacionais, onde o candidato ao sacerdócio, não poderia ter tendências à homossexualidade. Uma forma implícita de camuflar a responsabilidade pela pedofilia dentro de seus quadros presbiterais e episcopais, e assim desviar o assunto, de fato, grave e endêmico para um assunto do tabu imaginário da sociedade heteronormatizada.

Também, vale lembrar, que tal postura tende a uma média, uma vez que o único brasileiro membro da Congregação para a Doutrina da Fé, e secretário para os assuntos de Doutrina da CNBB, o bispo de Belo Horizonte, D. Walmor Oliveira de  Azevedo , assina o documento.

Um tiro no pé, a meu ver, uma vez que a população de sacerdotes gays é imensa, e isso não os faz pedófilos, mas tão somente sustenta a hipocrisia da homofobia internalizada, e não colocará fim ao problema dos homens que gostam sexualmente de criancinhas, sejam do sexo masculino ou feminino.

A Igreja está sem chão, e não sabe como resolver esse problema, uma coisa é certa, mais escândalos estão por vir.

Foto: Catedral da Boa Viagem- BH/MG

sexta-feira, maio 14, 2010

Entre Homens- dia 17/05/10, 19h30

 

Confira o site: ENTRE HOMENS

Super-heróis, monstros, alienígenas, lolitos, homens rústicos. Ficção científica, investigação policial, sexo explícito, amor e romantismo. Gênero, estereótipo, identidade e forma física. Não existem limites para a imaginação de artistas e roteiristas que tornam realidade...

OS QUADRINHOS GAYS

Homens como Patrick Fillion e Tom da Finlândia. Mulheres como Moto Hagio e Keiko Takemiya. Personagens como Estrela Polar e Enigma. A história dos quadrinhos gays é rica, a produção é variada, e existem obras para todos os gostos e de todos os lugares, na web ou no papel.

Se você quer saber mais sobre esse "lado G" das HQs, dos mangás, dos comic books, não deixe de comparecer a este encontro marcado, porque...

o Projeto Entre Homens discute esse assunto na próxima segunda-feira, dia 17/05/2010!

>> Os mestres dos quadrinhos: nomes de ontem e de hoje que fazem a festa dos fãs no Brasil e no mundo;

>> Fan fictions: as produções amadoras que conquistaram os corações dos admiradores da arte;

>> Gêneros narrativos: as diferenças entre as produções, os cânones e os hereges!

>> Mapa da mina: onde encontrar e se encantar com os artistas e seus trabalhos ;

e muito mais!

QUANDO
Segunda-feira, 17/05/10, 19h30
ONDE
Rua Santa Isabel, 198 - São Paulo, SP, perto do Metrô República
Travessa da Amaral Gurgel, uma depois da Marquês de Itu
Telefone: (11) 3337-2028. Mapa e mais sobre o clube: www.upgradeclub.com.br
* tocar a campainha para entrar | o bar estará aberto para os presentes
QUEM
Gays, héteros, bissexuais, homens, mulheres, travestis, transexuais, lésbicas, indefinidos e curiosos: todos e todas que curtem quadrinhos gays – ou querem se apaixonar por eles!
Sobre o Entre Homens
Gerenciado por Murilo Sarno, o Projeto Entre Homens visa a refletir, numa roda de conversa livre e espontânea, temas relacionados ao universo gay masculino.
Contato para a imprensa:
João Marinho - MTB 42048/SP
Tels.: +55 11 9775-8893, 3217-2640

jm@joaomarinho.jor.br
Fique de olho na última reunião do semestre!
31/05: união homossexual.

* Créditos das imagens: reprodução/divulgação; o copyright das imagens pertence a seus respectivos autores

terça-feira, maio 11, 2010

Pastor Gay recorre ao ministério Publico contra cantor e autor da música “evangelica” homofóbica Adão e Ivo.

pastor-sem-preconceitos Nesta semana o fundador e presidente da denominação inclusiva Igreja Cristã Contemporânea pastor Marcos Gladstone representou por práticas de preconceito, discriminação e homofobia religiosa junto ao Ministério Público do RJ, Ordem dos Advogados do Brasil e Superintendência de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do RJ contra o cantor evangélico Emanuel Ferreira de Albertin e o compositor da música homofóbica “Adão e Ivo” de autoria de Antonio Jose Ferreira de Lima (Toinho de Aripibú).

O cantor Emanuel de Albertin resolveu postar no site Youtube, um preconceituoso clipe da música “Adão e Ivo”, atacando os pastores da Igreja Cristã Contemporânea Marcos Gladstone e seu companheiro Fabio Inácio que recentemente realizaram o primeiro enlace matrimonial homoafetivo de pastores evangélicos do país.

A certeza da impunidade foi tanta que o vídeo foi postado com telefone de contatos para Shows do próprio cantor http://www.youtube.com/watch?v=NmFatMvD_X8

A música foi usada recentemente em um showmício evangélico do ex-candidato à Presidência da República, ex-governador e atual pré-candidato ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, que ratifica declarações homofóbicas e intolerantes durante evento religioso (e político) em espaço público, que a todos deveria pertencer. Isso contribui de forma indelével para o recrudescimento da política de exclusão de algumas igrejas evangélicas tradicionais.

Tudo isto ocorreu às vésperas do Dia Internacional Contra a Homofobia – 17 de maio. Daí a importância da celebração desta data e do posicionamento da Igreja Cristã Contemporânea, que na cerimônia de enlace dos seus pastores realizou um marco na construção de uma nova imagem que deve ser reconhecida pela sociedade a família gay, em um contexto internacional de ampla aprovação da União Civil entre pessoas do mesmo sexo, e da Homoparentalidade.

Em nota, a Igreja Cristã Contemporânea repudia as “práticas inaceitáveis de preconceito, discriminação e homofobia religiosa” disseminadas "impunemente” pela internet. Numa democracia e num Estado Laico tais práticas são inaceitáveis e devem ser denunciadas e punidas, cujo objetivo é o desta nota. Sobretudo quando às vésperas de um dia que representou uma conquista: a retirada em 1990 da homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID), da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segue a minuta das representações encaminhadas:

MARCOS GLADSTONE (...) na qualidade de fundador e presidente da IGREJA CRISTÃ CONTEMPORÂNEA DO RIO DE JANEIRO, associação civil religiosa sem fins lucrativos, denominação cristã inclusiva, com sede administrativa na Rua Gomes Freire, 647/704, centro, Rio de Janeiro, 20231-047, RJ, CEP.: vem, requerer abertura dos procedimentos cabíveis que apurem as práticas inaceitáveis de preconceito, discriminação e homofobia religiosa que vem sendo impunemente expressas em igrejas evangélicas, shows gospel bem como através da rede mundial de computadores, em face de EMANUEL FERREIRA DE ALBERTIN, cantor evangélico (...) e ANTONIO JOSE FERREIRA DE LIMA (Toinho de Aripibú), compositor evangélico (...) pelos fatos e fundamentos que seguem:

Trata-se de um uma “canção” que é cantada por EMANUEL FERREIRA DE ALBERTIN, de título “Adão e Ivo” e de composição: Toinho de Aripibú (ANTONIO JOSE FERREIRA DE LIMA), a seguir transcrita ispis literis:

“Quando o senhor criou o céu e a terra ele também criou o reino animal, de toda espécie que existe nesse mundo para que fosse fecundo o senhor o casal, somente o homem era quem vivia sozinho sem amor e sem carinho sendo formado do pó, mas o senhor resolveu mudar o tom, dizendo assim não é bom que o homem viva só. Do próprio homem ele tirou uma costela fez uma mulher tão bela e foi uma maravilha e ordenou crescei e multiplicai e o homem tornou-se pai houve a primeira família, mas o diabo o inimigo de Deus pra desfazer os planos seus, querendo manchar seu nome, desde o dia da cidade de sodoma, resolveu mudar a soma, casando homem com homem.

Refrão: A cada dia multiplica a iniqüidade sinceramente isso me deixa pensativo se Deus tivesse feito homem pra casar com outro não seria Adão e Eva, tinha feito Adão e Ivo. (Adão e Ivo, composição de Toinho de Aripibú).

Como se vê a canção, vem, parodiando e satirizando dois importantes personagens das Sagradas Escrituras, Adão e Eva. O cantor já se apresentou ao vivo, cantando a letra que incita claramente o preconceito e a homofobia, em palanque sob os aplausos inclusive de um ex-governador do Estado do Rio de Janeiro, que demonstrou com seu gesto desconhecer o significado da palavra democracia, ratificando a letra corrosiva ao lado do cantor, conforme amplamente divulgado pela imprensa.

Tal episódio foi veiculado há uma semana por diversos meios de comunicação de grande circulação nacional em tom de clara preocupação com o desenrolar dos acontecimentos, pois a manifestação religiosa onde se deu a apresentação de Albertin reunia grande número de pessoas, que sob a influência de perigosos formadores de opinião, poderão aderir de uma só vez a práticas de preconceito, segregação e reação homofóbica em suas próprias igrejas, e dentro das quais possivelmente encontram-se cidadãos LGBT sem qualquer amparo ou possibilidade de expressão, devido a suas orientações sexuais.

Há estudos importantes que vem sendo desenvolvidos, especialmente no Museu Nacional, de âmbito sociológico e antropológico no sentido de comprovar a obra destrutiva que a homofobia religiosa, especialmente no setor evangélico, vem promovendo. Calar-se diante disso seria mais do que covardia, seria um crime. E não reagir diante do clipe que vem sendo amplamente divulgado no sítio armazenador de vídeos Youtube seria um equívoco: http://www.youtube.com/watch?v=NmFatMvD_X8.

A imagem da cerimônia de enlace matrimonial entre o subscritor que é homossexual e seu companheiro pastor Fabio Inacio de Souza, é exposta de forma claramente derrogatória durante todo o decorrer do clipe, acompanhada de legendas que nos ofendem e ofendem os participantes daquele evento, que foi um marco na história da construção da cidadania LGBT em nosso país, por se tratar do primeiro enlace matrimonial entre pastores evangélicos do mesmo sexo divulgado pelos meios de comunicação de massa brasileiros.

O Projeto de Lei Complementar 122/06 que criminaliza a homofobia no Brasil é banalizado pelo clipe, que afirma, como se pudesse conhecer a vontade do próprio Criador, que “Deus é contra a Lei da Homofobia!”. Não pode por isso haver silêncio diante destas manifestações que apenas envergonham o manifestante, já que propõem a exclusão e condenação de uma parcela contribuinte e significativa do povo brasileiro.

Há três anos Igreja Cristã Contemporânea vem corajosamente denunciando a homofobia religiosa, mas não apenas isso; vem igualmente resgatando em progressão geométrica uma enorme quantidade de homossexuais que são fria e cruelmente excluídos de suas congregações, passando por transtornos pós-traumáticos que destroem por completo sua auto-estima e em muitos casos os conduz ao suicídio. Desde a sua fundação tem garantido o direito de homossexuais que desejam expressar sua identidade religiosa, em uma sociedade que entendemos dever ser democrática, pluralista e sob o ordenamento jurídico de um Estado Laico.

Desta forma o subscritor vem ipso facto comunicar seu repúdio ao clipe “musical” de título “Adão e Ivo” e o empobrecimento de valores que a letra da música propaga, solicitando a este órgão bem como suas autoridades competentes as providências cabíveis para que sejam protegidos os direitos de cidadãos LGBT de exercerem sua cidadania plena, independentemente de sua orientação sexual.

--
Pr Fabio Inacio
Igreja Cristã Contemporanea do Rj
Contatos 21 2224-3910 cel 21 8881-6525

Gays podem ser dependentes em planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) passa a determinar que as empresas de seguro e planos de saúde do País aceitem como dependentes parceiros de casais homossexuais estáveis. A decisão foi publicada em súmula normativa na edição do dia 5 de maio do Diário Oficial da União.

A decisão, de acordo com a ANS, leva em consideração conceitos do Código Civil Brasileiro e da Constituição Federal, que promove o bem comum e recrimina qualquer forma de discriminação.

“Para fins de aplicação à legislação de saúde suplementar, entende-se por companheiro de beneficiário titular de plano privado de assistência à saúde pessoa do sexo oposto ou do mesmo sexo”, informa a publicação.

Planos
A partir de agora, caberá às operadoras de planos de saúde a definição da forma de comprovação a ser apresentada pelos interessados. Serão observados os mesmos requisitos para admissão, na qualidade de dependente, de companheiro ou companheira que comprove união estável com o titular do plano.

Fonte: Diário do Pará

domingo, maio 09, 2010

Cantinho do leitor

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Nosso leitor, Everton, entrou em contato, com o blog, no desejo de lançar um anúncio particular, com o intuito de conhecer pessoas para relacionamento. Bem, como nosso desejo é estreitar relacionamentos e ajudar nossa comunidade gospel gay aí vai à descrição para quem se interessar:

O gato é do estado do Rio de Janeiro, do município de São Gonçalo, tem 1,87 de altura da cor branca, cabelos castanhos e olhos castanhos esverdeados. Deseja conhecer pessoas de São Gonçalo ou de Niterói.

Ainda sobre o Everton:

É uma pessoa fácil de lidar, carinhosa, fiel, honesta que corre para alcançar seus objetivos, possui boa educação e cultura, tem 30 anos de idade e deseja conhecer pessoas de sua faixa etária para algo mais, e com o mesmo ideal de vida. É cantor ama adorar ao Senhor, não canta profissionalmente ainda, mas quer ainda viver da musica. Na atualidade trabalha como auxiliar de escritório.

Email para contato: evertonabreurj@yahoo.com.br

Entrando em contato Everton disponibilizará suas fotos

sábado, maio 08, 2010

Firenze: Settimana di preghiera contro l'omofobia

Sarà dall'11 al 16 maggio, e avrà il suo culmine nel culto ecumenico del 16 maggio presso il Tempio valdese di Firenze

mapa_regiao_italia

untitled Firenze, 7 maggio 2010 - La settimana di preghiera contro l'omofobia, un cartellone di incontri culturali e momenti di preghiera, sarà a Firenze dall'11 al 16 maggio, e avrà il suo culmine nel culto ecumenico del 16 maggio presso il Tempio valdese di Firenze.

Il programma delle iniziative è organizzato dall'Associazione "Fiumi d'acqua viva - Evangelisci su Fede e Omossesualità", in collaborazione con il Centro culturale protestante Pietro Martire Vermigli, la Libreria Claudiana, la chiesa valdese di Firenze, la chiesa metodista di Firenze, la chiesa battista di Firenze, la Parrocchia Vetero-Cattolica S. Vincenzo di Lerins e la chiesa episcopale St. James.

L'associazione "Fiumi d'acqua viva" spiega che "vogliamo sottolineare con questo cartellone l'importanza del riconoscimento della dignità di ommosessuali e transessuali in quanto persone e non membri di una categoria e vogliamo farlo non solo pregando insieme ma anche attraverso eventi sociali e culturali in grado di contaminare positivamente

Tradução

Florença, 07 de maio de 2010 - A Semana de Oração Contra a Homofobia, um calendário de eventos culturais e momentos de oração, será realizado em Florença 11-16 de Maio e terminará em 16 de maio, com um culto ecumênico no Templo Valdense de Florença.

O programa de eventos é incentivado pela organização "rios de água viva - Fé Evangélica e homossexuais, em colaboração com o Centro Cultural protestante  Pedro Mártir Vermigli,  a Biblioteca Claudiana, a Igreja Valdense, em Florença, a Igreja Metodista de Florença, Igreja Batista em Florença, a Igreja Vetero- católica St. Vicente de Lerins e a  Igreja episcopal  St. James.

A associação "rios de água viva", explica que: "queremos enfatizar a importância deste projeto que reconhece a dignidade dos homossexuais e transexuais, enquanto pessoas,  e não como membros de uma categoria,  não queremos apenas rezar juntos, mas também através de eventos sociais Cultural realizar algo proveitoso influenciando positivamente a sociedade.

Igreja Betel divulga:

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O bom exemplo inglês

Pregador é preso na Inglaterra por dizer que homossexualismo é pecado

Fonte: O Globo

 

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Um pregador britânico foi preso depois de ter dito durante sermão na rua que homossexualismo é um pecado.

Dale McAlpine foi acusado de causar "alarme, intimidação e angústia" depois que um policial comunitário ouviu o pastor batista mencionar vários "pecados" citados na Bíblia, inclusive blasfêmia, embriaguez e relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo, de acordo com o jornal britânico The Daily Telegraph.

Dale McAlpine, de 42 anos, prega nas ruas de Wokington, na região de Cumbria, no noroeste da Inglaterra há anos, e disse que não mencionou homossexualismo quando fazia o sermão do alto de uma pequena escada, mas admitiu ter dito a uma pessoa que passava que acreditava que a prática era contrária aos ensinamentos de Deus.

Segundo o jornal britânico Daily Mail, o policial Sam Adams identificou-se como o agente de ligação entre a polícia e a comunidade gay e transsexual e avisou o pregador, que distribuía folhetos e conversava com as pessoas nas ruas, que ele estava violando a lei. Mas ele continuou pregando e foi levado para a prisão, onde permaneceu por sete horas.

O pregador disse que o incidente foi "humilhante", segundo o Daily Telegraph. "Eu me sinto profundamente chocado e humilhado por ter sido preso em minha própria cidade e tratado como um criminoso comum na frente de pessoas que eu conheço."

"Minha liberdade foi tolhida por rumores vindos de alguém que não gostou do que eu disse, e fui acusado usando-se uma lei que não se aplica", afirmou Dale.

O processo contra McAlpine por supostas declarações públicas contra gays ocorre semanas depois que um juiz britânico disse que não há proteção especial na lei para crenças cristãs.

O juiz decidiu favoravelmente a uma organização que demitiu um terapeuta de casais por se recusar a atender casais gays alegando que isso seria contra seus princípios cristãos.

E o meu voto vai…

Toni Reis alerta para importância de votar em candidatos(as) comprometidos com causa LGBT

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Em 2010 haverá eleições para a presidência da República, Senado Federal, Câmara dos Deputados, Assembléias Legislativas e Governos Estaduais. Já está chegando a hora de pensar em quem votar.

Nos últimos anos, a população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) tem conseguido muita visibilidade, em especial por meio das Paradas LGBT, e isto chama a atenção de candidatos à procura de votos. É preciso que as Paradas deste ano dêem o recado para os futuros governantes sobre as principais reivindicações do Movimento LGBT. O lema internacional da InterPride (Associação Internacional de Coordenadores de Eventos do Orgulho LGBT) deste ano é: “Um coração, um mundo, um orgulho” (One heart, one world, one pride). No Brasil, gostaria de sugerir que o lema para todas as paradas a serem realizadas antes das eleições seja: “Vote contra a Homofobia, Defenda a Cidadania”, seguindo o lema proposto pela Associação Parada da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, ou outros lemas que tratem da importância do voto.

Em maio, a ABGLT e organizações parceiras promoverão a 1ª Marcha Nacional Contra a Homofobia, culminando no 1º Grito Nacional pela Cidadania LGBT, no gramado da Esplanada dos Ministérios no dia 19. A Marcha e o Grito também servirão para relembrar as autoridades competentes atuais e aos que pretendem ser no próximo mandato, que ainda falta muito para garantir que as pessoas LGBT tenham de fato igualdade de direitos e que seus direitos humanos sejam respeitados.

É fundamental votar em candidatos(as) assumidamente defensores(as) da causa LGBT e das nossas propostas. Nada de candidaturas no armário. Não vote em candidatos(as) homofóbicos(as) ou que fiquem em cima do muro. Ou estão a favor da cidadania plena de pessoas LGBT, ou estão contra nós.
Para presidente, é essencial votar em quem se comprometa a garantir a implementação e manutenção de políticas públicas federais de promoção da cidadania LGBT. Uma vez em curso o processo eleitoral, a ABGLT fará novamente Carta de Compromisso a todos(as) os(as) candidatos(as) a presidente para ver e divulgar quais deles/delas se comprometem com a causa e com as demandas da população LGBT.

No Congresso Nacional, os candidatos(as) ao Senado e à Câmara dos Deputados devem firmar o compromisso de que participarão da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT; articularão e votarão a favor da aprovação do Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 122/2006 (que criminaliza várias formas de discriminação, inclusive por orientação sexual e identidade de gênero); bem como o PLC nº 072/2007 (substituição do prenome de pessoa transexual) e o Projeto de Lei nº 4914/2009 (união estável homoafetiva), além de ajudar a garantir que haja orçamento para o combate à homofobia (Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT / Programa Brasil Sem Homofobia), através de emendas individuais e das Comissões.

De forma parecida, nas Assembleias Legislativas queremos candidaturas que trabalhem para a criação e participação nas Frentes Parlamentares pela Cidadania LGBT e apresentação/aprovação de projetos de lei que proíbem a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, como já tem em 112 municípios e 12 estados, assim como ajudem a garantir orçamento para o combate à homofobia no Executivo estadual.

Em relação aos governos estaduais, é fundamental que - a exemplo do âmbito federal - todos os estados também tenham um Plano de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, baseado nas resoluções das Conferências Estaduais LGBT realizadas em 2008; que tenham um órgão no Executivo que coordene as ações do Plano (Coordenadoria LGBT); que tenham um Conselho Estadual LGBT com representação significativa da sociedade civil para avaliar, monitorar e fazer o controle social da execução do Plano Estadual.

Também é preciso ter o compromisso de todos(as) os/as candidatos(as) de que defendem o Estado Laico (Estado em que não há nenhuma religião oficial, as manifestações religiosas são respeitadas, mas não devem interferir nas decisões governamentais), e que os(as) candidatos(as) não deixem que suas crenças pessoais obstruam o direito à cidadania plena das pessoas LGBT.

Mesmo que muitas pessoas estejam decepcionadas e até frustradas com a Política, é preciso acreditar que muitos(as) candidatos(as) tem boas intenções e ética. É fundamental, além de exercer o direito e dever de votar, acompanhar o mandato. Você lembra em quem você votou para governador, deputado estadual, federal ou senador nas últimas eleições? Quais as declarações públicas que ele ou ela tem feito sobre as pessoas LGBT? O que fez para a população LGBT? Implementou políticas públicas para LGBT? Participou de algum evento LGBT? Integrou uma Frente Parlamentar LGBT?

Avalie isso quando for votar este ano, e vote pela cidadania LGBT e contra a homofobia.


* Toni Reis é presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT.

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